<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546</id><updated>2012-02-13T03:32:28.437-08:00</updated><title type='text'>jlcaontextos</title><subtitle type='html'>Este blog destina-se a publicação inicial de alguns textos que venho compondo e que são passíveis de modificação.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>89</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-2289930776243871294</id><published>2012-02-13T02:27:00.000-08:00</published><updated>2012-02-13T02:27:54.333-08:00</updated><title type='text'>Escritor solitário e escritor solidário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Escritor solidário que escreve para leitor que escreve&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120213070208&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;Para Carlos Fernando Karnas, jornalista&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Um escritor profissional, Donaldo Schuler, certa vez, em comunicação oral e íntima, apontou-me uma diferença entre título e prêmio dados a um escritor. Eu lhe confidenciara minha surpresa perante a mídia que grosseira e frequentemente emprega o termo “título” como equivalente a “prêmio”. Título é um valor imaginário que, em geral, homenageia mais a quem dá do que a quem recebe. Prêmio é valor pecuniário. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Não vou falar, aqui, do escritor profissional de ocasião ou amador de ocasião que escrevem em vista de título. Não descarto, todavia, os que escrevem em vista de prêmio em pecúnia.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;E antes de estabelecer algumas diferenças entre escritor profissional e amador, vou falar de algumas funções de escritor, seja esse profissional ou amador. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;.01. A função de escritor profissional de ocasião que, em escrevendo, compra dinheiro para o sustento próprio. É o escritor assalariado de uma empresa jornalística, por exemplo, ou o escritor, tipo profissional liberal, que vende, como free-lancer, o artigo ou livro para, obter dinheiro para o sustento próprio. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;.02. A função de escritor profissional que, em escrevendo, produz uma obra que perdura, oportunizando-lhe ou não dinheiro para o sustento próprio. Muitos, como Machado de Assis, eram assalariados e escreviam como ele. Todavia, enquanto que os escritos desses escritores ficaram nos jornais, os de Machado de Assis ganharam outros espaços, fazendo parte do patrimônio literário, cultural e artístico da Nação. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;.03. A função do escritor, profissional ou amador, que escrevendo paga para ser publicado. Criou-se, nesse país, uma situação muito curiosa. As editoras, aproveitando-se geralmente da vaidade dos escritores, publicam-lhes os escritos, mediante pagamento em pecúnia por parte desses. Os escritores, desse modo, pagam para obter celebridade, isto é, título. Em geral, esses escritores acabam sendo entrevistados na televisão e ficando bem mais conhecidos e bem mais depressa do que o livro, que frequentemente não é ser lido, apesar de ser comprado por leitores que frequentam tardes de autógrafos em feiras promocionais de vaidades ou happy hours de comércio cultural. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;.04. Há outras funções, como a dos escritores assalariado pelos órgãos públicos que regem as universidades públicas ou particulares. Esses escritores escrevem mais para obter pontos no currículo do que para contribuir com a pesquisa. Esse tipo de iniciativa subverteu totalmente a estrutura dos congressos. Em época recente, o conferencista de um congresso, era pago para participar em congresso. Com a “democratização” das participações, todo o participante, seja conferencista ou mero participante, paga a inscrição ou presença no congresso, com direito a certificado que contará ponto no currículo. Os programas universitários obrigam os acadêmicos a apresentarem trabalhos nos congressos organizados muitas vezes pelos mesmos coordenadores dos programas universitários. Assim, o acadêmico paga para obter pontos, ou título, igualando-se, embora de forma bem mais dissimulada e talvez mais imbecil, ao escritor identificado pela função anterior, 03. O consumismo de produção que é a etapa mais avançada do capitalismo atual tomou conta da produção intelectual universitária: assim, a produção do consumo se transforma em consumismo de produção também na Universidade. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fiz essas observações para melhor poder fazer aparecer meu interesse que é o de retomar e desenvolver a literatura epistolar que antes era produzida por meio de cartas e correio comum e que agora pode ser produzida por meio de e-mails e correio eletrônico da internete. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;É nesse contexto que diferencio o escritor que em público escreve a leitor que não escreve e escritor que em público escreve a leitor que escreve.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;O primeiro é escritor solitário; o segundo, escritor solidário. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O escritor solitário pode servir-se de um blog e publicar seus textos sem, aparentemente, se preocupar com as possíveis reações e contribuições dos leitores que lhe escrevem. O escritor solidário, mesmo servindo-se de blog, escreve em função do leitor que também lhe escreve. É o escritor solidário que escreve para leitor que escreve. É com isso que se pode retomar e desenvolver a literatura epistolar que quase desapareceu no contexto das cartas e do correio comum. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-2289930776243871294?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/2289930776243871294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/escritor-solitario-e-escritor-solidario.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/2289930776243871294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/2289930776243871294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/escritor-solitario-e-escritor-solidario.html' title='Escritor solitário e escritor solidário'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-2432778303320355257</id><published>2012-02-11T09:15:00.000-08:00</published><updated>2012-02-11T09:15:24.513-08:00</updated><title type='text'>Uma história de um eMARanhado de histórias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Quem é o pai de Sahrazad e de Dinarzad?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Um guia de leitura do e-MAR-ahado de histórias de Sahrazad &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="mailto:jlcaon@terra.com.br"&gt;&lt;strong&gt;jlcaon@terra.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;120211050715&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;LIVRO DAS MIL E UMA NOITES (2005). Volume I, II e III. – Traduzido do árabe por Mamede Mustafá Jarouche. Editora Globo. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-07gf_tQAFP8/TzaiEfPaIuI/AAAAAAAAANE/8G8zNcH2KVQ/s1600/Sahrazad.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="317" sda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-07gf_tQAFP8/TzaiEfPaIuI/AAAAAAAAANE/8G8zNcH2KVQ/s320/Sahrazad.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A dinastia sassânida é marcada pelas datas 226-641 d. C. Um rei Sahriyar (rei da cidade) tem um irmão menor, Sahzaman (rei do tempo). O primeiro reina sobre a Índia e a Indochina e o segundo, recebe do primeiro, a região de Samarcanda. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Após dez anos de separação, Sahriyar manda seu vizir (ministro), pai de Sahrazad (a de nobre estirpe) e de Dinarzad (moeda) ou Dinazad (a de nobre fé), buscar Sahzaman. O vizir, após de ser dignamente recebido por Sahzaman, prepara-se para o retorno. Sahzaman quer despedir-se outra vez da rainha e, ao voltar, surpreende-a deitada com um negro escravo. Assassina os amantes, transpassando-os com um único golpe de espada. Mas, nada conta ao vizir (ministro) e com ele parte para encontrar-se com o irmão Sahriyar.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Sahzaman é hospedado no palácio régio destinado aos hóspedes que fica separado do palácio residencial por um jardim. Sahzaman acompanhava o irmão durante o dia e de noite recolhia-se para os aposentos destinados aos hóspedes. Todavia, a amargura em que vivia não diminuía. Sahriyar, crendo que a pior do irmão era o fato de estar afastado da esposa e do reino, convida a se distrair numa caçada. Sahzaman declina do convite.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Mesmo assim, Sahriyar parte para a caçada. Sozinho, Sahzaman fica olhando o jardim pela janela entreaberta. Em dado momento, a porta do palácio residencial abre-se e aparecem vinte escravas, dez negras e dez brancas, e a cunhada. Sahzaman vê sem ser visto. A rainha e o séqüito julgam que Sahzaman está com o irmão, na caçada. Despem-se e, para surpresa de Sahzaman, não são vinte escravas negras e brancas, mas dez escravos negros e dez escravas brancas. A rainha chama duas vezes pelo nome Massud. Um negro escravo salta de cima de uma árvore, onde está escondido. A orgia dura até meio-dia. Lavam-se e o séqüito volta a ser o de uma rainha acompanhada de vinte escravas, dez negras e dez brancas. O negro que ficara com a rainha, pula o muro e foge.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Sahzaman vendo a desgraça do irmão percebe que não é o mais infeliz no mundo. Há quem esteja em pior situação. E, assim, começa a melhorar!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Sahriyar retorna e vê a melhora do irmão. E vê que melhora a cada dia que passa. Quer saber a causa dessa transformação. E de tanto insistir, fica sabendo do ocorrido durante a ausência na caçada. Todavia, não acredita no irmão. Este, para convencê-lo, sugere-lhe fingirem partir para nova caçada, da qual os dois irmãos retornariam imediatamente sem ser vistos, e se alojariam clandestinos no palácio dos hóspedes, de tal forma que poderiam ver o jardim sem ser vistos. E não dá outra coisa. Tudo se repete sob os olhos de Sahriyar e de Sahzaman.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Desiludido, Sahriyar convida o irmão a viajarem pelo mundo: “Vamos abandonar nossos reinos e perambular em amor a Deus altíssimo. Vamos desaparecer daqui. Se por acaso encontrarmos alguém cuja desgraça seja pior do que a nossa, voltaremos; caso contrário, continuaremos vagando pelo mundo, sem necessidade alguma do poder.” &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Ato continuo, põem-se a viajar. Certa manhã, apenas acordados, estando na orla do mar, ouvem um grito aterrador vindo do meio das ondas. Olham para as águas do mar que se separam e veem surgir um “ifrit” (criatura sobre-humana e maleva), é um gênio, carregando sobre a cabeça um baú de vidro trancado com quatro cadeados. Apavorados, os irmãos, sobem na árvore gigantesca, sob a qual haviam dormido e ficam escondidos. Pois é justamente debaixo dessa árvore que o “ifrit” vem sentar-se. Abre o baú, retira dele formosa mulher e deita a cabaça no colo dela, estica as pernas que chegam até as águas do mar, adormece e ronca. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A moça descobre os irmãos escondidos na copa da árvore. Deposita a cabeça do gigante ao solo e dirige-se aos dois, com gestos sedutores, convidando-os a descerem e copularem com ela. Depois de muita hesitação, tudo acontece como a moça manda e, por fim, ela toma deles os anéis, completando a coleção dela que agora de 98 anéis chega a 100. “Todos os donos desses anéis me possuíram, e de cada um eu tomei o anel. E como vocês também me possuíram, dêem-me seus anéis para que eu os junte a estes outros e complete cem anéis; assim, cem homens terão me descoberto bem no meio dos cornos desse ‘ifrit”, nojento e chifrudo, que me prendeu nesse baú, me trancou com quatro cadeados e me fez morar no meio desse mar agitado e de ondas revoltas, pretendendo que eu fosse, ao mesmo tempo, uma mulher liberta e vigiada. Mas ele não sabe que o destino não pode ser evitado nem nada pode impedi-lo, nem que, quando a mulher deseja alguma coisa, ninguém pode impedi-la.” A moça fê-los partir e desaparecer para sempre. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Na caminhada, Sahriyar confidencia ao irmão: “Ó meu irmão Sahzaman, veja só essa desgraça: por Deus, é muito pior do que a nossa. Esse aí é um gênio que seqüestrou a jovem na noite de seu noivado, e a trancafiou num baú de vidro com quatro cadeados, e a fez morar no meio do mar alegando que assim a preservaria do juízo e decreto divinos. Mas você viu que ela já tinha sido possuída por noventa e oito homens, e que eu e você completamos os cem. Vamos retornar, mano, para nossos reinos e cidades. Não voltaremos a tomar em casamento mulher alguma. Aliás, de minha parte, vou lhe mostrar o que farei.”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Primeiramente voltaram ao reino de Sahriyar, o qual mandou o vizir, pai de Sahrazad e de Dinarzad, matar-lhe a esposa infiel. Ele próprio, Sahriyar, matou as vinte “escravas” de companhia substituindo-as por vinte escravas de verdade. E tomou a insólita decisão de não se manter casado a não ser durante a noite de núpcias. Na manhã seguinte, mandaria o vizir matar-lhe a nova esposa. Estaria assim definitivamente protegido do destino! Fez que o irmão Sahzaman partisse locupletado de muitos bens e bem acompanhado por guardas. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Sahriyar ordena que o vizir lhe traga uma jovem da mais elevada linhagem. Casa-se e no dia seguinte manda que o vizir a mate. E assim a cada dia uma jovem é sacrificada.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Ora, as filhas do vizir, sábias, especialmente a mais velha Sahrazad, ficaram consternadas com o triste destino de tantas jovens. Sahrazad revela ao pai que quer casar-se com o rei Sahriyar: “Ou me converto em um motivo para a salvação das pessoas ou morro e me acabo, tornando-me igual a quem morre e acabou.”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O pai, desesperado e enraivecido, conta a Sahrazad a história, “O burro, o boi, o mercador e a esposa”, com o objetivo de fazê-la mudar de opinião. Marco essa história com o número zero. Ver-se-á que as histórias em “As mil e uma noites” são as histórias contadas por Sahrazad, marcadas Um, Dois, Três, etc. Com essa observação, aponto para a filiação de Sahrazad, cujo pai inicia o mar de histórias, nesse livro, contando ele mesmo uma história... Não é curioso e enigmático que o pai de Sahrazad e Dinarzad não tenha nome próprio? E, por outro lado, quem seria a mãe de Sahrazad e de Dinarzad? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;HISTORIA 000, contada pelo pai de Sahrazad e de Dinarzad, vizir (ministro) do rei Sahriyar: “O BURRO, O BOI, O MERCADOR E SUA ESPOSA”. O mercador, nessa história, tem o dom de entender a fala dos bichos. Mas, deve manter segredo sob pena de morte. Ver-se-á, na história, que uma coisa é manter em segredo a capacidade de entender a fala dos bichos e outra coisa é manter em segredo aquilo que se fica sabendo a partir da fala dos bichos, quando um fala com o outro, no primeiro caso, o boi e o burro e, depois, no segundo caso, o cachorro e galo. Uma coisa é manter em segredo uma capacidade e outra coisa é manter em segredo aquilo que se faz ou se obtém com ela. É claro que, no momento em que se revela aquilo que se faz ou se obtém com a capacidade que se tem, revela-se, ipso facto, a capacidade mesma, embora isso fique implícito para muitos. Não existisse essa capacidade, então seria mentira ou invencionice aquilo que se revela. A escuta do psicanalista é a escuta daquilo que o psicanalisante não escuta ao falar e escuta daquilo que mesmo ao falar, o psicanalisante ainda não consegue dizer. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;De fato, o mercador revela à mulher ter um segredo, espicaçando a curiosidade dela. O mercador escuta o burro aconselhar o boi a tornar-se refinado, isto é, não trabalhar espontaneamente e não comer a primeira comida que lhe for oferecida. O boi segue o conselho e acaba sendo espanca pelo lavrado. Este, por fim, dá-lhe comida como sempre. Mas, o bom não come e faz leve greve de fome. Por ordem do mercador que sabe das coisas entre o burro e o boi, faz o lavrador usar o burro no lugar do boi. Com essa parte da história, o pai quer instruir Sahrazad a não se meter a ajudar as infelizes moças do reino, pois que acabará tendo sorte igual ou pior do que elas. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Sahrazad persiste e o pai continua a história. Na desgraça, o burro inventa um saída para se livrar do triste destino em que caíra, causado pela sua generosa e birra esperteza. O mercador, conta o pai de Sahrazad, ouve o burro advertir o boi sobre o abate dele, pelo açougueiro, caso não volte a ser o boi de antes. O mercador ouve e ri da esperteza do burro. Mas, a esposa do mercador acha que ele está rindo dela. Comete a imprudência de dizer-lhe que tem um segredo e que não o pode revelar sob pena de morte. Perante as insistências da esposa que o importuna e sabendo que poderá morrer, o mercador prepara-se para morrer. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;No meio de tantas aflições, o mercador ouve uma conversa entre o cachorro e o galo. O cachorro informa o galo sobre a situação miserável do mercador, dono deles. Mas, o galo, acostumado a lidar com muitas galinhas e não somente com uma esposa como o mercador, diz ao cão, sendo ouvido pelo mercador, que o dono deles é um tolo, pois que tendo uma só esposa não sabe lidar com ela. Deveria espancá-la até ela desistir de querer saber as coisas secretas do marido. E é isso mesmo que o mercador faz, espanca a mulher até ela desistir definitivamente não de conhecer os segredos do marido. Isso, evidentemente seria puerilidade se não fosse mito, pois, quem, como pesquisador psicanalítico, conhece a essência do desejo, sabe que esse é imbatível e incontornável.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O pai de Sahrazad ameaça-a dizendo-lhe que procederá como o mercador com a mulher, caso ela, Sahrazad, não volte atrás. Todavia, Sahrazad não se curva e diz-lhe: “Por Deus que não voltarei atrás. Essas histórias que você contou não me farão hesitar quanto à minha intenção. E, se eu quisesse, poderia contar muitas histórias semelhantes a essa. Mas, em resumo, tenho a dizer o seguinte: se você não me conduzir ao rei Sahriyar de livre e espontânea vontade, eu entrarei no palácio escondida das suas vistas e direi ao rei que você não permitiu que alguém como eu se casasse com ele, mostrando-se avaro com seu mestre”. (p. 55).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O pai apresenta-se ao rei e oferece-lhe a filha mais velha. “O rei ficou intrigado e disse: ‘E como tu permitirás, ó vizir, que tua filha se case comigo, sendo que eu – juro por deus, por quem ergue os céus! – ordenarei que tu a mates mal amanheça o dia, e se tu não me obedeceres, eu te matarei?’ O vizir respondeu: ‘Meu amo e sultão, foi isso mesmo que eu informei e expliquei à minha filha, mas ela não aceitou e quis estar com o senhor nesta mesma noite.’ O rei ficou contente e disse: ‘Desça, arrume-a e traga-a no início da noite.’”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Sahrazad recebe a informação trazida pelo pai. Chama a irmã Dinarzad e combina com ela que, antes de ela, Sahrazad, ficar com o rei, a mandará chamar. Dinarzad deitar-se-á debaixo do leito dos amantes e após o ato sexual, antes de eles dormirem, dirá: “‘Ó irmãzinha, se você não estiver dormindo, conte-me uma historinha’. Então eu contarei a vocês histórias que serão o motivo de minha salvação e da liberdade de toda esta nação, pois farão o rei abandonar o costume de matar suas mulheres.” &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Esse é o paradigma dos procedimentos que iniciam o mar de histórias inventadas por Sahrazad, contadas ao Rei e à irmã Dinarzad. Dinarzard diferentemente de Ismênia, irmã de Antígona, participa efetivamente da aventura da irmã maior. E, assim, começa a primeira história.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Uma sequencia de significantes aparece nessa serialidade: O segredo do mercador que entende a lei dos animais, que não pode ser revelado sob pena de morte. O pai, que com arte conta a HISTÓRIA do mercador, no sentido de inibir e coibir a filha, ensina a essa a arte de contar histórias. Passando um conteúdo proibitivo por meio de uma HISTÓRIA, o pai passa à filha, Sahrazad, a arte ou capacidade de contar histórias. Em desobedecendo ao sentido dado pelo pai ele reverencia o pai contando histórias tão bem ou até melhor do que ele. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;“As mil e uma noites”, mais do que mar, é um emaranhado de histórias. O gênero musical que poderia ser equiparado a essa obra literária seria a fuga enquanto gênero de composição musical. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Igualmente, o conto de Poe, aproveitado por Lacan para ilustrar a teoria do significante, enquanto significante que significa o sujeito para outro significante, é uma amostra do que se passa em todo esse emaranhado de histórias na HISTÓRIA de “As mil e uma noites”. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIA 001: O MERCADOR E O GÊNIO. Observe-se que, no LIVRO DAS MIL E UMA NOITES, tudo começa com a narração da história de dois irmãos, Sahriyar e Sahzaman, e da história do vizir (ministro) de Sahriyar, pai de Sahrazad e Dinarzad. Narra-se que o vizir narra a Sahrazad a história do mercador capaz de entender a fala dos bichos. Narra-se que, no lugar do vizir, agora, surge Sahrazad que, noite após noite, para se escapar do assassinato inevitável, a ser ordenado pelo rei e a ser executado pelo pai dela, narra ao rei e à irmãzinha uma história bela e espantosa.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O pai tomara, como personagem principal, um mercador. Igualmente, Sahrazad toma, em sua primeira história, como personagem principal, um mercador. É como no jogo de revezamento em que um atleta passa o bastão a outro. O MESMO BASTAO percorrerá diversos giros ou ciclos, enquanto os atletas se revezam. A MESMA HISTÓRIA percorrerá giros ou ciclos, enquanto as histórias e as noites se revezam. Na pesquisa psicanalítica, o sujeito é determinado por uma HISTÓRIA, a história 000, inacessível e inabordável. A aproximação a essa HISTÓRIA é a produção de inúmeras histórias, uma para cada momento (noite) da vida. A morte é a interrupção dessa sequência de histórias: pode se dar enquanto o ser gente está ainda vivo... mas, dá-se inevitavelmente quando o ser gente fica abatido definitivamente pela mão da morte. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O que faz o papel da agulha e o que, qual linha, ficará como fio vermelho, unido uma história a outra? Ou essas questão serão automaticamente desmentidas? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-2432778303320355257?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/2432778303320355257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/uma-historia-de-um-emaranhado-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/2432778303320355257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/2432778303320355257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/uma-historia-de-um-emaranhado-de.html' title='Uma história de um eMARanhado de histórias'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-07gf_tQAFP8/TzaiEfPaIuI/AAAAAAAAANE/8G8zNcH2KVQ/s72-c/Sahrazad.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-4700356883048607084</id><published>2012-02-08T02:56:00.000-08:00</published><updated>2012-02-08T02:56:14.166-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Análise à la Rochefoucauld;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;literatura de divã e literatura de poltrona; o divã e a rede&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120208060408&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;Para Fany e Calos Fernando Karnas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Houve um tempo em que escritores como La Rochefoucauld faziam análises finas dos estilos de vida dos cidadãos. Essa capacidade sagaz de extrair e desnudar “las buenas y malas intenciones” dissimuladas nas condutas dos humanos são frequentemente atribuídas, injustamente, ao psicanalista. O psicanalista não é um observador fino ou refinado, pois o ofício dele é escutar as formações do inconsciente, de modo especial nas falas espontâneas do psicanalisante, e isso, em cima do lance e presencialmente. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;É divertida e instrutiva a leitura desse material que muitos referem como análise dos caracteres ou dos tipos humanos. Essa literatura sobrevive atualmente de forma bem percuciente nas produções pícaras dos humoristas, cartunistas, comediantes, etc.. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Os psicólogos tornaram essa modalidade de análise em estudos que denominam teoria da personalidade, caracterologia, enfim, coisa do tipo austríaco-americano de psicologia e análise do ego (ego da concepção austríaco-americana). É grande o número de teorias da personalidade ou do caráter na história da psicologia brasileira. É a partir delas que se formam os gabaritos dos exames psicológicos. Quem não conhece as exaustivas análises de caráter realizadas por Wilhelm Reich (Análise do caráter), dos tipos realizadas por Jung (Tipos psicológicos), de Dante Moreira Leite (O caráter nacional brasileiro)?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Uma análise do ver e do olhar sempre desperta interesse. É o que vou fazer, após dizer, en passant, o que poderia ser um intercâmbio de e-mails 1) sobre a literatura de divã e a literatura de poltrona; 2) sobre o divã e a rede.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;.01: Literatura de psicanalisante ou literatura de divã.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Repasso aqui um texto recente publicado em e-mail que considero literatura de divã. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;“Um frêmito arrepio percorreu o corpo cansado do viajante. Durante anos, dias, horas, se mantivera fiel ao ritual de idas e vindas, ao local que fora destinado ao santo "divã". &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Agora tudo era silêncio. Um clarão lhe ofusca os olhos, o vazio penetrante doi, uma leve tontura deixa-o meio cambaleante. O primeiro instante é de confusão, logo percebe que nada mais era.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Sacro santo divã, onde tudo era possível, menos olhar para trás, pois corria o risco de virar estátua como a mulher de Ló, desobedecendo aos mandatos de Deus. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Não poder mais falar, esse era o medo que lhe assombrava as noites. Porem ele sabia que o seu desejo estava seguro enquanto se detinha a vasculhar a sua alma inquieta. Sabia que não era o único a usar aquele lugar, pois os fantasmas continuavam a insistir, gritar e sussurrar suas queixas e lamentos, enquanto buscava extrair palavras de suas entranhas, dos labirintos de sua mente.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Necessitava de coragem para entrar, naquele recinto, onde sua alma se desvelava, onde o mundo parava para que ele acertasse o passo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Havia todo um ritual antes que tivesse assegurado que o prazer de estar a sós consigo mesmo. Por segundos detinha-se olhando o divã com curiosidade de criança que quer fazer arte, tentando adivinhar pelas dobras do tecido, o outro que deixara os seu calor as suas marcas, os desmanches, a violência, o ardor, de ter ousado ir a fundo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Assim uma parte sua e do outro se comungavam no calor que ainda emanava, podendo assim dar início ao ritual, sempre o mesmo, nunca o mesmo, pois somente conseguia falar no futuro do pretérito.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Há eu: "eu falaria, eu passaria, eu voltaria.”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Não volta, sai com pressa, tropeça em objetos estranhos, que não pode reconhecer mais como seus. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Tenta sair, não consegue, retorna. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Eis que "familiarmente", pensa ter encontrado o seu objeto perdido.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;A mesma ilusão!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;A vida continuaria... Abraços. Fany.”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;A literatura de psicanalisante, como também se chama essa literatura que aqui chamo de literatura de divã, vem se impondo desde os tempos de Freud, se nós levarmos em consideração o escrito de “O homem dos lobos”. É curioso comparar como o psicanalisante fala da sua própria psicanálise (literatura de divã), e como Freud fala da psicanálise desse psicanalisante (literatura de poltrona). Quem tem ainda curiosidade pode comparar o resultado dessa comparação entre psicanalisante e psicanalista com o escrito de uma jornalista que também entrevistou à moda de repórter o psicanalisante mais célebre da história da clínica psicanálise. O curiso pode ler com proveito meu estudo “Retrato, auto-retrato e construção metapsicológica de Serguéi Constantinovitch Pankejeff, o “Homem dos lobos”, que aparece em http://www.editoraescuta.com.br/pulsional/140_141_03.pdf&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;E se quiser aprofundar o que vem a ser essa literatura de psicanalisante ou literatura de divã, vale ir à HomePage de Luiz-Olyntho Telles da Silva onde se encontra um texto meus “Literatura e biblioteca de psicanalisante” a saber, em http://www.tellesdasilva.com/fccaonmemoriasdepsicanalisante.pdf&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;.02: O divã e a rede. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Assim como há muitos anos me vejo surpreendido entre Estafermo e Pascácia que se fazem ver e se fazem olhar nos muitos dos seus semblantes que encontro, me parece que Biruta e Semplice também fazem ou já fizeram aparecências a meu amigo Carlos Fernando Karnas. O nome “Biruta” e “Semplice” serve para indicar um e outro sexo. É o caso dos substantivos que a gramática chama de comum de dois. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Diferentemente da Gramática que chega a admitir até cinco gêneros, bem antes das campanhas e cruzadas das pesquisas sobre identidade de gênero, a psicanálise prende-se a um simples axioma: “As palavras têm gênero; as pessoas têm sexo!” Mas, assim como, para comparar a literatura de divã e a literatura de poltrona, eu trouxe um texto, agora trago outro para comparar o divã e a rede. O texto é de Carlos Fernando Karnas, também recentemente publicado por e-mail:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;“... as cenas animadas do link são maravilhosas. Têm tudo, até biruta, e o mais gostoso: sacanagens. Símplice me mandou pensar um pouco diferente. Sugeriu-me a rede, bem brasileira, bem trançada para aguentar o meu peso. Elas aguentam até dois ou mais pesos de gêneros diferentes. Na sua insinuação, rede equivaleria ao divã? Poderia substituir o divã? Se divã pode ficar à deriva, rede não. Rede fica amarrada em paredes ou esteios, para sustentar o peso do sujeito que nela deita, e se balança. Nos rios amazônicos, rede é indispensável. Por conta própria jamais ficará à deriva, a não ser que os barcos que navegam com suas redes a bordo fiquem à deriva. Então, o indivíduo na rede tem muitos anteparos. No divã os anteparos são menores e o divã não é tão confortável quanto a rede. Falando nisso, aqui no meu escritório tem uma rede, nela vou me deitar agora. Acredito que Símplice, Estafermo e Pascácia têm lá seus estranhamentos e seus próprios conceitos. Vou dar um fora no Símplice e eleger o Biruta para papear. Macho ou fêmea sempre será Biruta. Carlos Fernando.”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;.03. Uma análise perfunctória do ver e do olhar.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Sempre procurei diferençar entre “ver” e “olhar” por meio de um simples experimento. Se, de noite, estou numa sala mostrando um cartaz aos presentes, eles veem, no cartaz, as figuras, as letras, etc., No caso de cair a luz elétrica, o escuro impede que os participantes continuem vendo. Então todos tentam olhar. Quer dizer que até no escuro ou olhos fechados a gente olha, mesmo sem nada ver. Todavia, no sonho durante o sono, quando vemos, a gente não produz o ver por meio do olhar?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Karl Popper, em sua “Autobiografia intelectual”, se refere a Bach que à medida que compunha durante a semana, exibia o resultado de sua composição no domingo. O que fazia Bach não se perder na vaidade da exibição e ficar devotado à sua arte? - pergunta-se Popper. E Popper responde que Bach compunha não para fazer ver (ouvir) música ou para se fazer ver, mas para a maior glória de Deus. Eu digo, ars gratia artis (musica gratia musicae) é causa do desejo de Bach.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;De fato, se compararmos “ver” e “olhar”, à moda de La Rochefoucald, podemos diferençar quatro situações:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;.01: Fazer ver o que estamos fazendo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;.02. Fazer-se ver enquanto mostramos o que estamos fazendo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;.03. Fazer olhar o que estamos fazendo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;.04. Fazer-se olhar enquanto mostramos o que estamos fazendo. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Vanitas vanitatum et omnia vanitas, não é de hoje. Assim, como não podemos não cultivar o dinheiro – que quando faz falta é o pior dos tiranos – assim também não podemos não cultivar a vaidade – que mais nos escraviza quando menos somos vistos ou olhados.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Todavia, por que será que ainda quando o dinheiro não faz falta, muitos continuamos cada vez mais escravos ou piamente devotos dele, por exigência, prestígio e suposta sanidade? Por que será que ainda quando se tem o acolhimento pelo ver e pelo olhar do/s outro/s, ainda pagamos caro os exercícios devotos para ser cada vez mais visto e olhado, por exigência, prestígio e suposta sanidade? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;São questões de análise e não de psicanálise, de rede e não de divã, de literatura de consciência crítica amparada ou não na literatura de poltrona ou de divã. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Mas, falta de dinheiro encrenca e falta de ser visto e ser olhado também encrenca. Mas, por que é que se fica encrencado justamente quando se tem suficiente dinheiro e suficiente visão e olhar por parte dos outros? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;O que é desejo mortífero que hipotecado ao capital e à vaidade nos lança num círculo infernal de demandas? Mas, desejo existia antes do capitalismo, pois desejo é coisa de habitar a linguagem. Que sistema é esse que hipoteca até o que temos de mais caro: a alma e o desejo que a anima?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-4700356883048607084?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/4700356883048607084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/analise-la-rochefoucauld-literatura-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/4700356883048607084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/4700356883048607084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/analise-la-rochefoucauld-literatura-de.html' title=''/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-8316909275176255847</id><published>2012-02-07T08:13:00.000-08:00</published><updated>2012-02-07T08:13:19.203-08:00</updated><title type='text'>Pesadelo também é formação do inconsciente e chicoteamento das inconsciências.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Pesadelo de psicanalista&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120207060314&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Sua sala de psicanálise encontra-se no segundo andar do prédio bem ao lado do posto do SUS. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Nessa noite, foi dormir cedo. Sonhou que estava na sala de psicanálise ouvindo uma pessoa. Encerra a sessão. Acompanha o psicanalisante até a porta de saída passando pela sala de espera. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Nela, devia haver três pessoas aguardando serem chamadas. Mas, eram quatro. Quem seria este novo que nem esperou que o outro saísse e já foi dizendo:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;- Preciso ser ouvido e logo. Sou paciente do SUS e tenho ainda meia hora da vida.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Os três que aguardavam na sala de espera entreolharam-se como se tivessem chegado simultaneamente a uma mesma conclusão.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O novo paciente foi conduzido à sala de psicanálise. O susto do psicanalista foi observado pelo paciente do SUS que não percebera como percebera o psicanalista que o divã fora removido da sala. Havia um bilhete sobre a mesinha. “Retiramos o divã, pois precisamos de leitos no vestíbulo do SUS.”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O paciente novo conta ao psicanalista: “Sei que na fila do SUS as pessoas morrem. Chegou a minha vez. Mas antes de morrer, eu quero me analisar.”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;- Então, volta amanhã.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O paciente novo partiu acompanhado pelo psicanalista, que, um depois do outro, atendeu aos três, mas agora também sem divã. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Por fim, chaveou a sala, desceu pela escada e passou pelo SUS. No vestíbulo, estava o divã e um corpo estendido nele. Era o paciente novo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;- Acabou de falecer, - disse o enfermeiro.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-8316909275176255847?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/8316909275176255847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/pesadelo-tambem-e-formacao-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8316909275176255847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8316909275176255847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/pesadelo-tambem-e-formacao-do.html' title='Pesadelo também é formação do inconsciente e chicoteamento das inconsciências.'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-6757805403583432987</id><published>2012-02-06T17:32:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T17:32:37.309-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 11.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Neste momento, em que a humanidade vive mais um vulcão de trevas e travas, todaa as esperanças partem&amp;nbsp;um &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 11.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xjD0FvnZqNE/TzB9ixVuP5I/AAAAAAAAAMY/HJfpCybiQu0/s1600/Cirio+S%C3%ADrio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" sda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-xjD0FvnZqNE/TzB9ixVuP5I/AAAAAAAAAMY/HJfpCybiQu0/s1600/Cirio+S%C3%ADrio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 11.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;se tornam&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Vox63KuWw9Y/TzB-NAMly1I/AAAAAAAAAMg/GR8wsOVvQH4/s1600/s%C3%ADrios.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" sda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-Vox63KuWw9Y/TzB-NAMly1I/AAAAAAAAAMg/GR8wsOVvQH4/s1600/s%C3%ADrios.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;é são um sujeito sério, ops, digo sírio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FfgC4FRdPuU/TzB_HvJLH3I/AAAAAAAAAMs/HZ4y9pV3voU/s1600/S%C3%ADrio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" sda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-FfgC4FRdPuU/TzB_HvJLH3I/AAAAAAAAAMs/HZ4y9pV3voU/s320/S%C3%ADrio.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 11.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-6757805403583432987?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/6757805403583432987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/neste-momento-em-que-humanidade-vive.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/6757805403583432987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/6757805403583432987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/neste-momento-em-que-humanidade-vive.html' title=''/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xjD0FvnZqNE/TzB9ixVuP5I/AAAAAAAAAMY/HJfpCybiQu0/s72-c/Cirio+S%C3%ADrio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-5338127930102396011</id><published>2012-02-06T17:09:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T17:09:46.187-08:00</updated><title type='text'>Neste vulcão de travas...</title><content type='html'>No profundo dos profundoos desta noite em que se encontra o povo&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3a19lLTN7RQ/TzB40lF4MHI/AAAAAAAAAL8/dwDvPoUnDmI/s1600/Cirio+S%25C3%25ADrio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" sda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-3a19lLTN7RQ/TzB40lF4MHI/AAAAAAAAAL8/dwDvPoUnDmI/s1600/Cirio+S%25C3%25ADrio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;todos os povos não são outro povo senão um povo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-etzSaS53Zow/TzB5LP1kpxI/AAAAAAAAAME/-QH_ol5foGI/s1600/Povo+s%C3%ADrio+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="164" sda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-etzSaS53Zow/TzB5LP1kpxI/AAAAAAAAAME/-QH_ol5foGI/s320/Povo+s%C3%ADrio+2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Bon jour, Freud e Lacan! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-5338127930102396011?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/5338127930102396011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/neste-vulcao-de-travas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/5338127930102396011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/5338127930102396011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/neste-vulcao-de-travas.html' title='Neste vulcão de travas...'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-3a19lLTN7RQ/TzB40lF4MHI/AAAAAAAAAL8/dwDvPoUnDmI/s72-c/Cirio+S%25C3%25ADrio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-7692586006384248983</id><published>2012-02-06T10:22:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T10:22:51.977-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Imigrantes ou deportados em razão assintótica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Penso ser uma foto do arroio Jararaca de Antônio Prado,como diz o anúncio, belezas ainda a serem descobertas!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zqMzhcyOxnY/TzAaaAyN15I/AAAAAAAAALw/0PCQnGWlysQ/s1600/Jararaca+Santanna+Ant%C3%B4nio+Prado.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" sda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-zqMzhcyOxnY/TzAaaAyN15I/AAAAAAAAALw/0PCQnGWlysQ/s1600/Jararaca+Santanna+Ant%C3%B4nio+Prado.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&amp;amp;q=Rio%20Grande%20do%20Sul%20Ant%C3%B4nio%20Prado%20arroio%20Jararaca&amp;amp;tab=il"&gt;http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&amp;amp;q=Rio%20Grande%20do%20Sul%20Ant%C3%B4nio%20Prado%20arroio%20Jararaca&amp;amp;tab=il&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Pelo que sei, baseado na geografia de minha infância, o arroio Jararaca começa entre Capela Nossa Senhora do Caravágio e Capela Santana. Vai se lançar ao lado da Capela São José (atualmente Nova Roma do Sul) no Rio da Prata? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Quem vai de Antônio Prado para Veranópolis, passa por Santanna. Em Santanta, para a esquerda, uns três quilômetros, encontra-se Santanna Vecchia, fundada por poloneses que, dizimados por peste, acabaram sendo substituídos por degredados (na linguagem della bella Itália, imigrantes) italianos. Atualmente chama-se São Brás. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Depois de São Brás, descendo ainda uns dois ou três quilômetros encontra-se o arroio Jararaca cujas nascentes começariam, como disse, na região entre Capela Nossa Senhora do Caravagio e Capela Santana. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Descendo-se de Santanna Vecchia até o Jararace e subindo-se pela montanha, logo se chega a Nova Treviso, terra de Dom João Barea que foi colega de escola de Jocondo Caon (meu pai), primeiro filho de Domingos Caon. Domingos Caon era padrinho de Dom José Barea. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Nasci no profondo profondo de Antônio Prado, em plena Idade Média, no escuro mesmo, em muitos sentidos, sem luz elétrica, água encanada, higiene mínima, um quase limbo. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A lombo de cavalo, precisava-se de duas horas para ir ao paese. Assim, para que registrar-me logo depois de nascido? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Os funcionários da Igreja registravam o bambino quando iam batizar, casar, enterrar, etc.; os funcionários da Prefeitura não tinham essa preocupação, pois, cabia ao cidadão registrar o bambino, dentro de certo prazo. Senão, eram multados pai e mãe. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Então, o nascido, no dia 23 de setembro de 1940, batizado em 5 de outubro de 1940 era registrado em 17 de novembro de 1940. Tudo nos conformes, sem multa, e os políticos continuam a política dos deportadores italianos, cujo lema é “me ne frego!”, menos em campanha eleitoral, quando vão para o profondo dos profondos. Assim, graças à providência do clero e à incúria do funcionários eu tenho duas datas de nascimento: 23 de setembro e 17 de novembro. Si non è vero è bene trovato! &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-7692586006384248983?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/7692586006384248983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/imigrantes-ou-deportados-em-razao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/7692586006384248983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/7692586006384248983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/imigrantes-ou-deportados-em-razao.html' title=''/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zqMzhcyOxnY/TzAaaAyN15I/AAAAAAAAALw/0PCQnGWlysQ/s72-c/Jararaca+Santanna+Ant%C3%B4nio+Prado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-6242515833985316706</id><published>2012-02-06T08:31:00.001-08:00</published><updated>2012-02-06T08:31:55.687-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;A sexualidade: questão de tato&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120205060123&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Carlos Fernando Karnas, um texto com mais de um quarto de mil! “Mas, não podia mesmo caber num quarto de mil”, me diz Estafermo, para meu consolo!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Começando por “Messalina”, um curta que é prata da casa,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;http://www.youtube.com/watch?v=wDH3A1i00mU,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;não dá para deixar de transcrever no texto os nomes de Cristiane de Oliveira (diretora) e Vanise Carneiro (atriz). Suponho que o leitor curtiu o filminho. É realmente coisa de tato! Elas o dizem melhor do que eu.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O ver no escuro não serve para nada. Ainda bem que no escuro a gente começa a olhar.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;No escuro sobrevive o som. Mas, de quem seria o som de um peido numa ceia de irmãos maristas, quando a luz se apaga? O sábio que acredita no olfato não se engana: “É do Irmão Externuto. Parulho engana, mas xero non!”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;E às cegas, o pároco sommelier não se engana quando o malvado excomungado lhe oferece um cálice enorme com uma calcinha de mulher no fundo da taça: “Não é de minha paróquia!”, diz o sommelier que jamais promove uvas de outras paróquias.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;E ainda confiando no paladar, jovem ginecologista responde a velho colega que debocha do jovem pesquisador, quando este anuncia, em pleno congresso, que encontrara clitóris como um pepino. O ancião respaldado em experiência de cem anos de solidão rebate: “Encontrei clitóris de muitos tamanhos, mas do tamanho de pepino, isso, no mínimo é exagero do jovem e entusiasmado colega.” E o jovem: “Não é questão de tamanho, senhor, mas de paladar!”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;E assim vai ver que a sexualidade é debochada pela visualidade, pela sonoridade, pelo olfato, pelo paladar, mas pelo tato, jamais alguém enganou ou foi enganado pelo tato. E do tato, nunca se debocha!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A toupeira (do meu mito que é o mito da Pascácia) é sábia também em questões não-sexuais: é que ela sempre tateia, não se confia nos outros sentidos. Uma das vitórias do tato, contada na minha adolescência, para explicar a teoria da comunicação: “Primeiro é mão com mão; em seguida, é mão com coisa e, finalmente, é coisa com coisa.”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O tato não engana nem se engana. Por isso, a sexualidade é de fato uma questão de tato.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-6242515833985316706?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/6242515833985316706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/sexualidade-questao-de-tato-por_06.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/6242515833985316706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/6242515833985316706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/sexualidade-questao-de-tato-por_06.html' title=''/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-404876880112119402</id><published>2012-02-04T04:18:00.000-08:00</published><updated>2012-02-04T04:18:16.826-08:00</updated><title type='text'>Na partitura musical, a pausa também se chama silêncio. A folha em branco é nada. Só há silêncio, quando há fala. Ausência de fala é morte. Defunto não guarda silêncio.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Silêncios eloquentes e ruídos de fala&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;Por jlcaon@terra.com.br &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A fala poética faz parte predominantemente dos silêncios entre quais ela emerge. A fala prosaica faz parte predominantemente dos ruídos entre os quais ela surge. Temos, pois, uma fala pura e simples e uma fala sobre fala(s). A primeira é preponderantemente visceral. A segunda é preponderantemente fala que remete a outra(s) fala(s). &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A primeira brota predominantemente do silêncio e instaura algo novo naquilo que diz. É como se fosse a própria coisa. A outra brota predominantemente do diálogo com o outro, pois que diálogo existe quando uma fala se remete a fala(s) do outro. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Esta é preponderantemente um jogo a dois. Aquela é predominantemente prorrompimento puro e simples.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Observe-se que uso diversas vezes “predominantemente”. É como na situação ENTRE - (entre Erlebnis (vivência) e Erfahrung (experiência) -, onde o sujeito da gente, instantâneo, transitório, fugaz, desaparece no exato momento em que surge, isto é, numa existência instantânea, estúpida, estupefata, inefável e inagarrável. A situação ENTRE é a que nos determina na fala que ora é predominantemente pura e simples (poética) ora é predominantemente fala sobre fala(s) (prosaica), sem ser absolutamente uma sem a outra. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Quando Yupanki diz que um grande silêncio cresce dentro dele, não é fazendo silêncio absoluto que ele denuncia essa situação, mas, se pondo entre o silêncio e o ruído. Mesmo quando Heidegger faz silêncio perante a teologia, ele não faz silêncio absoluto, pois diz que honra a teologia fazendo-lhe silêncio essencial.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;http://www.youtube.com/watch?v=CaBmuvJImg8&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Le tengo rabia al silencio&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Atahualpa Yupanqui&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Le tengo rabia al silencio&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Por lo mucho que perdí.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Que no se quede callado&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Quien quiera vivir feliz.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Un día monté a caballo,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Y en la selva me metí,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Y sentí que un gran silencio &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Crecía dentro de mí. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Hay silencio en mi guitarra &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Cuando canto el yaraví,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Y lo mejor de mi canto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Se queda dentro de mí.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Cuando el amor me hizo señas,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Todo entero me encendí.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Y á fuerza de ser callado,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Callado me consumí.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Le tengo rabia al silencio&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Por todo lo que perdí,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Que no se quede callado&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Quien quiera vivir feliz. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-404876880112119402?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/404876880112119402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/na-partitura-musical-pausa-tambem-se.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/404876880112119402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/404876880112119402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/na-partitura-musical-pausa-tambem-se.html' title='Na partitura musical, a pausa também se chama silêncio. A folha em branco é nada. Só há silêncio, quando há fala. Ausência de fala é morte. Defunto não guarda silêncio.'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-5438043815093379110</id><published>2012-02-03T06:10:00.000-08:00</published><updated>2012-02-03T06:10:37.433-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Memento homo quia pulvis es et in pulverem revertebis&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;(Lembra-te gente que és pó e ao pó retornarás!) &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Quando cheguei à residência do Estafermo, encontrei-o numa discussão cerrada com Pascácia. Ele dizia que hoje, dia 3 de fevereiro, é dia de receber cinzas na cabeça, que para Pascácia isso é na quarta-feira de cinzas. E Estafermo recitava o latinório que Pascácia identificava sem saber o que significava; “Memento homo quia pulvis es et in pulverem reverteris” com a quarta-feira de cinzas. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Mas, Pascácia, cristianíssima apesar de católica, é quem estava por dentro dessas formalidades. O mito do santo otorrinolaringologista protetor contra as enfermidades da garganta é que é celebrado hoje mediante o rito da benção das velas-fetiches postas em forma de V no pescoço do crente supersticioso&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;http://www.cademeusanto.com.br/sao_braz.htm&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jyAekX-YQos/Tyvqvm5EWJI/AAAAAAAAALk/XqoI7g3Dl-c/s1600/Blessing+of+throats.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="291" sda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-jyAekX-YQos/Tyvqvm5EWJI/AAAAAAAAALk/XqoI7g3Dl-c/s320/Blessing+of+throats.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;No que se acalmaram, ouvi mais esses diálogos em que também participei:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Estafermo: “Comadre! Nós já vimos, aqui mesmo, nascer criança sem cérebro.”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Pascácia: “E logo foi batizada e morreu cristã!”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Estafermo: “Pois, nasce outra criança, agora sem sangue, totalmente branca e anêmica.”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Pascácia: “Vai ver que é filho de casal de vampiros.”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Eu me intrometi: “Aprendi que vampiro sem sangue sobrevive vampirizando sangue, especialmente sangue fresco.”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Pascácia: “Esses buscam, sobretudo, sangue de criança!”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Eu de novo: “Mas, descobriu-se que há vampiros que têm sangue próprio, mas eles não sabem! Um que se psicanalisou com um psicanalista amigo meu – era branco feito fantasma! – acabou enrubescendo.”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;E também lhes informei sobre duas estratégias míticas com rituais próprios para enfrentar um vampiro. Uma que agradou à Pascácia é a de carregar uma cruz com a gente e na hora em que aparecer o vampiro, – sempre de noite -, levantar a cruz bem ao alto e dizer as palavras mágicas, mesmo em voz baixa: “Vá de retro, Satanás!” &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Estafermo: “E a outra?”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Eu continuo: “Os vampiros, como se sabe, não aguentam a luz do dia. Quando aparecem, de noite...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Pascácia: “... pega-se a cruz!”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Eu de novo: “Não, Pascácia. A gente fica ouvindo o vampiro que, sempre solitário, rechaçado e abandonado, não vai parar de falar, depois que disse a primeira palavra. Quando ele menos espera, ele se vê em plena luz do dia. E a luz, como se sabe, pulveriza a brancura e anemia dos vampiros. Como no mito do Pinóquio que, de boneco se tronou um menino de carne e osso, também do fantasma do vampiro, sem sangue, branco e anêmico, surge um ser de carne e osso como a gente.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Pascácia: “Não me conta que psicanalista pastoreia vampiros!” &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Estafermo: “O católico apenas o afugenta, Pascácia. E o vampiro sempre volta! Mas entendi que se pode derreter esse vampirismo dele.”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Pascácia: “Ora, então ao invés de usar cruz somente, vamos, de agora em diante usar vela, uma vela bem grande, cristã, bem acesa, como essa que se usava na noite de Sábado Santo para Domingo de Páscoa.”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Estafermo: “Mas, eu aprendi com Freud que aprendeu com um poeta que, quando falamos submersos na escuridão, tudo se ilumina. A noite fica dia. As palavras iluminam no escuro. As imagens nada podem!” &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-5438043815093379110?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/5438043815093379110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/memento-homo-quia-pulvis-es-et-in.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/5438043815093379110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/5438043815093379110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/memento-homo-quia-pulvis-es-et-in.html' title=''/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jyAekX-YQos/Tyvqvm5EWJI/AAAAAAAAALk/XqoI7g3Dl-c/s72-c/Blessing+of+throats.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-6600418694489312547</id><published>2012-02-01T05:25:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T05:25:08.704-08:00</updated><title type='text'>Em que moral e política que tratam das relações humanas diferem do que é ética em pesquisa psicanalítica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Análise de “ceder de seu desejo” em pesquisa psicanalítca&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;Por jlcaon@terra.com.br &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Primeira observação: O que chama a atenção na formulação de Lacan, pode ser o emprego do verbo “céder”, usado com a preposição “de”, “céder de”. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segunda observação: Nem o Petit Robert nme o Domingos de Azevedo trazem essa contrução em seus respectivos verbetes.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Terceira observação: A terminologia jurídica, constantemente em prega “ce¬dente” e “cessionário”. Cedente é o que faz a cessão, o que cede um direito; o cessionário é o que recebe a cessão.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quarta observação: Na atualidade, o emprego “céder de” é comum e, a meu ver, esse “de” deve ser analisado gramatilcamente como partitivo. Carole Martinez a réussi à être populaire sans jamais rien céder de son exigence littéraire. Pierre Assouline - La république des livres (blog du Monde).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quinta observação : O Babylon traz a seguinte tradução para « to relinquish his right » &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;céder son droit (Il a décidé de céder de son plein gré). Então “He relinquished his right” é traduzido por “ele abriu mão de seus direitos (decidiu ceder aos seus direitos). “Ceder seu desejo”, “ceder de seu desejo”, é abrir mão de seu desejo; abdicar de seu desejo; abandonar seu desejo. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sexta observação: O “Michaelis Moderno Dicionário Inglês-Português (English-Portuguese) diz que “relinquish” se traduz por: VT. 1. Abandonar, desistir de. 2) ceder. 3) renunciar a. 4 capitular; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sétima observação: O “Grande dicionário Fancês/Protuguês” de Domingos de Azevedo informa no verbeter “cede”:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;v. t. Ceder, abandonar, deixar, desistir, renunciar. Comécio e juro - Ceder, transferir para outra pessoa a propriedade de uma coisa: Ceder os seus direitos. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;v. i. Ceder, curvar-se sob o peso, sob a pressão, dar de si, mover-se. Ceder, diminuir de intensidade, en¬fraquecer: a febre aca¬bou por ceder. Consentir, condescender, aquiescer. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fig. Ceder, deixar de resistir, não se opor, fraquejar, submeter-se, sucumbir. recuar diante do inimigo; e (fig.) deixar progredir alguém em detrimento próprio.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Céder le pas, ceder o passo, deixar passar adiante alguma pessoa por civilidade; e (fig.) reconhecer-lhe superioridade, deixar que ela exerça supremacia. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Le céder, reconhecer-se vencido,• ceder a vitória; ser inferior a alguém ou a alguma coisa. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Céder à, ceder, submeter¬-se, curvar-se a; reconhecer a superioridade de. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se céder, v. pr. Ser cedido, abandonado, con¬cedido. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ceder, abandonar ou conceder mutua¬mente. [Sin.] Céder, acquiescer, se rendre. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Oitava observvação : O « Petit Robert, Dicitonnaire de la Lqangue Française » registra o seguinte :&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.01. v. Tr.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.1º Abandonner, laisser à qqn. V. Concéder, donner, livrer, passer, transmettre; refiler [reppassar](pop.). Céder sa place, son tour à qqn. Céder un objet auquel on tient. Céder du terrain : reculer, battre en retraite; fig. Faire des concesssions, un compromis.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.2° Droit. Transporter la propriété d'une chose à une autre personne. V. Concéder, dessaisir (se), livrer, rétrocéder, transférer, vendre. Céder un magasin, un fonds, un bail, une créance (V. Cession). Un bien qu'on ne peut céder (incessible. Celui qui cède (cédant), à qui on cede (cessionnaire) qqch.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.3° Fig. Vieilli. Le céder à qqn : être inférieur à lui, se reconnaitre au-dessous de lui. Moderne : Il ne lui cede en rien : il est son égal. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.02. V. tr. indir. (XVIe).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.01. CÉDER À : ne plus résister, se conformer à la volonté de (qqn). V. Acquiescer, consentir, déférer, obéir, résigner (se), soumettre (se). Céder à qqn, à ses prières, à ses menaces. - Se laisser aller. V. Écouter, succomber. « Il cédait plus volontiers aux impulsions du coeur qu'aux remontrances de la raison )) (DUHAM.)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.02° Absolt. V. Capituler, faiblir, flécbir, lâcher (lâcher pied), mollir, plier, reculer, rendre (se), renoncer. Céder par faiblesse, par lassitude. « Je refuse tout nouveau combat. Je cède, vous comprenez, je renonce. Je fais la paix ) (DUHAM.). - Céder devant les menaces, l'insistance. ,&amp;lt;&amp;gt; Spécialt. (En parlant d'une femme) S'abandonner à un homme .03. (1798). Choses. Ne plus résister à la pression, à la force. V. Abaisser (s'), affaisser (s'), courber (se), écrouler (5'). enfoncer (s'). fléchir, plier, ployer, rompre. Une branche qui cède sous le poids des fruits .&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.04° (Abstrait). Disparaitre, cesser. « Cette irritation céda bientôt pour faire place à un frémissement mystérieux )) (BARREs). V. Tomber. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&amp;lt;&amp;gt; ANT. Conserver. garder. Résister. Entêter (s’). obstiner (s'), opposer (s'), repousser, révoter (se), tenir (bon). &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nona observação : Dizer « ceder de » em brasileiro tranpondo o “cécer de” pode ser considerderado um francismo segundo os puristas. Todavia, o partitivo é também corrente no português brasileiro. “Você quer pão?” – “Sim, quer um pedaço (de pão).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando Lacan emprega o partitivo como se vê no exemplo da Obsrvação Quatro, percebe-se que a exigência da ética psicanalítica não se refere à renuncia ao desejo como um todo (isso é impossível!), mas, a seu exercício, digamos, a porções dele. Então, a oferta da chamada consagração a Nossa Senhora proposta pela catequese católica é uma blefe, pois que não se pode ofertar o inofertável, ceder o incedível. Dessa forma, deve-se entender aquilo que Jung dizia, ao ser perguntado sobre como se entender a consagração de si mesmo à divindade: “Cada qual entrega aquilo que menos valoriza!” Na verdade, não entrega, pois é inentregável. Mas, pode hipotecar.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Décima e última observação: Há um provérbio que se ouve no falar popular: “O que é do homem, o diabo não come!” Isto é, se é irroubável é também incedível, inofertável. Trair o próprio desejo não é entregar o inentregável, é não fazer uso dele, ou fazer uso dele segundo o desejo do outro. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Então é perfeitamente conseqüente a outra proposição de Lacan: “O herói pode ser impunemente traído”. Herói é aquele que não cede do (exercício) do desejo próprio. Então, Judas foi traidor, mas por que foi traidor, se Jesus, enquanto herói que não abriu mão do próprio desejo, não poderia ser traído? Ora, sabe-se que Judas era sujeito do próprio desejo e que não era o desejo de Jesus. Judas foi traidor do desejo próprio – libertar o povo do jugo romano – quando, pelo suicídio, abandonou a própria causa. Não se suicidou porque foi traidor, é traidor porque se suicidou. Judas traiu o próprio desejo. Jesus era sujeito de outro desejo, assim também Sócrates, Buda, o personagem de Sófocles, Antígona. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOVAMENTE UM QUARTO DE MIL:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ética da psicanálise por Lacan&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;jlcaon@terra.com.br 120119030507&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;S07-24 de 06jul1960: Resumo das quatro proposições de Lacan: “Não poderás não desejar o objeto a pequeno e não tomarás em vão esse objeto a pequeno”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"A única coisa da qual se pode ser culpado é de ter cedido de seu desejo."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Em segundo lugar, a definição do herói – é aquele que pode impunemente ser traído."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Em terceiro lugar, isto não está absolutamente ao alcance de todo o mundo, e é a diferença entre o homem comum e o herói, mais misteriosa portanto do que se acredita. Para o homem comum a traição, que se produz quase sempre, tem como efeito o de repeli-lo de maneira decisiva para o serviço dos bens, mas com a condição de que ele não reencontrara jamais o que o orienta verdadeiramente nesse serviço." &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;''Enfim, o campo dos bens, naturalmente que existe, não se trata de negá-los, mas, revirando a perspectiva que aqui lhes proponho, quarta proposição – Não há outro bem senão o que pode servir para pagar o preço ao acesso ao desejo -, na medida em que esse desejo, nós o definimos alhures como a metonímia de nosso ser. O arroio onde se situa o desejo não é apenas a modulação da cadeia significante, mas o que corre por baixo, que é, propriamente falando, o que somos, e também o que não somos, nosso ser e nosso não-ser – o que no ato é significado, passa de um significante ao outro da cadeia, sob todas as significações." &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-6600418694489312547?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/6600418694489312547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/em-que-moral-e-politica-que-tratam-das.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/6600418694489312547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/6600418694489312547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/02/em-que-moral-e-politica-que-tratam-das.html' title='Em que moral e política que tratam das relações humanas diferem do que é ética em pesquisa psicanalítica'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-3420558044868616441</id><published>2012-01-29T20:53:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T20:53:35.926-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;E é do pesadelo da noite nasce a madrugada&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120129050121&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que por mucho madrugar no amanece más temprano. Do Oceano do Nada, primeiro como Ceifadeira com gadanha; depois como Procusto, salteador e seqüestrador; agora como pescador de vara e anzol. Esse fisga inperceptivelmente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estafermo não adormecia. Desfilavam-lhe pela mente, nuvens vagarosas e disformes. Ele, seqüestrado e refém, sem saber de quem e a sua insaputa, prestava atenção aos ruídos estranhos, aos movimentos diferentes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Equipe dos Carrascos fechara-o num cubículo. Na madrugada, anestesiaram-no, amarraram-no. Cortá-lo-iam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensara num Comando de Elite capaz de dominar a Equipe dos Carrascos e, enfim, ficar livre deles. No lugar do Comando de Elite uma Equipe de Carrascos! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entregou-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não deu outra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anestesiaram-no. Amarraram-no. Cortaram-no. Destruíram-no para destruir os inimigos que de dentro o destruíam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ele, lutando contra a Equipe dos Carrascos, achando que estava lutando contra os seqüestradores que o fizeram refém!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há momentos de bobeira na vida. Uma das mais tolas é a de cair, à son insu, refém de um ou mais dos emissários do Oceano do Nada e ainda achar que o Comando de Elite Redentora é Equipe de Carrascos desses emissários. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando não se pode mais lutar contra esses emissários do Oceano do Nada, há que deixar que, pela gente, alguém lute contra eles. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Achar-se refém do Comando da Elite Redentora sendo refém dos mensageiros do Oceano do Nada, “che tchavada, tafermo”! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Man is not made for defeat. A man can be destroyed, but not defeated. (Ernest Hemingway).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-3420558044868616441?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/3420558044868616441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/e-e-do-pesadelo-da-noite-nasce.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/3420558044868616441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/3420558044868616441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/e-e-do-pesadelo-da-noite-nasce.html' title=''/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-8596563626358164764</id><published>2012-01-29T20:50:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T20:50:36.639-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;E do pesadelo e da noite nasce a madrugada&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120129050121&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Que por mucho madrugar no amanece más temprano. Do Oceano do Nada, primeiro como Ceifadeira com gadanha; depois como Procusto, salteador e seqüestrador; agora como pescador de vara e anzol. Esse fisga inperceptivelmente. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Estafermo não adormecia. Desfilavam-lhe pela mente, nuvens vagarosas e disformes. Ele, seqüestrado e refém, sem saber de quem e a sua insaputa, prestava atenção aos ruídos estranhos, aos movimentos diferentes. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A Equipe dos Carrascos fechara-o num cubículo. Na madrugada, anestesiaram-no, amarraram-no. Cortá-lo-iam. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Pensara num Comando de Elite capaz de dominar a Equipe dos Carrascos e, enfim, ficar livre deles. No lugar do Comando de Elite uma Equipe de Carrascos! &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Entregou-se.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Não deu outra.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Anestesiaram-no. Amarraram-no. Cortaram-no. Destruíram-no para destruir os inimigos que de dentro o destruíam. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;E ele, lutando contra a Equipe dos Carrascos, achando que estava lutando contra os seqüestradores que o fizeram refém!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Há momentos de bobeira na vida. Uma das mais tolas é a de cair, à son insu, refém de um ou mais dos emissários do Oceano do Nada e ainda achar que o Comando de Elite Redentora é Equipe de Carrascos desses emissários. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Quando não se pode mais lutar contra esses emissários do Oceano do Nada, há que deixar que, pela gente, alguém lute contra eles. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Achar-se refém do Comando da Elite Redentora sendo refém dos mensageiros do Oceano do Nada, “che tchavada, tafermo”! &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Man is not made for defeat. A man can be destroyed, but not defeated. (Ernest Hemingway).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-8596563626358164764?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/8596563626358164764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/e-do-pesadelo-e-da-noite-nasce.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8596563626358164764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8596563626358164764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/e-do-pesadelo-e-da-noite-nasce.html' title=''/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-7347209630081144723</id><published>2012-01-29T11:58:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T11:58:26.710-08:00</updated><title type='text'>Segunto texto sobre a teoria ingênua dos conjuntos para os não incautos que errram</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Lógica do pertencimento e da inclusão em teoria dos conjuntos (02)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terrra.com.br 120129050112&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A propriedade chamada igualdade aplica-se diferentemente em relação a PERTENCIMENTO ou em relação a INCLUSÃO. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Dois irmãos, filhos de mesmo pai, têm mesmo avô paterno. Dois primos, filhos de dois irmãos (esses sendo filhos de mesmo pai) têm mesmo avô paterno. Essa dupla de irmãos e essa dupla de primos podem têm mesmo avô paterno, mas não pela mesma razão. Como explicar isso? Pela noção de pertencimento ou pela noção de inclusão?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Pertencer a um clã é diferente de pertencer a uma família que faz parte do clã. Com a teoria dos conjuntos, ficam denunciados os incestos inocente e sorrateiramente mantidos e sobrevivendo nas relações familiares, como se vê nos amalgamamentos natalinos com ou sem explosões.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A é um conjunto, x é elemento do conjunto A. Então, x pertence a A, mas A não pertence a&amp;nbsp;x. O PERTENCIMENTO não goza da propriedade da REFLEXIVIDADE nem da TRANSITIVIDADE nem da SIMETRIA. (É irreflexivo, antissimétrico e intransitivo). &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A= A: a INCLUSÃO é REFLEXIVA.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A e B são conjuntos, sendo que A = B. Se A está contido em&amp;nbsp;B e B está contido em&amp;nbsp;A, então, A = B. A INCLUSÃO é SIMÉTRICA. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A e B são conjuntos, sendo que A ≠ B. A está contido em B e B contém A, então, a inclusão é PRÓPRIA e ANTI-SIMÉTRICA. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A, B e C são conjuntos. Se A&amp;nbsp;está contido em &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;B, B está contido em&amp;nbsp;C, então A está contido em C. A INCLUSÃO é TRANSITIVA. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Dois conjuntos são iguais se e somente se têm os mesmos elementos, a mesma extensão. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-7347209630081144723?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/7347209630081144723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/segunto-texto-sobre-teoria-ingenua-dos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/7347209630081144723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/7347209630081144723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/segunto-texto-sobre-teoria-ingenua-dos.html' title='Segunto texto sobre a teoria ingênua dos conjuntos para os não incautos que errram'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-1616667692966404955</id><published>2012-01-29T11:36:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T11:36:43.281-08:00</updated><title type='text'>Partindo da teoria ingênua dos conjuntos, segundo Halmos...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 20pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: yes;"&gt;&lt;shapetype coordsize="21600,21600" filled="f" id="_x0000_t75" o:preferrelative="t" o:spt="75" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" stroked="f"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;lt;摼ů&amp;gt;&lt;f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @0 1 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum 0 0 @1"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @2 1 2"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @0 0 1"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @6 1 2"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @8 21600 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @10 21600 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;/摼ů&gt;&lt;/strong&gt;&lt;path gradientshapeok="t" o:connecttype="rect" o:extrusionok="f"&gt;&lt;/path&gt;&lt;lock aspectratio="t" v:ext="edit"&gt;&lt;/lock&gt;&lt;/shapetype&gt;&lt;shape alt="http://www.somatematica.com.br/figuras/simbolos/naopert.gif" id="Imagem_x0020_56" o:spid="_x0000_i1025" style="height: 14.25pt; mso-wrap-style: square; visibility: visible; width: 11.25pt;" type="#_x0000_t75"&gt;&lt;imagedata o:title="naopert" src="file:///C:\DOCUME~1\ADMINI~1\CONFIG~1\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image001.gif"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/imagedata&gt;&lt;/shape&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Lógica do pertencimento e da inclusão em teoria dos conjuntos (01)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terrra.com.br 120129050112&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Posição 01: A definição enquanto narração descritiva da prática imediata em que estamos envolvidos é enjambração e bricolagem. Enquanto tal é contribuição original e singular. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Posição 02: O ponto, em geometria, e o conjunto, em matemática, são noções intuitivas. Então, ao invés de repetir definições, descrevemos as ações que estamos a fazer ou que podemos fazer com nossas intuições. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O conjunto nos faz pensar em pertencimento e em inclusão,mas são noções bem diferentes. O conjunto tem elementos discretos, pontos, que lhe pertencem. Quando um conjunto, por sua vez, é conjunto de outro conjunto, então, ele não PERTENCE, mas, ESTÁ INCLUÍDO no outro conjunto. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;PERTENCIMENTO é coisa de elementos em relação a conjunto. INCLUSÃO é coisa de conjunto em relação a outro conjunto. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;IGUALDADE é o símbolo “=”. Para Robert Record (1557) não pode haver duais coisas mais iguais que um segmento de linha sobre outro. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Dois conjuntos são iguais se e somente se eles têm o/s mesmo/s elemento/s. Já que o conjunto vazio não tem elemento, então, não podem existir dois conjuntos vazios. Mas, podem existir dois e infinitos conjuntos unitários. , Dois conjuntos são iguais se determinados por igual extensão, ora, conjunto vazio não tem extensão, logo, não podem existir dois conjuntos vazios. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;PROBLEMATIZAÇÃO: Duas hortas, uma de 12 canteiros com 6 hortaliças em cada canteiro. Outra de 8 canteiros com 9 hortaliças em cada canteiro. Matematicamente são duas hortas iguais. Mas, economicamente são iguais? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-1616667692966404955?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/1616667692966404955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/partindo-da-teoria-ingenua-dos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/1616667692966404955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/1616667692966404955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/partindo-da-teoria-ingenua-dos.html' title='Partindo da teoria ingênua dos conjuntos, segundo Halmos...'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-2707013274691038210</id><published>2012-01-28T15:49:00.000-08:00</published><updated>2012-01-28T15:49:29.346-08:00</updated><title type='text'>Psicanálise e fotografia???</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos tempos em que eu trabalhava com os pobres, em clínica publica, criei uma técnica usando as fotografias. Pensei que, quando um parente que se conhece só por ouvir falar, acaba vindo vivo e a cores à nossa presença, num dado momento lhe mostramos as fotos de nossa família bem como olhamos as fotos da família dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia, é aquilo que as pessoas dizem com as fotos na mão que conta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No povão, quando alguém dá, de presente, a outro uma foto, costuma escrever: "Aceita uma LEMBRANÇA do/a teu/a..." Ora, falar de fotos reveladas e manipuladas (lembranças) faz que tragamos, por meio de palavras, outras fotos agora reveladas e manipuladas por meio de palavras. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, isso é pôr o "paciente" em tratamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, ele vai falar das lembranças (revelar por meio de palavras) que lhe vêm. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ensinei essa técnica a muitos supervisionandos. Nesse espírito pode-se ler o texto do El País, abaixo e também deverá servir a CarlosFK e à Maria Lúcia que constroem personagens em seus romances a partir das lembranças com as quais revelam para si e para os leitores, por meio de palavras, as fotos que de outra forma não seriam passadas de uma mente para outra. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Relembro então o que lhes passei ainda nessa semana:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;UM: Ídolos de barro, de bronze, de prata, de ouro, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ídolos virtuais ou simulados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ídolos dissimulamente simulados, veiculados pela linguagem humana,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;produzidos e captados pela mente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120127040615&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Virtus é latim, significa força. Na epistemologia filosófica, virtual tem noção de potencial oposto a atual ou efetivo. Exemplos: 1) O bloco de mármore é virtualmente estátua. 2) A semente é virtualmente planta. 1) tem sentido fraco; 2) tem um sentido forte. O movimento do bloco de mármore para a estátua vem de fora do bloco; o da semente para a planta vem de entro dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por virtualidade entendiam aquilo que existe somente em estado virtual, em sentido fraco ou forte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os escolásticos opunham virtualiter (virtualmente, in potentia) a formaliter (atualmente, in actu). Com essa distinção, certos teólogos dizem que Jesus não está virtualmente presente, mas atualmente presente na hóstia consagrada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No campo da óptica, virtual, da expressão, “imagem virtual”, serve para opor virtual a real, da expressão, “imagem real”. A imagem virtual é imagem produzida pelo espelho, não está no campo dimensional onde o observador se encontra. A imagem que aparece no campo dimensional onde o observador se encontra chama-se imagem real. Podemos falar em imagem real natural e imagem real artificial, se produzidas pela natureza ou pelo homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O termo virtual, na Informática, significa primeiramente simulação. As imagens virtuais ou reais da óptica tornam-se informaticamente virtuais ou imagens simuladas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A linguagem humana veicula imagens dissimuladamente simuladas que só a mente humana é capaz de produzir e de captar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;EL PAÍS - REPORTAJE: ARTE - FOTOGRAFÍA &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Psicoanálisis de la fotografía&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ALBERTO MARTÍN 28/01/2012 &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;La mítica serie Contactos, impulsada durante años por el Centro Nacional de la Fotografía de Francia y la cadena televisiva Arte, aparece ahora en el mercado español en una excelente edición íntegra de tres DVD. Entre 1989 y 2004 se realizaron los 33 episodios que componen la serie completa, cada uno de ellos de 13 minutos de duración y dedicado a un fotógrafo. La idea original partió de William Klein: cada fotógrafo elegido presentaría y comentaría personalmente sus hojas de contactos. Se trataba inicialmente de mostrar un material de uso interno desconocido para el público: las impresiones en papel de un rollo o de una secuencia de negativos que sirven al fotógrafo para revisar su trabajo y seleccionar las imágenes. El atractivo de la propuesta consistía en que estas hojas de contactos mostrarían tanto los aciertos como los errores, tanto las fotografías seleccionadas para ser mostradas como las desechadas, permitiendo a través de los comentarios del fotógrafo vislumbrar su método de trabajo y sobre todo el proceso de selección definitiva de las imágenes. Aunque algunos de los episodios siguen fielmente esta idea de partida, muy pronto el marco de análisis, o quizás sería más adecuado denominarlo autoanálisis, desbordó la idea original para convertirse en un exacto autorretrato, a través de su obra, de cada uno de los artistas seleccionados. La fórmula se mantiene inalterable a lo largo de los 33 episodios: el único motor de la narración es la voz en off del fotógrafo mientras vemos en pantalla sus obras, construyéndose un íntimo y fluido diálogo entre lo que vemos y lo que oímos. La efectividad y versatilidad de tan sencillo método se revela extraordinario teniendo en cuenta la extrema variedad de autores y estilos incluidos en la serie. De hecho el conjunto de los 33 autores prácticamente recorre el conjunto de concepciones, prácticas y sensibilidades que encontramos en el medio fotográfico durante las últimas décadas. La simple relación de fotógrafos ya lo pone de manifiesto: desde Cartier-Bresson a Jeff Wall, pasando por Nan Goldin, Araki, William Klein, Raymond Depardon, Doisneau, Elliot Erwitt, Giacomelli, Helmut Newton, Don McCullin, Sophie Calle, Andreas Gursky, Sugimoto, Lewis Baltz, Thomas Ruff, John Baldessari, Bernd y Hilla Becher, Boltanski, Roni Horn, Thomas Struth o Wolfgang Tillmans.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seguro que se puede echar de menos algún nombre, pero lo que es incuestionable es que la nómina de fotógrafos es indiscutible en calidad y representatividad. En un intento por definir, agrupar y clasificar a los diversos autores, cada uno de los tres DVD que componen la serie tiene un título que correspondería a un momento u orientación del medio fotográfico: La gran tradición del foto-reportaje, La renovación de la fotografía contemporánea y La fotografía conceptual. Es aquí donde aparece el único defecto que podría objetarse a un magnífico proyecto, la adscripción errónea o un tanto arbitraria de algunos nombres a una u otra categoría: por ejemplo, la adscripción de Helmut Newton al reportaje, o la de Martin Parr a la fotografía conceptual. Una cuestión menor que no enturbia en absoluto la densa perspectiva que ofrece el visionado de los 33 episodios no sólo sobre el trabajo de cada uno de los fotógrafos sino también acerca de los enormes cambios y transformaciones ocurridos en el campo fotográfico durante las últimas décadas: la incorporación de la fotografía al ámbito de las artes plásticas, el abandono de la hoja de contactos que simboliza con claridad un cambio de método y concepción, la preocupación por el formato de las imágenes, la aparición de las herramientas digitales, el cuestionamiento y problematización de la objetividad, la hibridación del medio con otros soportes, etcétera.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Los diferentes episodios de la serie van dejando clara constancia de estos cambios: las imágenes de las hojas de contactos que protagonizan los primeros capítulos van dando paso a la visión de las obras en el espacio expositivo o a la presentación de borradores, preparativos o esquemas de trabajo previos a la toma. El azar, como elemento fundamental en la construcción de la imagen al que aluden muchos de los fotógrafos del primer DVD dedicado al foto-reportaje, es sustituido por la relación o la vinculación entre concepto y visión o idea e imagen.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;El trabajo de edición de los diferentes registros que se desarrolla a partir de las hojas de contacto se contrapone claramente a la previsualización de la imagen en otros autores. El término artesano que reclaman para definirse a sí mismos algunos fotógrafos, como por ejemplo Cartier-Bresson, deja paso al estatuto de artista. El fotógrafo William Klein compara la hoja de contactos con el diván del psicoanalista, y realmente podría decirse que la serie viene a ser efectivamente como sentar al fotógrafo en el diván. Las reflexiones de unos y otros son lógicamente muy diferentes, y en cierto modo revelan algo de la personalidad de cada uno. Algunos son emotivos, casi confesionales, otros se sitúan muy adecuadamente en una posición de distanciamiento crítico con la propia obra, y otros se acercan también con coherencia al magisterio y cierto didactismo. Es destacable, por ejemplo, el ejercicio testimonial que llevan a cabo Raymond Depardon y Mario Giacomelli, en dos de los episodios más interesantes de esta serie. El primero, centrándose en sus conocidas imágenes del asilo de San Clemente en Venecia, realiza un sólido ejercicio de desmitificación y un autorretrato sobre el dolor a partir de la angustia y el desconcierto del fotógrafo ante lo que ve. Giacomelli, con una alta dosis de espontaneidad, expone sugerentes ideas sobre el uso de la luz, con sus característicos blancos quemados y sus siluetas negras, y sobre el tránsito en sus imágenes desde la realidad hacia el ensueño. William Klein convierte la lectura y explicación de sus hojas de contacto en una especie de diario. Cartier-Bresson, por su parte, condensa en unos minutos su conocido pensamiento sobre la fotografía y revisa especialmente su práctica del retrato. Doisneau, que se define no como "cazador" sino como "pescador" de imágenes, expone la vertiente más irónica y maliciosa de su trabajo, y explica bien el tránsito en su trayectoria desde una cierta mordacidad en sus inicios hacia un lado más tierno y emotivo, algo que resume en buena medida la deriva en general de la fotografía humanista que él mismo representa. Es interesante también la autocrítica que explicita el reportero de guerra Don McCullin al poner de manifiesto las contradicciones que le asaltan en el desarrollo de su oficio y el riesgo de hipocresía ante el teatro del dolor. En el episodio de Nan Goldin, que equivale a revisar con ella su álbum de familia ("utilizaba la cámara como si fuera mi memoria"), la fotógrafa aprovecha para rechazar las convencionales interpretaciones de su trabajo y reivindicar su obra como una mirada hacia la condición humana, el dolor y la dificultad de sobrevivir. Sophie Calle, por su parte, dota a su relato de la misma condición, simultáneamente ficticia y autobiográfica, que desprenden sus proyectos. Araki, para quien sus fotos son su diario y la cámara su memoria, se muestra tan sentimental como tormentoso en su suntuoso acercamiento al sexo y la muerte. Hiroshi Sugimoto, para quien la "visión interior" es lo primero que se impone en su trabajo fotográfico, revisa y sintetiza su obra como una reflexión sobre el tiempo que le permite sondear la historia de la conciencia humana. Martin Parr, divertido y mordaz, aplica toda su ironía para explicar su acercamiento a la vertiente más desgarradora, disfuncional y desordenada de nuestra sociedad. Mientras Andreas Gursky dice sentirse como un aparato que deja constancia y expresa el espíritu del tiempo con imágenes universalmente válidas, Thomas Ruff y Lewis Baltz se muestran, por el contrario, sorprendentemente cercanos en su escepticismo sobre la accesibilidad de la verdad y el papel que en ello puede jugar la fotografía. Jeff Wall explica pormenorizadamente su relación con la pintura y el fotomontaje, la relación que hay en sus imágenes entre fragmento y microcosmos, la verdad de lo real como idea de referencia de todo su trabajo y la importancia de la fealdad y lo grotesco. Boltanski habla del álbum familiar y de "la pequeña memoria" y Roni Horn reflexiona sobre su interés por recolectar acontecimientos circulares y cíclicos. Bernd y Hilla Becher explican con tanta exactitud como didactismo su influyente obra y la metodología de su trabajo. Y Thomas Struth cierra abruptamente su relato con una rotunda y provocadora afirmación: "Tengo la impresión de que la facultad para leer fotografías no está muy desarrollada actualmente, por ello es importante hablar un lenguaje preciso en las imágenes para evitar malentendidos". Quizás una de las mayores virtudes de la serie Contactos sea, finalmente, contribuir a mejorar nuestra capacidad para leer fotografías y comprender el medio fotográfico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;© EDICIONES EL PAÍS S.L. - Miguel Yuste 40 - 28037 Madrid [España] - Tel. 91 337 8200&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-2707013274691038210?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/2707013274691038210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/psicanalise-e-fotografia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/2707013274691038210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/2707013274691038210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/psicanalise-e-fotografia.html' title='Psicanálise e fotografia???'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-8563226096663591288</id><published>2012-01-28T08:40:00.000-08:00</published><updated>2012-01-28T08:40:28.732-08:00</updated><title type='text'>A literatura epipistolar, por carta ou e-mail, é prática de solidariedade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Gostar de escrever para leitor que (te) escreve (01).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@caon@terra.com.br 120128040715&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe-se que diferencio escritor de escrevedor, levando em consideração o leitor. O primeiro escreve para leitor que não (lhe) escreve; o segundo, para leitor que (lhe) escreve. Meu assunto é o escrevedor, analfabetos (Carlos Magno) ou analfabetos (Carlos Magno) ou especialmente a solidariedade que ele pratica e da qual ele depende. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A literatura epistolar, por cartas e pelo correio, é o avatar do escrevedor. Hoje, o surgimento do e-mail e do correio eletrônico possibilita uma perfectibilidade para a literatura epistolar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A literatura epistolar foi praticada por poucos. Escritores célebres, alfabetizados (Agostinho de Hipona), ou analfabetos (Carlos Magno) escreviam ditando a amanuense. Esse amanuense ressurge na modernidade. Sua exaltação aparece no filme “Central do Brasil”, onde a protagonista, ex-professora, torna-se amanuense de escritores analfabetos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Presentemente, o escritor e o escrevedor não se servem de amanuense. Eles são o amanuense de si próprios. A atividade de amanuense de si próprio é praticada comumente via escritura manuscrita. A escritura digital impõe-se cada vez mais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O escritor ou escrevedor, embora poucos, também se servem da estenografia ou taquigrafia, que lhes permite escrever mais depressa do que a escritura manuscrita ou digitalizada. Esse método é pouco prático, devido às dificuldades de transliteração da escrita estenografada ou taquigrafada que sempre oferece problemas. Um escritor ou escrevedor podem lançar mão da gravação sonora num gravador mesmo tempo em que praticam a estenografia ou a taquigrafia. Sempre poderão socorrer-se da gravação sonora quando a estenografia ou a taquigrafia se tornarem problema ou ficaram ilegíveis. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-8563226096663591288?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/8563226096663591288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/literatura-epipistolar-por-carta-ou-e.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8563226096663591288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8563226096663591288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/literatura-epipistolar-por-carta-ou-e.html' title='A literatura epipistolar, por carta ou e-mail, é prática de solidariedade'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-2737456270743601470</id><published>2012-01-27T09:23:00.000-08:00</published><updated>2012-01-27T09:23:02.040-08:00</updated><title type='text'>Uma minilição</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;UM: Ídolos de barro, de bronze, de prata, de ouro, etc.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Ídolos virtuais ou simulados.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Ídolos &lt;em&gt;&lt;u&gt;dissimulamente&lt;/u&gt;&lt;/em&gt; simulados, veiculados pela linguagem humana,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;produzidos e captados pela mente.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120127040615&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Virtus&lt;/em&gt; é latim, significa força. Na epistemologia filosófica, virtual&amp;nbsp;tem a noção de &lt;em&gt;potencial&lt;/em&gt; oposto a &lt;em&gt;atual&lt;/em&gt; ou efetivo. Exemplos: 1) O bloco de mármore é &lt;em&gt;virtualmente&lt;/em&gt; estátua. 2) A semente é &lt;em&gt;virtualmente&lt;/em&gt; planta. 1) tem sentido fraco; 2) tem&amp;nbsp;sentido forte. O movimento do bloco de mármore para a estátua vem de fora do bloco; o da semente para a planta vem de entro dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por virtualidade, &amp;nbsp;entende-se&amp;nbsp;epistemologicamente&amp;nbsp;o&amp;nbsp;existente só em estado virtual, em sentido fraco ou forte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os escolásticos opunham &lt;em&gt;virtualiter&lt;/em&gt; (virtualmente, &lt;em&gt;in potentia&lt;/em&gt;) a &lt;em&gt;formaliter&lt;/em&gt; (atualmente, &lt;em&gt;in actu&lt;/em&gt;). Com essa distinção, certos teólogos dizem que Jesus não está virtualmente presente, mas atualmente presente na hóstia consagrada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No campo da óptica, virtual, da expressão, “imagem virtual”, serve para opôr virtual a real, na expressão, “imagem real”. A imagem virtual é imagem produzida pelo espelho, não está no campo dimensional onde o observador se encontra. A imagem que aparece no campo dimensional onde o observador se encontra chama-se imagem real. Podemos falar em imagem real natural e imagem real artificial, se produzida pela natureza ou pela intervenção do homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O termo virtual, na Informática, significa primeiramente simulação. As imagens virtuais ou reais da óptica tornam-se informaticamente virtuais ou imagens simuladas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A linguagem humana&amp;nbsp;veicula imagens &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;dissimuladamente&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; simuladas que&amp;nbsp;a mente humana&amp;nbsp;é capaz de produzi e captar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-2737456270743601470?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/2737456270743601470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/uma-minilicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/2737456270743601470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/2737456270743601470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/uma-minilicao.html' title='Uma minilição'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-5833070685000510322</id><published>2012-01-27T00:57:00.000-08:00</published><updated>2012-01-27T00:57:41.038-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Solidariedade e banalização da solidariedade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br120127040607&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Solidariedade seria dar esmolas, abrir o bolso para livrar-se de pedintes chato na rua, anuir para subtrair-se dos assédios das campanhas beneficentes ao telefone? Não mais participo de campanhas beneficentes de Natal ou de campanhas beneficentes de Carnaval. Essa “solidariedade”, tipo natalino-carnavalesca ou carnavalesco-natalina, faz-se vez por outra. Natal e Carnaval, palavras que rimam uma com a outra e as duas rimam com "igual"...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Solidariedade seria escrever para leitor que escreve e, desta forma, relançar e redimensionar aquilo que se chamava e ainda se chama literatura epistolar. Hoje, a literatura epistolar por meio de cartas está sendo propulsionada a emeils, marcando a existência de leitor passivo em existência ativa, digital, de escritor que escreve para leitor que escreve. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Incluir os excluídos no bloco do Carnaval, nas ceias de Natal, incluir-se nos excluídos, por exemplo... nisso, a solidariedade se tornaria uma coisa, senão excêntrica, pelo menos um tanto curiosa e gostosa. Incluir e incluir-se na existência digital por meio de literatura epistolar movida a emeils, preferentemente em agremiações ou grupos tipo yahoo ou facebook, eis uma solidariedade.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Se solidariedade de Natal ou Carnaval fosse todos os dias, essa solidariedade natalesca ou carnavlina se aguentaria?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;“Que é isso - dizem Estafermo e Pascácia - de Natal carnavalesco a Carnaval natalino?” Eles adoram a canção de Luiz Carlos Paraná, Maria, Carnaval e Cinzas, cantada por Roberto Carlos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Solidariedade de Carnaval e de Natal ou coisa igual, tudo não passa de mesmo agito? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Vale comparar:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/luiz-carlos-parana/887621/"&gt;&lt;strong&gt;http://letras.terra.com.br/luiz-carlos-parana/887621/&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/roberto-carlos/383719/"&gt;&lt;strong&gt;http://letras.terra.com.br/roberto-carlos/383719/&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Agora, escrevo, além de um quarto de mil palavras e pergunto: A forma como se encontra a informação sobre “Maria, carnaval e Cinzas” deixa ou não Estafermo e Pascácia perplexos como me deixa a mim? De quem é a letra dessa canção? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Maria, Carnaval e Cinzas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Luiz Carlos Paraná&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Nasceu Maria, quando a folia, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Perdia a noite, ganhava o dia, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Foi fantasia seu enxoval, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Nasceu Maria, no carnaval, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;E não lhe chamaram, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Assim como tantas, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Marias de santas, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Marias de flor, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Seria Maria, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Maria somente, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Maria semente, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;De samba e de amor, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Não era noite e não era dia, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Só madrugada, só fantasia, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Só morro e samba, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Viva Maria, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Quem sabe a sorte lhe sorriria, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;E um dia viria, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;De Porta-Estandarte, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Sambando com arte, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Puxando cordões, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;E em plena folia, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;De certo estaria, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Nos olhos e sonhos, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;De mil foliões.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;Morreu Maria, quando a folia, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;Na Quarta-feira, também morria, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;E foi de cinzas, seu enxoval, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;Viveu apenas, um carnaval, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;Que fosse chamada, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;Então como tantas, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;Marias de santas, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;Marias de flor, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;Em vez de Maria, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;Maria somente, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;Maria semente, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;De samba e de dor, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;Não era noite e não era dia, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;Somente restos de fantasia, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;Somente cinzas, pobre Maria, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;Jamais a vida lhe sorriria, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;E nunca viria, de porta-estandarte, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;Sambando com arte, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;Puxando cordões, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;E não estaria, em plena folia, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;Nos olhos e sonhos de seus foliões !&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-5833070685000510322?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/5833070685000510322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/solidariedade-e-banalizacao-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/5833070685000510322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/5833070685000510322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/solidariedade-e-banalizacao-da.html' title=''/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-5840544216581683611</id><published>2012-01-26T15:47:00.000-08:00</published><updated>2012-01-26T15:47:05.620-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: large;"&gt;A Itália perdida e a Pasárgada dos sonhos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: large;"&gt;dos deportados que se creem imigrantes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;por jlcaon@terra.com.br 1201024040322&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vou mexer na cicatriz ainda não bem cicatrizada: a dos deportados que não deixaram de crer que são imigrantes e descendentes de imigrantes.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alla Merica noi siamo arrivati&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No abbiam' trovato nè pàglia nè fieno&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abbiam' dormito sul nudo terreno&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Come le bestie abbiamo riposa'&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;L’albero degli zoccoli&lt;/em&gt;, de Ermanno Olmi (1978) &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=sJnwRPPrW7E"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=sJnwRPPrW7E&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;é metáfora pungete do drama dos deportados.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Diferentemente dos atuais governos árabes que trucidam os governados, os governos italianos do segundo quartel do século retrasado deportavam para a América, os governados, especialmente pobres e miseráveis. O passaporte era gratuito, mas só de vinda. Era a moeda que o recém-finado apresenta a Caronte antes de subir na barca que o leva definitivamente para o outro lado do Aqueronte.&amp;nbsp;Ida sem volta.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Dei-me conta dessa maracutaia dos governos italianos da segunda metade dos oitocentos e acho engraçado o enlevo que os mais velhos mostram quando falam da Bella Itália que nunca tiveram.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Aprendi latim, um pouco de grego, bastante inglês e espanhol, muito francês, um pouco de alemão, não aprendi a falar italiano! Lamentável. Conheço as literaturas dessas línguas. Conheço bem menos a literatura italiana. Lamentável!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Mas, a palavra "&lt;em&gt;italianidade"&lt;/em&gt; (italianità) discretamente sempre me prende a Virgílio, Dante, Collodi, Calvino, Vátimo, Vivaldi, Verdi, Rossini, Fellini, Visconti, Pasolini, etc..&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A italianianidade é minha agulha de bússula indicando o Norte, embora nada a ver com as rotas dos “bruti, sporchi, cativi e adesso berlusconi”.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-5840544216581683611?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/5840544216581683611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/italia-perdida-e-pasargada-dos-sonhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/5840544216581683611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/5840544216581683611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/italia-perdida-e-pasargada-dos-sonhos.html' title=''/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-6497407977851209771</id><published>2012-01-26T04:16:00.000-08:00</published><updated>2012-01-26T04:16:31.527-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Falar por amor do falar e escrever por amor do escrever&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120126040510&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Praticamente, em situação psicanalítica de tratamento, o psicanalisante fala por amor do falar.&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Esse amor, vivenciado ilusoriamente como amor pelo psicanalista, suposto sabedor do que se passa na mente do psicanalisante, é reedição do amor pela fala na criancinha, vivenciando a ilusão de tatibitatear por amor aos pais supostos sabedores do que se passa na mente dela. &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Chamo ao amor primordial, primeiro e primitivo de “amor de cueiros”, depois chamado amor de transferência. &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Igualmente, em situação psicanalítica do escrever, o aprendente escreve por amor ao escrever. &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Esse amor vivenciado ilusoriamente como amor a um leitor privilegiado que não escreve, mais embaraça que movimenta o escrevedor. Quando se escreve, não para suposto sabedor, mas para familiar desconhecedor do que se passa na mente do escrevedor, o embaraçamento empaca o escrever. &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Haveria pelo menos dois encaminhamentos:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;.01. Quanto mais impessoal for o interlocutor do escrevedor, tanto mais a escritura será formação de linguagem e não recitação.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;.02. Quanto mais o leitor for escrevedor para leitor que lhe escreve, tanto mais a escritura será formação de linguagem. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A primeira situação exige muito recolhimento e solidão, exercício existencial para poucos mortais.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A segunda, mais acessível ao mortal comum, é a convivência epistolar por cartas ou por e-mails.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O amor pelo escrever do escrevedor dirigido ao amor pelo escrever do leitor-escrevedor, solidariza e solda uma prática de mortais em permanente transitoriedade: eles nunca serão imortais nem na ilusória imortalidade da ABL. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-6497407977851209771?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/6497407977851209771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/falar-por-amor-do-falar-e-escrever-por.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/6497407977851209771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/6497407977851209771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/falar-por-amor-do-falar-e-escrever-por.html' title=''/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-247968323197744403</id><published>2012-01-26T00:50:00.000-08:00</published><updated>2012-01-26T00:50:55.290-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;A visível invisibilidade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;jlcaon@terra.com.br 120126040507&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Uma forma de fazer-se presente, - estando ausente, por separação imposta pela vida ou morte, - é fazer-se presente empregando outras formas de estar ou existir. É o que chamo de “existência digital”, variante da existência virtual, embora o uso de imagens, fotografias, cópias textuais seja o que mais praticamos, como brasileiros analfabetos funcionais, também no FaceBook.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Compartilhar opinião quando se está presente ou semipresencial junto a outro ou a outros é virtude de fácil prática somente para poucos. E em cor partilhando a opinião, sabemos que não é tanto a nossa opinião que compartilhamos, mas nossa opinião travestida, feita pílula dourada e palatável. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Resultado: o que dizemos não serviria para expressar o que de fato pensamos, mas para embelezar ou ocultar o que de fato pensamos. Diplomaticamente podemos falar para dizer outra coisa diferente daquilo que realmente pensamos. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Diante desse mal-estar na comunicação humana, onde dizer a verdade é dizer mentindo e vice-versa, é condição constituinte, é nossa glória sermos capazes de pelo menos dizer a verdade (com mentira) e a mentira (com verdade). Crer que na prática podemos ser plena e exclusivamente verazes ou plena e exclusivamente mentirosos seria engano. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Como antoniopradensedosul, se dissesse “Todos os antoniopradensesdosul são mentirosos” eu estaria mentido. Por quê? Se todos os antoniopradensesdosul fossem mentirosos, eu, antoniopradensedosul, não seria, pois estaria dizendo a verdade. Se todos os antoniopradensesdosul fossem verazes, eu, sendo um deles, estaria agora mentindo. Mas, se todos já sabíamos que sabíamos disso desde prístinas eras...&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-247968323197744403?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/247968323197744403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/visivel-invisibilidade-jlcaonterra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/247968323197744403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/247968323197744403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/visivel-invisibilidade-jlcaonterra.html' title=''/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-5034717629827634645</id><published>2012-01-25T01:19:00.000-08:00</published><updated>2012-01-25T01:19:41.905-08:00</updated><title type='text'>Um experimento ou enjambração de fim de século e de vida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;LA BRINA&amp;nbsp; (1987-1997)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;por &lt;a href="mailto:jlcaon@terra.com.br"&gt;jlcaon@terra.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;La brina casca piangente,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;comme cáscano le ore, i giorni, i mesi, i anni...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mi, con la brina su la testa,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;vardo il fredo par la finesta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ma la piu freda e brava brina,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;non ze la brina de la matina;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;non ze la brina vista par la finesta;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ze la brina che casca nella mia testa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Casca, casca brina!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ze la tua festa!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E fá fredo grando par tutto:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;nel prado e par la finesta&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e nella mia testa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pero, nel mio cór non fá fredo,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;poi ché nel il dolore arde...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E dir chei altri pensan&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ch’il arde d'amore...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Casca brina!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Casca sulla mia testa!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fá la tua malabenedetta festa!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Domani fará caldo,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;nei giorni freddi de la vita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Soltanto, mi non saró piu cui!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;L'inverno&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=V1Ni7_J_psY&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=V1Ni7_J_psY&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;#&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aggiacciato tremar trà nevi algenti&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Al Severo Spirar d'orrido Vento,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Correr battendo i piedi ogni momento;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E pel Soverchio gel batter i denti;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passar al foco i di quieti e contenti&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mentre la pioggio fuor bagna ben cento;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caminar Sopra'l giaccio, e à passo lento&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Per timor di cader gersene intenti; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gir forte Sdruzziolar, cader à terra,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Di nuovo ir Sopra 'l giaccio e correr forte&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sin ch'il giaccio Si rompe, e Si disserra; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentir uscir dalle ferrate porte&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sirocco, Borea, e tutti i Venti in guerra&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quest'è 'l verno, mà tal, che gioja apporte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Winter&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.sonetos.com.br/vivaldi.php"&gt;http://www.sonetos.com.br/vivaldi.php&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Frozen and trembling among the chilly snow,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;exposed to horrid winds,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;our legs tremble with cold,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;our teeth chatter with the frightful cold. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;We move to the fire and contented peace,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;while the rain outside pours in sheets.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Now we walk on the ice, with slow steps,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;attentive how we walk, for fear of falling &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;If we move quickly, we slip and fall to earth,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;again walking heavily on the ice,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;until the ice breaks and dissolves. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;We hear through the closed doors&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sirocco, Boreas and all the rushing winds at war -&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;this winter, but such as brings joy.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;INVERNO: O primeiro movimento une-se à primeira estrofe. O segundo, de curta duração, prende-se apenas aos dois primeiros versos da segunda quadra. Os demais versos estão vinculados ao terceiro, desenvolvendo-se num crescendo cuja interpretação aceita algum optimismo. O Inverno, podemos sentir a imagem de alguém tremendo sem parar sobre a neve, castigado pelo severo soprar do vento cortante, a sensação de correr batendo os pés a todo o instante e o bater dos dentes em um frio intenso. Em seguida, o aconchego de ficar ao fogo, quieto e satisfeito, enquanto a chuva do lado de fora a tudo banha, pode ser perfeitamente sentido pelo doce e expressivo solo de violino do Segundo Movimento, e também pelo pizziccatto da orquestra imitando a chuva. O Terceiro sugere o caminhar sobre o gelo, a passos lentos, com medo de cair, o caminhar com mais decisão e cair sobre a terra, novamente, ir sobre o gelo e correr forte, sem que o gelo se rompa. Ao final podemos sentir, apesar do frio, dos ventos e da neve, uma alegria. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.portalitalia.com.br/artes/artes.asp?idforum=98&amp;amp;menu"&gt;http://www.portalitalia.com.br/artes/artes.asp?idforum=98&amp;amp;menu&lt;/a&gt;= &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que possamos apreciá-las.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-5034717629827634645?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/5034717629827634645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/um-experimento-ou-enjambracao-de-fim-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/5034717629827634645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/5034717629827634645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/um-experimento-ou-enjambracao-de-fim-de.html' title='Um experimento ou enjambração de fim de século e de vida'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-6230834159608790172</id><published>2012-01-25T01:06:00.000-08:00</published><updated>2012-01-25T01:06:07.632-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Terrorismo nas relações humanas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120135040407&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Um prático da psicanálise comenta que uma colega fora presa pelas forças do governo ditatorial sírio, ficou impossibilitada de entrar na França. Escandalizado, denuncia os lacanianos franceses que não teriam defendido a colega. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Sendo a psicanalista presa, Rafah Nached, então o entusiasmo do prático psicanalítico beiraria a fofoca, calúnia e terrorismo. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.lacanonline.com/index/?s=Rafah+Nached"&gt;&lt;strong&gt;http://www.lacanonline.com/index/?s=Rafah+Nached&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.lacanonline.com/index/2011/10/special-appeal-free-rafah-nached/"&gt;&lt;strong&gt;http://www.lacanonline.com/index/2011/10/special-appeal-free-rafah-nached/&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://cepp-teresina.blogspot.com/2011/09/comunicado-de-jacques-alain-miller-pela.html"&gt;&lt;strong&gt;http://cepp-teresina.blogspot.com/2011/09/comunicado-de-jacques-alain-miller-pela.html&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Teria acontecido a um psicanalista lacaniano palestino escutando o psicanalisante em situação psicanalítica de tratamento. Este, entre outras coisas, fala que vai festejar com os amigos. Recebera de presente duas garrafas de vinho Champagne de um grupo de simpatizantes do terrorismo. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O psicanalista estava informado sobre um movimento de simpatizantes se iniciando no terrorismo: presenteavam vinho francês envenenado. O psicanalisante dele seria uma das diversas vítimas que esse atentado iria perpetrar. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Lacaniano, mas apesar de lacaniano, o psicanalista contou ao psicanalisante sobre a nova estratégia do terrorismo. Mas, aflito com o procedimento inusitado, levou o assunto aos colegas de intercontrole. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Um prático da psicanálise veterano, um tanto sábio quanto a mariposa-mestra do conto de “As três mariposas e a chama da vela” (“A linguagem dos pássaros”, Farid udin Attar), diz: “Perder o psicanalisante ou mantê-lo psicanálise. Essa informação cuidou da psicanálise dele. O silêncio do psicanalista teria descuidado da psicanálise do psicanalisante. Ele não mais voltaria para a sessão psicanalítica.”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Felipe Néri (1515-1595) praticava uma sabedoria pedagógica e salomônica. É antológica a história de como fazia os humildes entenderem o que poderia produzir uma entusiasmada fofoca beirando a terrorismo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-6230834159608790172?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/6230834159608790172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/terrorismo-nas-relacoes-humanas-por.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/6230834159608790172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/6230834159608790172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/terrorismo-nas-relacoes-humanas-por.html' title=''/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-4227926540472501465</id><published>2012-01-24T12:07:00.000-08:00</published><updated>2012-01-24T12:07:53.151-08:00</updated><title type='text'>O que no primitivo ainda perdura no moderno?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;A alma da caverna, do templo e da gente.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120104240318 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabemos que o vão do cano da espingarda se chama “alma”. Também chamo de alma ao imenso no interior de uma caverna ou de uma templo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primitivo e o moderno procuram a seu modo a paz, o sossego, o silêncio no espaço imenso da caverna ou do templo. Prolongam a alma própria na alma da caverna ou do templo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Campbel, pesquisador de mitos e ritos confronta as paredes da caverna ancestral com as do templo católico. Aquelas exibes imagens de animais; essas exibem imagens humanas que, sendo de anjos ou divindade, também som formas humanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A alma da gente, caverna e templo, é povoada de imagens de animais - as crianças que o digam – e de seres hominizados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fotografaríamos as imagens que povoam a alma? Uma menina pede á mãe que lhe costurasse um bolso no pijama. Em sonho, ela encontrava brinquedos tão fascinantes e diferentes que botaria no bolso para encontrá-los ao acordar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um menino-cineasta adormece com a câmera ligada. Quer filmar as imagens dos sonhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contar os sonhos, sonhar em voz alta ou por escrito é exercício psicanalítico. Em fazendo assim, Freud mostra e demonstra como se pode praticar o método psicanalítico. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia, sonhar enquanto adormecido é diferente de, quando acordado, sonhar sobre o sonho. Mas, é exercício psicanalítico. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia, sonhar acordado em situação psicanalítica de tratamento é fazer realmente psicanálise. E isso não é confissão católica nem supervisão psicológica nem exame oral de português.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-4227926540472501465?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/4227926540472501465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/o-que-no-primitivo-ainda-perdura-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/4227926540472501465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/4227926540472501465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/o-que-no-primitivo-ainda-perdura-no.html' title='O que no primitivo ainda perdura no moderno?'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-5603811702858360306</id><published>2012-01-23T09:17:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T09:17:36.490-08:00</updated><title type='text'>Leituras e leituras cada uma com suas especificidades e dificuldades</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Leitura de escritura fonética, musical, alfanumérica&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120123040215&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;CONSULTA: &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Sirvo-me de três expressões: 1) leitura de escritura fonética (a que estás fazendo); 2) leitura de escritura alfanumérica (algébrica); 3) leitura de escritura musical. Há outro termo para "musical"?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O ritmo da leitura de escritura fonética é praticamente equânime; da leitura alfanumérica costuma ser mais lento e cheio de paradas; da leitura de escritura musical é doido. Fica impossível ler ocularmente o que está escrito. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;RESPOSTA: &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O termo seria "leitura de partitura". Há outras formas de se representar música em papel: cifra, tablatura... ou "leitura de cifra", “leitura de tablatura". A leitura de partitura é a mais complexa de todas, por ser multi-dimensional. Precisa-se ler ritmo, alturas, articulações, etc., e fazer sem erros é muito difícil, requer treinamento especializado. A professora Elda Pires é especialista nisso, entre outras coisas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhar na partitura a audição, "audição com partitura" difere da leitura de partitura com os olhos, feita pelo sujeito ao virar a página para o instrumentista. Tem que saber a hora certa de virar a página, sem tira o olho do papel. Se marcar o tempo corretamente, não tem como se perder. Há ainda os desenhos rítmicos e melódicos de uma partitura: são sinais macroscópicos de orientação para quem está acompanhando. As partituras que mais confundem são as de grandes orquestrações, com muitos instrumentos e freqüente mudança de página. as partituras que mais confundem são as de grandes orquestrações, pois cada sistema tem muitos instrumentos, e vira-se a página muito seguido.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-5603811702858360306?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/5603811702858360306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/leituras-e-leituras-cada-uma-com-suas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/5603811702858360306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/5603811702858360306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/leituras-e-leituras-cada-uma-com-suas.html' title='Leituras e leituras cada uma com suas especificidades e dificuldades'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-1409450543541869336</id><published>2012-01-22T03:34:00.000-08:00</published><updated>2012-01-22T03:34:07.477-08:00</updated><title type='text'>Quais seriam os fatos em que se louva o pesquisador psicanalítico?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Fatos do inconsciente&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120122040109&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;Para Nilce e Navia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Nilce, vou meter minha colher torta. Disseste: "Não são os fatos que marcam as pessoas mas o que elas fazem com os fatos que ocorrem com elas." Relendo, pensar-se-ia, com a teoria freudo-lacaniana do nachträglich (no relance), que "ocorrem" deveria estar no passado, isto é, "ocorreram", pois, segundo a teoria, os histéricos e todos nós, padecemos não dos fatos passados, mas das lembranças que temos desses fatos passados, lembranças que estão no presente tempo, no instante em que vivemos. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Como espancar essas lembranças que como formigas de formigueiro estão nele, estejam na superfície ou no fundo dele? A imagem é tosca para uma fita de Moëbius, ou contrabanda, mas serve de bússola, cuja agulha não é o Norte, mas direciona para ele. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Botar a pedra do esquecimento em cima do formigueiro e dizer: “o que vem de baixo não me atinge?” Perante esse dizer tolo e sábio, um Estafermo ou uma Pascácia, exclamariam: "Se o que vier da baixo não te atinge, então senta em cima de um formigueiro". &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Penso que "ocorrem" ao invés de "ocorreram" está na categoria do bem dizer, no caso do bem escrever. Pois, as lembranças dos fatos são também fatos. Elas enquanto fatos são formações do inconsciente, material bruto, restos de que nos servimos para dirigir a pesquisa psicanalítica de nossos psicanalisantes, em situação psicanalítica de tratamento (SPT), e de nossos aprendentes em situação psicanalítica de aprendizagens (SPA). &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Está aí um quarto de mil palavras.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-1409450543541869336?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/1409450543541869336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/quais-seriam-os-fatos-em-que-se-louva-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/1409450543541869336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/1409450543541869336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/quais-seriam-os-fatos-em-que-se-louva-o.html' title='Quais seriam os fatos em que se louva o pesquisador psicanalítico?'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-6782360366738722002</id><published>2012-01-21T04:48:00.000-08:00</published><updated>2012-01-21T04:48:11.070-08:00</updated><title type='text'>A pesquisa psicanalítica tem método próprio e não se serve da pesquisa universitária nem na criação nem na redação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Do discurso sintático verbal&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;para o discurso sintático alfanumérico (algébrico) e vice-versa&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120121 030710&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Para Cristina e Ana &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;"Caon, a Ana e eu fizemos o desenrolar passo a passo (no meu passo de quase débil mental) da equação. Levo segunda porque é difícil escrever em frações no computador. Cristina”. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;Cristina e Ana, é dessa maneira mesmo que se há de proceder: passos de tartaruga (vagarosos) e passadas de toupeira (sempre com as patas presas ao chão), assim não há como cair na retórica verboso-encantadora-esvoaçante dos sofilistas (essa monstruosidade meio sofista meio lacanista) que tanto desgraça a pesquisa psicanalítica prática e em ação no Brasil. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;Assim a lacaniada brasileirona recusa traduzir a expressão die psychoanalytische Forschung (Freud) e la recherche psychanalytique (Lacan), por pesquisa psicanalítica, pura e simplesmente. Não é somente com redação de nomes e fórmulas que se pesquisa. Precisa-se de enjambrações ou bricolagens aprendentes, para começar. Isso dão-nos a clínica e outras situações paraclínicas. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;Uma coisa é produzir conhecimento que nunca existiu até o presente: coisa de grandes inteligências. Coisa parecida é produzir conhecimento que já está aí disponível, à maneira como se ele ainda não existisse. Não se faz o mesmo percurso do pesquisador original. Para aceder ao conhecimento que Lacan conseguiu nos mais de 30 anos de pesquisa psicanalítica, precisaríamos mais de 30 anos (contando com o vigor, tenacidade, perseverança e capacidade de aprender como ele). &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;Nós precisamos de transposições didáticas práticas. Os gênios não precisam delas. Mas, nós, sem elas, não sairíamos da devoção. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-6782360366738722002?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/6782360366738722002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/pesquisa-psicanalitica-tem-metodo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/6782360366738722002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/6782360366738722002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/pesquisa-psicanalitica-tem-metodo.html' title='A pesquisa psicanalítica tem método próprio e não se serve da pesquisa universitária nem na criação nem na redação'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-2935487660488274998</id><published>2012-01-21T03:15:00.000-08:00</published><updated>2012-01-21T03:15:49.270-08:00</updated><title type='text'>Respondendo ao emeil de Cristina Fogaça...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;O olhar está para o ver assim como o escutar está para o ouvir&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120121030709&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Para Cristina Fogaça&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Na comparação entre os verbos “olhar” e “ver”, vou descartar o verbo "enxergar" que, às vezes, fica bem no lugar de "olhar"; outras, de "ver"; outras ainda vai servir para substituir simultaneamente os dois.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Prefiro continuar com olhar e ver, escutar e ouvir, etc.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;A criancinha recém nascida nada vê, mas tudo olha e, como sabemos, o ver das criancinhas anda mais devagar do que o ver dos adultos. Assim também o escutar-ouvir.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;O cego não vê, mas olha; o mudo não ouve, mas escuta. Não precisamos do olho para olhar nem do ouvido para escutar. Para ver, precisamos do olho e, para escutar, precisamos do ouvido (interno).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;No escuro, continuamos olhando sem nada ver e como, então o olho em nada nos ajuda, lançamos mão das mãos com as quais apalpamos (vemos). No escuro vemos com as mãos que apalpam. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;No silêncio (quando fazemos silêncio essencial) ao ouvirmos a fala do psicanalisante (não ficando na comunicação pura e simples), então estamos em condição de escutar justamente os restos, dejetos, abjetos, bobagens, inutilidades da fala, a qual diz muito mais que aquilo que o falante (psicanalisante) comunica. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Fora da situação psicanalítica, encontramos essa possibilidade de escutar para além da comunicação, nas falações chistosas, poéticas, aprendentes... &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Exemplo:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;PERGUNTA: Por que é que as loiras contam piadas burras aos homens? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;RESPOSTA: Para que eles AS entendam. (Entendam as piadas ou as loiras?)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-2935487660488274998?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/2935487660488274998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/respondendo-ao-emeil-de-cristina-fogaca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/2935487660488274998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/2935487660488274998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/respondendo-ao-emeil-de-cristina-fogaca.html' title='Respondendo ao emeil de Cristina Fogaça...'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-8395763197210994662</id><published>2012-01-20T02:02:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T02:02:26.333-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Ver e olhar; ouvir e escutar; sentir e provar...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Para CarlosFKarnas, CristinaFogaça e aos bricoleiros de falas e escritas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Pelo falar, aprendemos a ouvir; pelo escrever, aprendemos a ler. Ninguém lê melhor que aquele que escreve; ninguém ouve melhor que aquele que fala.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;No início é o Verbo, mas Verbo em modo de falar e de escrever! Falar e escrever são exercícios e vitamina para o ouvir e o ler.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Quê diferencia ver de olhar, ouvir e escutar? Que diferencia, no aperto de duas mãos, o sentir e o provar? O que sentimos é mais vasto do que achamos que sentimos. A senso-percepção é mais ampla que a consciência dessa percepção.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Tentemos bricolar ou enjambrar alguma coisa, provando, isto é, experimentando por mostração e demonstração simultaneamente.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Durante a noite, numa sala com lâmpadas acesas, exibo o primeiro cartaz de cinco. Todos veem o que está escrito no primeiro. No exato momento em que exibo o segundo, as lâmpadas se apagam. Tudo fica escuro e ninguém vê coisa alguma no cartaz. Mas, todos começam a olhar. Começam ou estavam olhando sem se dar conta, pois somente consideravam que estavam vendo e não olhando? NO ESCURO A GENTE NÃO VÊ, MAS CONTINUA OLHANDO. O cego também olha mesmo sem ver! &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Do escuro, passemos ao silêncio. No silêncio é que escutamos mesmo, pois já não ouvimos mais nada. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;O psicanalista escuta aquilo que o psicanalisante ainda não fala! E quanto mais morto estiver o psicanalista, mais poder de escuta ele tem! &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-8395763197210994662?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/8395763197210994662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/ver-e-olhar-ouvir-e-escutar-sentir-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8395763197210994662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8395763197210994662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/ver-e-olhar-ouvir-e-escutar-sentir-e.html' title=''/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-3146423366542900220</id><published>2012-01-19T01:09:00.000-08:00</published><updated>2012-01-19T01:09:48.466-08:00</updated><title type='text'>Assim como a fonte da religião difere da fonte da moral assim também a fonte da ética difere da fonte da moral?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Ética da psicanálise por Lacan&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;jlcaon@terra.com.br 120119030507&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; S07-24 de 06jul1960: Resumo das quatro proposição de Lacan: “Não poderás não desejar o objeto a pequeno e não tomarás em vão esse objeto a pequeno”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "A única coisa da qual se pode ser culpado é de ter cedido de seu desejo."&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "Em segundo lugar, a definição do herói – é aquele que pode impunemente ser traído."&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "Em terceiro lugar, isto não está absolutamente ao alcance de todo o mundo, e é a diferença entre o homem comum e o herói, mais misteriosa portanto do que se acredita. Para o homem comum a traição, que se produz quase sempre, tem como efeito o de repeli-lo de maneira decisiva para o serviço dos bens, mas com a condição de que ele não reencontrara jamais o que o orienta verdadeiramente nesse serviço." &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; ''Enfim, o campo dos bens, naturalmente que existe, não se trata de negá-los, mas, revirando a perspectiva que aqui lhes proponho, quarta proposição – Não há outro bem senão o que pode servir para pagar o preço ao acesso ao desejo -, na medida em que esse desejo, nós o definimos alhures como a metonímia de nosso ser. O arroio onde se situa o desejo não é apenas a modulação da cadeia significante, mas o que corre por baixo, que é, propriamente falando, o que somos, e também o que não somos, nosso ser e nosso não-ser – o que no ato é significado, passa de um significante ao outro da cadeia, sob todas as significações." &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-3146423366542900220?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/3146423366542900220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/assim-como-fonte-da-religiao-difere-da.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/3146423366542900220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/3146423366542900220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/assim-como-fonte-da-religiao-difere-da.html' title='Assim como a fonte da religião difere da fonte da moral assim também a fonte da ética difere da fonte da moral?'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-1081212187262105269</id><published>2012-01-18T12:25:00.000-08:00</published><updated>2012-01-18T12:25:57.107-08:00</updated><title type='text'>Entendendo a WWW (internete) como hotel transfinito?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Hotel finito e hotel transfinito&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br 12018030418&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; “Ars gratia artis” (arte pela arte) cai bem em “scribere gratia scribendi” (escrever por escrever). Para quem escrever?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Parece que quanto mais impessoalmente universal for o interlocutor, mais a escritura teria efeito de linguagem e de mentira e que quanto mais pessoalmente singular for o interlocutor, mas a escrita teria efeito de fala e de verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O escritor amador é quem, digitalmente, com a ponta dos dedos, fala para alguém. Situa-se ENTRE a presencialidade e a ausência. Não comparte imediatamente o mesmo ar em que se encontra o interlocutor, por isso, não está em presença. Mas, comparte da mesma luz que seu interlocutor, por isso não esta em ausência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Encontra-se, portanto, semipresencialmente e semiausentemente. Viver nesse e desse ENTRE é uma característica da existência digital.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Estamos em outra era? Outro mundo? E graças à linguagem? E pelo jeito, não vai haver retrocesso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Uma vez lançada a imprensa, por Gutenberg, ela é para sempre. Uma vez lançada a internete por Berners-Lee, ela não vai ser para sempre? Comparemos o que é um hotel finito e ooutro traansfinito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Um ônibus de excursão leva 32 profissionais: 8 psicanalistas, 8 engenheiros, 8 juízas e 8 freiras para o HOTEL DAS 16 CABANAS. Como hospedar matematicamente esses excursionistas sendo que “dois colegas de mesma profissão nunca podem estar na mesma cabana e nunca pode haver duas cabanas com formação idêntica?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; A WWW não é hotel finito. Hotel transfitino é a WWW (internete): &lt;a href="http://georgecantor-6na.blogspot.com/"&gt;http://georgecantor-6na.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ars gratia artis: http://www.youtube.com/watch?v=-RDShVFzQdI&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-1081212187262105269?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/1081212187262105269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/entendendo-www-internete-como-hotel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/1081212187262105269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/1081212187262105269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/entendendo-www-internete-como-hotel.html' title='Entendendo a WWW (internete) como hotel transfinito?'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-8999865743951663133</id><published>2012-01-18T06:36:00.000-08:00</published><updated>2012-01-18T06:36:55.432-08:00</updated><title type='text'>A existência digital moraliza?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;Bem fala quem bem lê e bem lê quem bem escreve.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;E o vem a ser “bem escrever?”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br 1201830412&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Ars gratia artis” (arte pela arte) está bem presente em “scribere gratia scribendi” (escrever pelo escrever). O escrever não precisa de recompensa, ele já é ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Escrever profissional ou eruditamente é escrever para ser lido por leitor que não escreve. Escrever amadora ou bricoleiramente é escrever para leitor por quem também escreve, como no escrever cartas ou emeils.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As cartas formam a literatura do gênero epistolar. Os emeils formariam a literatura do gênero emeiliano?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As pessoas que recebe carta e não a responde não são denunciadas como o são as pessoas que recebem emeils e ou não os respondem ou não acusam tê-los recebido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A existência digital tem algo que os antigos pensavam estar no Juízo Final: o “nihil inultum remanebit” (nada ficará oculto). Agora, isso não precisa ser postergado para o Juízo Final! A informática está permitindo moralizar esse país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não é incomum ver o sistema confirmar que o emeil enviado foi aberto ou lido. Mesmo assim, emelistas relapsos dizem que não receberam o emeil, conformado pelo sistema. A existência digital moraliza!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A pergunta inicial “que é bem escrever?” teria outro encaminhamento senão o de considerarmos nossa escrita como a feição de nosso corpo? O estilo não é a feição de nosso corpo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não adianta fazer pose para aparecer diferente na foto. Não adianta fazer cópias, plágios, citações. Citar, copiar, plagiar é se mostrar, mesmo achando que estamos posando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-8999865743951663133?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/8999865743951663133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/existencia-digital-moraliza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8999865743951663133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8999865743951663133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/existencia-digital-moraliza.html' title='A existência digital moraliza?'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-3090058877135215551</id><published>2012-01-17T18:06:00.000-08:00</published><updated>2012-01-17T18:06:09.826-08:00</updated><title type='text'>O escritor que escreve para o leitor que não escreve e o escritor que escreve para o leitore que escreve (02)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Escrever artisticamente e escrever bricoleiramente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120117030323&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A bricolagem estaria para a cienciagem assim como o contingente estaria para o necessário. E o contingente estaria para o necessário assim como o acontecimento estaria para a estrutura. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Lévy-Strauss teoriza a atividade humana de pensamento mágico e a atividade humana pensamento racional. Embora ele não fale da atividade do escrever, eu proponho o escrever enquanto atividade de bricolagem ou enjambração oposta à atividade do escrever enquanto atividade técnica aprimorada. A bricolagem, como se sabe, é a forma por excelência do praticar por parte do bricoleiro que é diferente da forma do praticar por excelência por parte do técnico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; O escritor que escreve para o leitor que também escreve praticaria bricolagem e enjambrações. O escritor que escreve para o leitor que não escreve praticaria pura técnica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Lévy-Strauss utiliza três conceitos, com os quais comparand a bricolagem e a tecnologia. São eles, a ocasião (kairós), a exteriorização e a finalidade. Assim, a bricolagem ou enjambração situa-se no oposto da tecnologia. A tecnologia interioriza a execução e a finalidade, mas exterioriza a ocasião. A bricolagem interioriza a ocasião, mas exterioriza a execução e a finalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A atividade mitopoética, no plano intelectual, é análoga, no plano prático, à bricolagem ou enjambração. Entre uma e outra está o sujeito itinerante sempre evanescente e diferente em cada momento. A criatividade se dá entre essas duas formas de atividade: mitopoética e bricoleira. O rito, jogo congelado e formatado, e o jogo, rito fluido e flexível, apresentam relações semelhantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-3090058877135215551?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/3090058877135215551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/o-escritor-que-escreve-para-o-leitor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/3090058877135215551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/3090058877135215551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/o-escritor-que-escreve-para-o-leitor.html' title='O escritor que escreve para o leitor que não escreve e o escritor que escreve para o leitore que escreve (02)'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-1682153064726396393</id><published>2012-01-17T06:28:00.000-08:00</published><updated>2012-01-17T06:28:41.261-08:00</updated><title type='text'>Escrever em público para leitores que escrevem (01)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;Escrever artísticamente e escrever bricoleiramente&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120103170312&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O pensamento selvagem (Lévy-Strauss), pensamento primeiro da humanidade e pensamento primeiro de cada humano não é pensamento primitivo que seria substituído pelo pensamento racional. Pensamento selvagem ou mágico e pensamento racional ou lógico são duas diferentes estratégias de conhecer, de compreender e de controlar a causalidade. O pensamento selvagem controla a causalidade por meio da feitiçaria e da magia; o pensamento racional, por meio da lógica e da ciência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Lévi-Strauss encenariza o pensamento mágico enquanto sombra projetada pelo corpo e o pensamento racional como corpo que projeta sombra. Não vale a figura de que o pensamento mágico seria o vagido superado pelo pensamento de discurso racional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Segundo Lévy-Straus, há dois tipos de ciência: um já existente na era neolítica, seria responsável pela domesticação de plantas e animais, cujo vigor diminuiu sem desaparecer de todo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Então, há duas formas de pensamento científico: um que se apoia na percepção e na imaginação; outro que se apóia em relações lógicas necessárias. O primeiro é típico da ciência neolítica; o segundo é típico da ciência moderna; um inseparável da sensibilidade; outro inseparável da lógica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Acolher o pensamento mágico como uma forma de fazer ciência permite retomar a eficácia dos mitos que, ou sobrevivem congelados nos ritos, ou sobrevivem como alma das práticas de bricolagens ou enjambrações (o nosso jeitinho brasileiro). Assim sendo, a bricolagem é a prática científica primeira e o bricoleiro que opera apenas com signos se equipara ao engenheiro que opera especificamente com conceitos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-1682153064726396393?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/1682153064726396393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/escrever-em-publico-para-leitores-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/1682153064726396393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/1682153064726396393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/escrever-em-publico-para-leitores-que.html' title='Escrever em público para leitores que escrevem (01)'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-223426484271817247</id><published>2012-01-15T08:05:00.000-08:00</published><updated>2012-01-15T08:05:27.589-08:00</updated><title type='text'>Uma quase alegoria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;O escritor profissional e o escritor amador&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120115030114&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O escritor profissional é o escritor que escreve para o leitor que lê e o escritor amador é o escritor que escreve para o leitor que escreve.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Escritor que escreve para leitor que lê é como jogador de futebol profissional: pratica para outros que não praticam.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Escritor que escreve para leitor que escreve é como jogador de futebol amador: pratica com outros que praticam.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Escritor amador tem interlocutores: os escritores amadores. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Escritor que escreve para o leitor que lê não tem interlocutores. Tem leitores e para ter mais leitores, dá entrevista nas mídias. Assim, torna-se mais notado e mais depressa conhecido do que o livro que escreveu.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp; A era internética permite que os escritores amadores se carteiem por emeils. Os escritores profissionais não têm tempo para isso. É quase impossível encontrar o e-mail de escritor profissional. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp; Neymar, Dilma, Lya estão nas mídias, mas, quem está nas mídias não são eles, pois que continuam nas mídias falando até depois de mortos. Diz Augusto Comte: "Os vivos =[leia-se “viventes”] são sempre cada vez mais comandados pelos mortos". &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp; Engano, mestre Comte. Há tempo se sabe que os viventes são sempre cada vez mais comandados pelos mais vivos =[leia-se, “espertalhões”]. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp; Atualmente, os escritores profissionais têm mais fãs e devotos que leitores. Os escritores amadores, como leopardos, caçam com leopardos, jamais com hienas. Essas, também nas mídias, assistem a caçadas e, podendo, devorariam não só as presas caçadas pelos leopardos, mas também os caçadores. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=okKgRQFrgvg"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=okKgRQFrgvg&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-223426484271817247?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/223426484271817247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/uma-quase-alegoria.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/223426484271817247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/223426484271817247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/uma-quase-alegoria.html' title='Uma quase alegoria'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-3028905235426510590</id><published>2012-01-15T05:53:00.000-08:00</published><updated>2012-01-15T05:53:23.096-08:00</updated><title type='text'>"Ao alcance de"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Ao alcance de...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120115030112&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O significado da expressão, “ao alcance de” (within de reach of, in the range of) persiste em muitas variantes: “ao alcance da mão”, ao alcance da voz”, “ao alcance da vista”, etc. Atualmente, em existência digital, temos também “ao alcance do e-mail”, “ao alcance da conversação digital”, também chamada “chat”. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Essa expressão é apropriada para mais uma vez ficar evidente que o ser humano inventa muito mais coisas do que é capaz de aproveitar. A cultura e seu imenso tesouro de bens são uma forte prova disso do que acabo de afirmar. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Estamos circunscritos e confinados, limitados e delimitados, mas, a perfectibilidade não esgota as enjambrações, arranjos e combinatórias dos elementos desses conjuntos fechados e abertos a que pertencemos. O conjunto fechado feito de elementos contados esgotaria os arranjos e combinações possíveis? Existiria um número contado de partidas de xadrez ou de tênis? O conjunto aberto seria o conjunto de possibilidades contáveis, como no frescobol, que, contadas, sempre podem ser continuadas?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Na prática, somos este sujeito que, sempre diferente em cada instante ou presente, tem que suportar, irrecusavelmente, estar à deriva entre conjuntos fechados de possibilidades e conjuntos abertos de possibilidades.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Possibilidades efetivamente contáveis e infinitamente contáveis estão ao alcance de nossos e-mails? Mas, se como sujeito não estás ao alcance nem de um conjunto nem de outro é porque não estás entre um e outro. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É sempre possível consumir a presa que os leopardos solitários caçam e as hienas coletivamente poderosas lhes subtraem. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-3028905235426510590?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/3028905235426510590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/ao-alcance-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/3028905235426510590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/3028905235426510590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/ao-alcance-de.html' title='&quot;Ao alcance de&quot;'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-8225035541930396617</id><published>2012-01-14T13:55:00.000-08:00</published><updated>2012-01-14T13:55:16.556-08:00</updated><title type='text'>Sonhos e devaneios</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Sonho e devaneio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120114020719&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estafermo sonhou que estava no próprio velório. Cansado de ficar imóvel no caixão, passadas já vinte e quatro horas, ergue a cabeça, olha os presentes e diz-lhes:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não vêem que estou morto? Por que ficam aí parados? Por que não me levam, enterram ou cremam?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos participantes toma a palavra: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Olha bem para nós! Não vês que somos teus mortos? Por que é que continuas indeciso e sonhando?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estafermo volta ao caixão e pensa: “Estou adormecido sonhando ou estou sonhando acordado? De qualquer forma, adormecido ou acordado estou sonhando.” E continua na imobilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Conto do Sábio Chinês, por Raul Seixas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era uma vez&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um sábio chinês&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que um dia sonhou&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que era uma borboleta&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voando nos campos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pousando nas flores&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivendo assim&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um lindo sonho...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até que um dia acordou&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E pro resto da vida&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma dúvida&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lhe acompanhou...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se ele era&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um sábio chinês&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que sonhou&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que era uma borboleta&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou se era uma borboleta&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sonhando que era&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um sábio chinês...(2x)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;http://letras.terra.com.br/raul-seixas/132926/&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sabemos se as borboletas sonham enquanto dormem nem sabemos se estamos acordados ou dormindo enquanto devaneamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agradecemos quem nos arranca de devaneio persecutório e ralhamos com quem nos tira de devaneio gostoso. Mas, a quem agradecer quando acordamos de pesadelo ou de sonho gostoso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde o nascimento nosso coração e nossos pulmões não param. Mais que o espetáculo do circo que não pode parar, a vida biológica não para. A vida psíquica pararia durante o sono? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-8225035541930396617?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/8225035541930396617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/sonhos-e-devaneios.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8225035541930396617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8225035541930396617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/sonhos-e-devaneios.html' title='Sonhos e devaneios'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-9039380565528984267</id><published>2012-01-14T08:16:00.000-08:00</published><updated>2012-01-14T08:16:38.677-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;DEDUZIR, INDUZIR e ESPECULAR, ou ENJAMBRAR&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120114020713&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Internete, há um &lt;em&gt;Dicionário Informal&lt;/em&gt; http://dicionarioinformal.com.br/enjambrar/ onde aparecem termos que os dicionários canônicos não registram ou registram com acepções somente consagradas há muito tempo e não recentemente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por exemplo, o termo “enjambrar” é desperdiçado pelo Aurélio e aproveitado por Houaiss embora sem se ater ao uso corrente dos falantes. , No Dicionário Informal aparece uma noção: “consertar algo ou solucionar um problema prático de forma inusitada”. Ex: Ele colocou um Bombril na antena para melhorar a imagem da televisão. Ele ejambrou a situação.” &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Associado à noção de “gambiarra” também se encontra: “Fazer algo não padrão, provisório, improvisado.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O site http://pt.wikipedia.org/wiki/Gambiarra traz uma extensa exposição para o termo “gambiarra”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atenho-me ao significado de gambiarra, também presente em “enjambrar”, indicando "improvisação" para os brasileiros e “extensão ou ramificação de luz” para os portugueses. Nós conhecemos essa extensão de luz eletréica pelo nome de “gato”, termo registrado por Houaiss. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Significando improvisação, gambiarra aponta para essa inclinação típica brasileira conhecida como jeitinho brasileiro. Poder-se-ia empregar o verbo “engambiarrar”, mas, o que mais eu ouvi e ouço éi “enjambrar”. Há também bricolar, bastante empregado entre os brasileiros, termo que abrasileira o verbo francês “bricoler”. Mas, “enjambrar” é de longe o mais mais popular. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pesquisadores, sabemos que metodo de pesquisa implica “deduzir”, “induzir” e “especular”. Ora, “enjambrar” é como uma expeculação ou experimentação manual feita ao deus dará para ver no que vai dar. No depois, no après-coup, vai-se ver o que foi que se fez. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-9039380565528984267?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/9039380565528984267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/deduzir-induzir-e-especular-ou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/9039380565528984267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/9039380565528984267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/deduzir-induzir-e-especular-ou.html' title=''/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-1693719011508649502</id><published>2012-01-13T19:15:00.000-08:00</published><updated>2012-01-13T19:15:41.930-08:00</updated><title type='text'>CCC (Caon Comunidade Cultural)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Abertura da CCC (Caon Comunidade Cultural) no FaceBook &lt;a href="http://www.facebook.com/jlcaon#!/pages/CCC-Caon-Comunidade-Cultural/289316891115776"&gt;http://www.facebook.com/jlcaon#!/pages/CCC-Caon-Comunidade-Cultural/289316891115776&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua a CCC (Caon Comunidade Cultural) no Yahoo&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.groups.yahoo.com/group/Caon/"&gt;http://br.groups.yahoo.com/group/Caon/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua no Orkut a CCC (Caon Comuidade Cultural)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=4597800"&gt;http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=4597800&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apareça, abr jlcaon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-1693719011508649502?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/1693719011508649502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/ccc-caon-comunidade-cultural.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/1693719011508649502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/1693719011508649502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/ccc-caon-comunidade-cultural.html' title='CCC (Caon Comunidade Cultural)'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-2439360604724982266</id><published>2012-01-13T14:17:00.000-08:00</published><updated>2012-01-13T14:17:32.066-08:00</updated><title type='text'>Pior que ser enganado por velhaco é ser enganado por simplório</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Pior que se enganado por velhaco é ser enganado por simplóri&lt;/span&gt;o&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br 120113020618&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Malasartes participou da procissão pedindo chuva. Conheceu Pascácia e Gioconda, mas não gostou desta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terminada a procissão, aproximou-se de Pascácia. Segredou-lhe que viera à procissão buscando consolo. O corpo da filhinha dele, falecida na noite passada, estava na capela mortuária do hospital ainda sem caixão. Precisava de R$ 2.000,00 para retirar o cadáver da pequena e enterrá-lo cristã e honestamente. Mostrando-lhe um bilhete de loteria, disse-lhe que estava premiado com R$ 10.000,00, mas só poderia ser descontado na próxima semana. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pascácia hesitou. Em nome da caridade, consolou Malasartes. Levou-o consigo. Deu-lhe janta. Raspou as economias somando R$ 1.500,00. Malasartes agradeceu a ajuda e arrumaria o restante com um compadre. Pascácia lembrou-se do vizinho, Estafermo, e arrumou para Malasartes os R$ 500,00 faltantes e ficou com o bilhete premiado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na semana seguinte, Pascácia, ao descontar o bilhete, soube que era um bilhete não premiado. Deu queixa ao delegado, preguiçoso, mas nada bobo. E consolando-a esclareceu-lhe: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Dona Pascácia, eu deveria prendê-la? Malasartes levou-lhe apenas R$ 1.500,00. A senhora ia tomar dele R$ 8.000,00. Malasartes é canalha, agiu em má fé levando-lhe R$ 1.500,00. A senhora é simplória, agiu em boa fé e levou R$ 500,00 de Estafermo. Entre Malasartes e a senhora há somente um enganado. Entre a senhora e Estafermo há dois. Engano em má fé é menos perigoso que engano em boa fé. A senhora tem que pagar os R$ 500,00 que tomou de Estafermo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-2439360604724982266?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/2439360604724982266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/pior-que-ser-enganado-por-velhaco-e-ser.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/2439360604724982266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/2439360604724982266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/pior-que-ser-enganado-por-velhaco-e-ser.html' title='Pior que ser enganado por velhaco é ser enganado por simplório'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-4804779925816852836</id><published>2012-01-13T09:44:00.000-08:00</published><updated>2012-01-13T09:44:38.437-08:00</updated><title type='text'>A humanidade e nossas hipocrisias</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TzlWU7IPmLA/TxBtQbRd7JI/AAAAAAAAALI/b1p6XrCHgMA/s1600/US-Marines-urinating-on-Taliban.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="184" kba="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-TzlWU7IPmLA/TxBtQbRd7JI/AAAAAAAAALI/b1p6XrCHgMA/s320/US-Marines-urinating-on-Taliban.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=lif7oDLsRwg&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A humanidade e nossas hipocrisias&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaoan@terra.com.br 120113020615&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Velhos que seduzem jovens a se entreassassinarem? Esses, ao mesmo tempo, reféns e cúmplices, seguem a lição. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assassino que mata assassino vira herói: herói americano se for assassino americano; herói afegão se for assassino afegão. Matar o outro é heroísmo. Mijar no outro, mesmo no cadáver do outro, é bullying e crime hediondo? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejo que soldados americanos e afegãos estão mijando contra a guerra, essa velha estupidez da humanidade velha, hipócrita e assassina de sua própria juventude. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As velharias afegã e americana se escandalizam, porque seus jovens reféns e cúmplices, assassinos e vítimas, encenarizam a hipocrisia em que vivemos: matar é lícito e louvável; mijar, não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As BALAS matam; as MIJADAS, não. As BALAS são mais PERIGOSAS que as MIJADAS. Mas, as MIJADAS são mais PODEROSAS que a BALAS.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Digo, as BALAS matam; as PALAVRAS, não. As BALAS são mais PERIGOSAS que as PALAVRAS. Mas, as PALAVRAS são mais PODEROSAS do que as BALAS.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É curioso que somente alguns da humanidade somo capazes de usar e usamos balas. Mas, todos somos capazes de usar PALAVRAS. E no entanto, ainda vencem aqueles que não usando balas fazem usar balas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a internete, os estafermos não usamos balas nem palavras nem mijos. Usamos imagens. Mas, uma imagem que encenariza e denuncia essa porca guerra, - qual guerra que não é porca, - assassinos mijando em cadáveres assassinos, é fonte de inspiração. Louvável a iniciativa desses jovens americanos? Só faltaria dizer que são latinos? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-4804779925816852836?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/4804779925816852836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/humanidade-e-nossas-hipocrisias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/4804779925816852836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/4804779925816852836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/humanidade-e-nossas-hipocrisias.html' title='A humanidade e nossas hipocrisias'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-TzlWU7IPmLA/TxBtQbRd7JI/AAAAAAAAALI/b1p6XrCHgMA/s72-c/US-Marines-urinating-on-Taliban.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-8227362483030445892</id><published>2012-01-12T02:11:00.000-08:00</published><updated>2012-01-12T02:11:36.426-08:00</updated><title type='text'>Se "comer, coçar e falar é só começar", por que não "sonhar, inistir e digitalizar não seria também só começar?"</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Primeiro exercício de 1000 palavras em quatro quartos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;&lt;strong&gt;PRIMEIRO QUARTO DE 1000 PALAVRAS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;&lt;strong&gt;Sinto-me onde não me conheço e conheço-me onde não me sinto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:jlcaon@terra.com.br"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;&lt;strong&gt;jlcaon@terra.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;&lt;strong&gt;Impostação da imagem no espelho: a face de uma montanha reflete-se na superfície de um lago tranquilo. A face de um chimpanzé ou de uma criancinha, ambos de seis meses, reflete-se na superfície do espelho. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;&lt;strong&gt;Conclusão: Objetificação, reificação, alienação da face é processo comum para a montanha, para o chipanzé e para a criancinha. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;&lt;strong&gt;A montanha não sofre de nenhum conflito. Todavia, o chimpanzé e a criancinha enfrentam um conflito, o conflito resultante da percepção visual da própria face, semblante, ou aparecência e conflito resultante da vivência-experiência dessa percepção visual. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;&lt;strong&gt;Notemos que o chimpanzé e a criancinha, aos seis meses, se diferenciam enormemente quanto à sua capacidade de coordenação motriz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=kids-and-animals-who-fail-classic-mirror"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;&lt;strong&gt;http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=kids-and-animals-who-fail-classic-mirror&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;&lt;strong&gt;O chimpanzé, aos seis meses, alcança uma coordenação motriz madura. A criancinha continua imatura. Em observações precisas e controladas atuais, sabe-se que o chimpanzé não fica totalmente indiferente à imagem dele próprio refletida no espelho. Todavia, diferente da criancinha que ainda continua imatura. Ele não se reconhece, apesar de ter alcançado um esquema corporal bem coordenado. A criancinha se reconhece apesar de ainda continuar com esquema corporal bem imaturo e bem descoordenado. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;&lt;strong&gt;Como é esse autorreconhecimento da criancinha? Quanto ao ver-se, a criancinha se vê globalmente, como um todo. Mas, essa visão dela como um todo contrasta com aquilo que ela vivencia-experiencia no próprio corpo: isto é, tem um controle muito pobre em relação aos movimentos do corpo, dos membros do corpo, dos órgãos do corpo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;SEGUNDO QUARTO DE 1000 PALAVRAS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;O espelho de todos os espelhos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Quando falamos, usamos a tinta da voz que lançada em jatos faz tremer o ar. O ar é condição da fala ligar falante e ouvinte. A gravação, o fio, a onda eletrônicos desmancham a fala que precisa ser recodificada e reconstituída. Há fala entre psicanalistante e psicanalista, quando ambos compartem o mesmo ar. Fora disso, são artifícios e formações em que as formações do inconsciente não comparecem. E no vácuo não pode haver fala.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;O que o ar é para a fala, a luz é para a impostação ou lançamento de nosso semblante. No escuro, as aparecências são impossíveis. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;A gestualização substituiria a fala? Os gestos seriam fonemas. Os toques dum corpo pelo outro substituiriam a fala? Os toques seriam fonemas? Dificilmente os toques corporais enganam. Os gestos, as produções fonéticas e grafêmica não podem não enganar. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Que dispositivo além do espelho é capaz de relativizar o espelho? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;A linguagem é denominador comum da fala, escreveção, gestualização e tateamentos. Insetos e animais comunicam-se por ruídos e gestos tipo movimentos corporais e modificações tipo colorações. Não é linguagem. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;A linguagem é espelho, diferente de superfície tranqüila e indiferente ou lisa e muda. A linguagem é espelho doutra dimensão: nela habitamos sem estar. Como nosso nome próprio: habitamos sem estar nele até depois da morte. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Coisa fora do tempo: nosso nome, por ser linguagem, é imortalmente atemporal e atemporalmente imortal. Mas, não somos nosso nome... Wie schade! Desolé! It’s a pity. Lamentável. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;TERCEIRO QUARTO DE 1000 PALAVRAS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Reconhecimento da própria face pela sua impostação no espelho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:jlcaon@terra.com.br"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;jlcaon@terra.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;A criancinha vivencia um aglomerado de partes, fragmentos do próprio corpo. Temos prova disso, nos sonhos regressivos, em alucinações induzidas por drogas, em estados psicóticos, onde nos vemos esquartejados. Mas, sentindo-se aos pedaços, a criancinha vê-se em corpo inteiro no espelho. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Essa disparidade de acontecimentos simultâneos situam-na numa tensão agressiva. Ela se sente sem se ver e se sente se vendo. A vitória diante desse primeiro conflito constituinte é a identificação com essa imagem impostada pela criancinha no espelho e que lhe vem do espelho. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Essa vitória lhe soa como espetacular sucesso. Jubila triunfalmente, vive momentos imaginários e onipotentes de poder e dominação. Vendo que outros, no caso, mãe, pai, adultos, são capazes de práticas muito melhores do que o “adulto” dela mesma, mesmo se vendo inteira e completa no espelho, oscila entre onipotência e oniMpotência. Constituímo-nos entre entusiasmos e melancolias, embora se diga que inter foeces et urinas nascimur. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Klein intuiu visceralmente esse processo como posições esquizo-paranóide e depressiva. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Esses processos lidos pelo modelo biológico afirmam que a posição depressiva é maturidade e a esquizo-paranóide, imaturidade; que o sujeito se integra e unifica na posição depressiva. Lidos a partir do método de velamento-desvelamento, esquecimento-desesquecimento, afirmam que o sujeito é constitutivamente clivado, dividido, duplamente determinado, vivendo ENTRE dois abismos, sempre determinado ENTRE dois abismos. Vive no instante que é o tempo presente que sempre temos de presente. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Onde estaria essa sonhada e desejada unificação? Nos fanatismos e nos apaixonamentos? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;&lt;strong&gt;QUARTO QUARTO DE 1000 PALAVRAS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;&lt;strong&gt;Fé é apaixonamento não são deliberações nem escolhas...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;&lt;strong&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;&lt;strong&gt;A fé do fanático equivale ao apaixonamento do alienado. Então as pesquisas teológica e psicanalítica se encontram? Sem dúvida, mas não coincidem. Para o pesquisador teológico, fé é dom divino. Para o pesquisador psicanalítico, apaixonamento é dom do inconsciente. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;&lt;strong&gt;Quando a fé é apaixonamento ou o apaixonamento é fé, a identidade – o existir ENTRE dois abismos – desaparece, mas não falece. Aqui temos a diferença entre fanático e místico que um diretor espiritual discerne. Aqui temos a diferença entre apaixonado e enamorado que um diretor de tratamentos psicanalíticos bem discerne.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;&lt;strong&gt;Então, que dispositivo além do espelho é capaz de relativizar o espelho? Que dispositivo é esse? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;&lt;strong&gt;Por que as criancinhas tão celebradas pelos lacanianos seriam todas capazes de superar o estádio do espelho em torno dos 18-24 meses, sendo que em certas culturas ultrapassariam esse mesmo estádio do espelho depois dos cinco, seis ou mais anos? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;&lt;strong&gt;Por que é que a fé dos fanáticos e o apaixonamento dos alienados presentes em corporações religiosas, ditas igrejas, partidos políticos, corporações esportivas, acadêmicas, psicanalíticas, etc., são um atraso para a racionalidade e a pesquisa em geral? Penso que o fanatismo e alienação são o fenótipo primeiro da ignorância dos quais ela é o genótipo. Sabemos que alem do fanatismo e da alienação há outros fenótipos da ignorância.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;&lt;strong&gt;A miséria da ignorância não é ela, pois ela é gozo irrecusável. A miséria da ignorância é abandonar-se a ela, como faz o fanático e o apaixonado.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-8227362483030445892?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/8227362483030445892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/se-comer-cocar-e-falar-e-so-comecar-por.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8227362483030445892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8227362483030445892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/se-comer-cocar-e-falar-e-so-comecar-por.html' title='Se &quot;comer, coçar e falar é só começar&quot;, por que não &quot;sonhar, inistir e digitalizar não seria também só começar?&quot;'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-3903776655592130009</id><published>2012-01-11T17:50:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T17:50:15.345-08:00</updated><title type='text'>A crente metida a beata e a beata metida a crente</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;A crente metida a beata e a beata metida a crente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por jlcaon@terra.com.br – 120111020416&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A canícula com estiagem detonava as hortas de Gioconda e de Pascácia. Sem imitarem a dança da chuva que os índios dançam um pouco antes de chover, organizaram uma novena de procissões pedindo chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi sucesso no primeiro dia e a cada dia a procissão engrossava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sétimo dia, Pascácia visitou Gioconda e quis ver-lhe a horta. Ficou surpresa, pois a horta de Gioconda estava verde e viçosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com pode tua horta estar verde se a minha está murcha e quase seca e se nossas rezas são as mesmas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Comadre! Vai ver que as minhas plantas têm fé e as tuas não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insultada com aquele ar blasfêmico, Pascácia retruca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conta a verdade. Que é que está se passando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Comadre! Depois de cada procissão eu rezo, digo, rego as hortaliças todinhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pascácia sentindo-se desaforada ainda acrescenta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, para quê vais às procissões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para regar a alma. Fé é água para a alma e a água é fé para as plantas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É conhecida a dança da chuva que os índios fazem um pouco antes de chover... Como é que sabem se não são meteorologistas? Saber de índio é saber de índio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As beatas, sem o saber dos índios, dançam e desfilam em novenas. Mas, Gioconda sabe que água é fé para a planta e fé é água para a alma. E ela e as plantas se dão bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://luckycz.multiply.com/video/item/9/9?&amp;amp;show_interstitial=1&amp;amp;u=%2Fvideo%2Fitem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=2QwRKWl8EBs&amp;amp;feature=related&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=RNKE5IMrqnk&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.coral.ufc.br/blog/coralufc-blog/categoria/videos/procissao-da-chuva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-3903776655592130009?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/3903776655592130009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/crente-metida-beata-e-beata-metida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/3903776655592130009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/3903776655592130009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/crente-metida-beata-e-beata-metida.html' title='A crente metida a beata e a beata metida a crente'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-8199414260417808510</id><published>2012-01-11T10:50:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T10:50:51.302-08:00</updated><title type='text'>PRIMUM VIVERE, DEINDE PHILOSOPHARI (primeiro viver, em seguida filosofar)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Primum vivere, deinde philosophari&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Primum_vivere_deinde_philosophari"&gt;http://es.wikipedia.org/wiki/Primum_vivere_deinde_philosophari&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por &lt;a href="mailto:jlcaon@terra.com.br"&gt;jlcaon@terra.com.br&lt;/a&gt; - 120111020416&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conhecemos os sinais abandonados na estrada pelas equipes descuidadas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-CRMVBkaXNwk/Tw3YhctRaOI/AAAAAAAAAK0/CAcWCs3fcgA/s1600/Placa+abandonada+%25C3%25A0+beira+de+estrada.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kba="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-CRMVBkaXNwk/Tw3YhctRaOI/AAAAAAAAAK0/CAcWCs3fcgA/s1600/Placa+abandonada+%25C3%25A0+beira+de+estrada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Esses avisos têm sentido e utilidade enquanto as equipes dos trabalhadores estão operando. Depois da tarefa pronta, tornam-se inúteis e enganadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Assim é o pensador que pensa sem o contexto de vida em que vive. Não eram assim Sócrates, Platão, Aristóteles e tantos de quem conhecemos um pouco a filosofia de vida deles e a vida filosófica em que viveram. Kant, Heidegger, Wittgenstein, Stein, na maior parte do tempo, são exemplo desses filósofos cuja vida é sua filosofia e cuja filosofia é sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-g3fJcS4BB6A/Tw3ZZRkHqGI/AAAAAAAAAK8/9foC-yAaffo/s1600/Placa+abandonada+%25C3%25A0+beira+de+estrada.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kba="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-g3fJcS4BB6A/Tw3ZZRkHqGI/AAAAAAAAAK8/9foC-yAaffo/s1600/Placa+abandonada+%25C3%25A0+beira+de+estrada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É assim esse conhecimento das placas de beira de estrada, como um conhecimento filosófico sem o saber filosofante: além de inútil, é enganoso. Desse conhecimento filosófico insípido, como o conhecimento dessas placas de estrada abandonadas,&amp;nbsp;se pode dizer que é um conhecimento tal que com o qual ou sem o qual a estrada continua tal e qual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Recusando o saber do conhecimento filosófico, os oficiantes desse conhecimento buscam o sabor, ao invés do saber, nas vaidades que as burocracias - entre elas as mais bem-sucedidas, as academias - sabem muito bem administrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Lemos e estudamos as vidas de Kant, Wittgenstein, Heidegger? A vida desses pensadores é a filosofa deles.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Hay hombres que de su ciencia&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tienen la cabeza llena;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Hay sabios de todas menas,&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas digo sin ser muy ducho:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Es mejor que aprender mucho&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; El aprender cosas buenas. (Martin Fierro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Science sans conscience n'est que ruine de l'âme. (Rabelais)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-8199414260417808510?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/8199414260417808510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/primum-vivere-deinde-philosophari.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8199414260417808510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8199414260417808510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/primum-vivere-deinde-philosophari.html' title='PRIMUM VIVERE, DEINDE PHILOSOPHARI (primeiro viver, em seguida filosofar)'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-CRMVBkaXNwk/Tw3YhctRaOI/AAAAAAAAAK0/CAcWCs3fcgA/s72-c/Placa+abandonada+%25C3%25A0+beira+de+estrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-126609644891444042</id><published>2012-01-08T15:22:00.000-08:00</published><updated>2012-01-08T15:22:51.890-08:00</updated><title type='text'>Identificação é diferenciação, não é imitação.</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;O aluno repetente é o bem sucedido&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nas escolas, o aluno que reproduz, isto é, que repete aquilo que o professor ditou é o aluno bem-sucedido. Aquele que, por incapacidade ou por recusa, não se der bem nesse processo vai se dar mal. O repetente, o repetidos é bem-sucedido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O aluno esperto que não quer se dar mal poderia safar-se dessa situação? Havia um cidadão que sofria de tênia congênita incurável. Era invejado: por mais que se alimentasse, sempre estava magro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Todavia, as lautas refeições começaram a lhe pesar no bolso. Prudente, lançou mão do seguinte estratagema: chegava mais cedo ao restaurante, encomendada um bastantão, preferentemente com restos da comida do dia anterior. Às vezes, encomendava um segundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Depois de bem refestelado, chama o garção e lhe solicita o melhor prato do dia. E assim faz uma segunda, às vezes, terceira refeição num único almoço. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Um dia o garção desejou saber desse cliente diferente o motivo desse procedimento. Nosso cidadão explicou-lhe que, pelo fato de sofrer de uma tênia congênita incurável e precisando manter em dia as economias, pensou que, se queria gozar a vida, tinha primeiro que alimentar a tênia congênita incurável. Por esse motivo, a primeira refeição – podia ser de comida de segunda – era para a tênia congênita incurável. Mas, a refeição do prazer essa seria encomendada depois que a tênia congênita incurável estivesse pacificada e bem alimentada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Bem que diz a sabedoria gauchesca: “Coisas boas nós aprendemos no galpão =[escola]. Mas, as melhores, fora dele.”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primazia da diferenciação: ensaio estético&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-syGZjL4a8HM/Twoi07Hw0BI/AAAAAAAAAKQ/p78n5musyMQ/s1600/diferencia%25C3%25A7%25C3%25A3o+pela+autoimola%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="207" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-syGZjL4a8HM/Twoi07Hw0BI/AAAAAAAAAKQ/p78n5musyMQ/s320/diferencia%25C3%25A7%25C3%25A3o+pela+autoimola%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;A diferenciação identificadora: uma vez por todas as vezes&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2_CNiA72F04/TwojHyUbHqI/AAAAAAAAAKY/cAS_IrUoBFQ/s1600/Protesto+de+tibetano.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-2_CNiA72F04/TwojHyUbHqI/AAAAAAAAAKY/cAS_IrUoBFQ/s1600/Protesto+de+tibetano.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ninguém se queima duas vezes&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If I do not burn&lt;br /&gt;If you do not burn&lt;br /&gt;If we do not burn&lt;br /&gt;How will darkness come to light? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Se eu não me queimo&lt;br /&gt;Se tu não te queimas&lt;br /&gt;Se nós não nos queimamos&lt;br /&gt;Como podem as trevas fazer-se luz?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nazim Hikmet (1901-1963), do poema “Like Kerem”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Naz%C4%B1m_Hikmet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Farid Ud din Attar (1145-1221), do livro “A linguagem dos pássaros”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-j0OO5UiQi6g/TwojsX0SV-I/AAAAAAAAAKg/klRYCrK_OCY/s1600/A+lingaugem+dos+p%25C3%25A1ssaros.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-j0OO5UiQi6g/TwojsX0SV-I/AAAAAAAAAKg/klRYCrK_OCY/s1600/A+lingaugem+dos+p%25C3%25A1ssaros.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“A história das mariposas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa noite, as mariposas se reuniram, atormentadas pelo desejo de se juntarem a vela. Disseram:&lt;br /&gt;“Precisamos mandar alguém a procura de informações sobre o objeto da nossa busca amorosa”.&lt;br /&gt;Em vista disso, uma delas partiu. Chegou a um castelo e, dentro dele, viu a luz de uma vela. Regressou e relatou, segundo a sua compreensão, tudo o que vira. Mas, no entender da sábia mariposa que presidia a reunião, ela não percebera coisa alguma da vela. &lt;br /&gt;Nessas condições, outra mariposa seguiu o caminho do castelo. Tocou a chama com a ponta das asas, mas o calor a fez recuar. Como o seu relatório não fosse mais satisfatório que o da primeira, a terceira mariposa partiu. &lt;br /&gt;Esta, bêbada de amor, atirou-se à chama; estreitou-a com as patas dianteiras e uniu-se alegremente a ela. Abraçou-a toda, e seu corpo ficou vermelho como o fogo. &lt;br /&gt;A mariposa sábia, que observava a cena de longe, ao ver que a chama e a mariposa pareciam uma só, disse: &lt;br /&gt;“Ela aprendeu o que desejava saber; mas só ela compreende, e nada mais se pode dizer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lacan, em S01-01 de 13jan1954: &lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;“Se vocês não vêm para colocar em causa toda a sua atividade, não vejo por questão aqui. Os que não sentiriam o sentido desta tarefa, por que permaneceriam ligados a nós, ao invés de se juntarem a uma forma qualquer de burocracia?” &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-f8gBQKvEH0A/TwokJHMwcwI/AAAAAAAAAKo/1PzEq5zeUfI/s1600/Lacan+queima+charuto+mas+n%25C3%25A3o+se+queima.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="252" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-f8gBQKvEH0A/TwokJHMwcwI/AAAAAAAAAKo/1PzEq5zeUfI/s320/Lacan+queima+charuto+mas+n%25C3%25A3o+se+queima.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O DESEJO ENTRETÉM&amp;nbsp;OS SONHOS. A MORTE&amp;nbsp;FAZ PARTE DO&amp;nbsp;DESPERTAR!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-126609644891444042?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/126609644891444042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/identificacao-e-diferenciacao-nao-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/126609644891444042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/126609644891444042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/identificacao-e-diferenciacao-nao-e.html' title='Identificação é diferenciação, não é imitação.'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-syGZjL4a8HM/Twoi07Hw0BI/AAAAAAAAAKQ/p78n5musyMQ/s72-c/diferencia%25C3%25A7%25C3%25A3o+pela+autoimola%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-421334974306692965</id><published>2012-01-08T14:49:00.000-08:00</published><updated>2012-01-08T14:49:29.885-08:00</updated><title type='text'>As incertezas são coisas da vida; certeza é coisa da morte</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;As incertezas são coisas da vida; a certeza é coisa da morte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tolo é o cidadão que se martiriza com a certeza da morte. As incertezas da vida é que podem produzir tormentos e esperanças.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As incertezas com que temos que viver antes da morte podem tornar injustamente a morte – remédio para todas as incertezas – um acontecimento mais que amedrontador.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Há quem negue a morte, achando que o post-mortem pode ser pior que a vida com todas as incertezas de que é feita. E há quem consiga negar a morte, achando que o post-morte é melhor que a vida em que está vivendo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Para quê negar a morte se já se é capaz de viver a vida com todas as suas incertezas com que ela se nos apresenta? Se o tempo presente é de presente, então saber o que fazer com ele em cada instante é que é sublimação.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Adiantaria ficar de aluguel nos discursos Freud de Lacan, Platão, Aristóteles, Kant, Hegel, Heidegger ou de toda uma procissão para quem o instante não é mais de presente? &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Loucura é cidadania sem discurso, cidadania povoada de imagens fascinantes, mais poderosas que as alucinações dos loucos, mais destrutivas que os delírios dos dementes. Loucura maleva é servir voluntariamente de alimento vivo a vespas que inoculam imperceptivelmente seus germes feitos de imagens na alma cativada pelo gozo das promessas fascinantes, ferrões venenosamente imobilizadores.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Gozo de baratas zumbizadas por vespas equivale a gozo de cidadãos zumbizados e emudecidos por imagens? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=HFXwCTshwNA&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=HFXwCTshwNA&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=DHAqNXhgmiU&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=DHAqNXhgmiU&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-421334974306692965?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/421334974306692965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/as-incertezas-sao-coisas-da-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/421334974306692965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/421334974306692965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/as-incertezas-sao-coisas-da-vida.html' title='As incertezas são coisas da vida; certeza é coisa da morte'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-5784516907267311377</id><published>2012-01-06T16:15:00.000-08:00</published><updated>2012-01-06T16:15:38.785-08:00</updated><title type='text'>Verba volant, scripta manent</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-PwPS5ZRHd2k/TweOilxyt8I/AAAAAAAAAKE/rBVMRYpBG6s/s1600/Escritura+corporal.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="249" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-PwPS5ZRHd2k/TweOilxyt8I/AAAAAAAAAKE/rBVMRYpBG6s/s320/Escritura+corporal.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Verba manent, scripta volant&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As palavras voam; os escritos permanecem. Quem pensa que as palavras são transitórias e passageiras negaria a temporalidade. Quem pensa que os escritos são perenes e permanentes negaria a espacialidade. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As palavras pronunciadas são para sempre: palavra, uma vez palavrada, é palavra para sempre. Fio de bigode não é palavra. Pode ser palavra gestualizada. Os escritos voam nas asas das folhas de papel e nas ondas rapidíssimas das folhas eletrônicas da internete. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Depois que se disse uma fala, essa fala produzida no instante do presente, esse dito se torna passado e, enquanto tal, torna-se inapagável. Todos podemos dizer que a fala que dissemos comporta outros sentidos, atualmente, no presente momento. Isto é, sempre podemos desdizer-nos. Mas, nunca poderemos apagar o que dissemos pela fala. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aquele que fala escreve nas folhas do livro do tempo, que viram irreversivelmente. Uma vez virada a folha do livro do tempo – e isso acontece no mesmo instante em que ela se epifana – nunca mais poderá ser recuperada enquanto tal e, consequentemente, jamais poderá ser deletado aquilo que nela foi e continua escrito.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Perdoar ou perdoar-se pelo que se disse é desmentir ou desmentir-se, jamais apagar ou deletar aquilo que se disse. Perdoar ou perdoar-se é no mínimo desesquecer ou desesquecer-se. Uma vida é um “liber scriptus” (...) “in quo totum continetur”. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Falar com a ponta dos dedos em existência digital é falar? É escrever? É uma e outra coisa? Não é nenhuma das duas? Mas, certamente, certamente é existir digitalmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-5784516907267311377?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/5784516907267311377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/verba-volant-scripta-manent.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/5784516907267311377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/5784516907267311377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/verba-volant-scripta-manent.html' title='Verba volant, scripta manent'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-PwPS5ZRHd2k/TweOilxyt8I/AAAAAAAAAKE/rBVMRYpBG6s/s72-c/Escritura+corporal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-7187531075952191181</id><published>2012-01-06T15:25:00.000-08:00</published><updated>2012-01-06T15:25:32.394-08:00</updated><title type='text'>Escrever para desesquecer, ou epifania do fading</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Saint-Éxuperi, é mais plástico do que Lacan. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;em&gt;“O planeta seguinte era habitado por um bêbado. Esta visita foi muito curta, mas mergulhou o principezinho numa profunda melancolia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Que fazes ai? perguntou ao bêbado, silenciosamente instalado diante de uma coleção de garrafas vazias e uma coleção de garrafas cheias.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Eu bebo, respondeu o bêbado, com ar lúgubre.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Por que é que bebes? perguntou-lhe o principezinho.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Para esquecer, respondeu o beberrão. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Esquecer o quê? indagou o principezinho, que já começava a sentir pena.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Esquecer que eu tenho vergonha, confessou o bêbado, baixando a cabeça.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Vergonha de quê? investigou o principezinho, que desejava socorrê-lo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Vergonha de beber! concluiu o beberrão, encerrando-se definitivamente no seu silêncio.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Lacan, refere-se a situações parecidas, mas, não citaria Saint-Éxupery!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;em&gt;“Vocês conhecem a história do cara encontrado numa ilha deserta para onde ele se retirou para esquecer?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; – Para esquecer o quê?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; – Esqueci.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu digo que a melhor forma de esquecer é desesquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Como se faz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Falando, soltando irreparavelmente franga a um psicanalista lacaniano de verdade. Ou escrever sem ler. Ler somente após a publicação, caso ainda se tenha coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Mas, isso é loucura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Remato: Quem fala para esquecer, desesquece. Quem escreve para esquecer é que consegue escrever como quem fala. E desesquece e se desesquece. Dante inventou um rio de um único leito, com duas correntezas: uma a montante; outra a jusante. Vejam em Purgatorio, Cantos 28-33 in caon0-subscribe@yahoogrupos.com.br &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Escrever para desesquecer ou beber para esquecer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_hE17LO4G6o/TweBpukFtnI/AAAAAAAAAJw/KoEXS92-_ag/s1600/Dante%252C+Purgatorio%252C++Canto+28-33.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="190" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-_hE17LO4G6o/TweBpukFtnI/AAAAAAAAAJw/KoEXS92-_ag/s320/Dante%252C+Purgatorio%252C++Canto+28-33.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Gozação à parte, isso se refere a Purgatório, Canto 33, v. 136-141: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 136 - S’io avessi, lettor, più lungo spazio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Caro leitor, se eu tivesse mais tempo e mais espaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 137 - da scrivere, i’ pur cantere’ in parte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Para escrever, eu cantaria pelo menos, em parte,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 138 - lo dolce ber che mai non m’avrìa sazio;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A doçura daquela bebia que nunca me teria matado a sede,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 139 - ma perché piene son tutte le carte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Porém, todas as laudas que já foram destinadas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 140 - ordite a questa cantica seconda,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Para esse poema do Purgatório já estão todas preenchidas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 141 - non mi lascia più ir lo fren de l’arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E o método e as regras da arte não me deixam mais continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-blP6ACxBKO0/TweCQz2mOvI/AAAAAAAAAJ4/eig51rLv7OU/s1600/Purgatorio%252C+Canto+XXXIII%252C+Matelda%252C+Dante%252C+Rio+Euno%25C3%25A9-Leth%25C3%25A8.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-blP6ACxBKO0/TweCQz2mOvI/AAAAAAAAAJ4/eig51rLv7OU/s320/Purgatorio%252C+Canto+XXXIII%252C+Matelda%252C+Dante%252C+Rio+Euno%25C3%25A9-Leth%25C3%25A8.jpg" width="247" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Purgatório, Cantos XXVIII-XXXIII, Matelda, Dante no Rio Lethè-Eunoé&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Post Scriptum:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Psicopatologia Fundamental:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Mar, pingo de água que não cabe no meu balde!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Dor, pingo de nada que não cabe em minha alma!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Ah! Essas águas salgadas sempre transbordantes,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Que lavam sem levar e matar a sede!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Ainda bem que não passam de um pingo! (Caon/2004)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-7187531075952191181?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/7187531075952191181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/escrever-para-desesquecer-ou-epifania.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/7187531075952191181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/7187531075952191181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/escrever-para-desesquecer-ou-epifania.html' title='Escrever para desesquecer, ou epifania do fading'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-_hE17LO4G6o/TweBpukFtnI/AAAAAAAAAJw/KoEXS92-_ag/s72-c/Dante%252C+Purgatorio%252C++Canto+28-33.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-8851074663479667523</id><published>2012-01-05T03:00:00.000-08:00</published><updated>2012-01-05T03:00:29.763-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As “geórgicas do espírito”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And surely, if the purpose be in good earnest, not to write at leisure that which men may read at leisure, but really to instruct and suborn action and active life, these “Georgics of the mind”, concerning the husbandry and tillage thereof, are no less worthy than the heroical descriptions of virtue, duty, and felicity. (The Advancement of Learning, by Francis Bacon) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, certamente, se o objetivo for realmente sério, isto é, não escrever por escrever para que o leitor leia por ler, mas, escrever para instruir, para provocar atos e vida ativa, essas “geórgicas do espírito”, referentes ao lavradio e cultivo da mente, não serão menos dignas do que as descrições épicas da virtude, do dever e da felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BZJZlu5zXuY/TwV-8xXRQJI/AAAAAAAAAJE/f0agGIfFRsc/s1600/Virg%25C3%25ADlio%252C+Ge%25C3%25B3rgicas%252C+III+1-48.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-BZJZlu5zXuY/TwV-8xXRQJI/AAAAAAAAAJE/f0agGIfFRsc/s1600/Virg%25C3%25ADlio%252C+Ge%25C3%25B3rgicas%252C+III+1-48.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virgílio, Geórgicas, III, 1-48&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Geórgicas”, poema de Virgílio, em quatro livros. Enquanto nome, “Geórgicas” provém das palavras gregas ‘geórgein’, ‘georgus’, cultivar, cultivador, isto é agricultor. A comaparção entre escrevedor e lavrador é muito antiga e frequente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-WTNgjTH6U9k/TwWAhQB-7mI/AAAAAAAAAJQ/irfenhTxu5Y/s1600/Mulher+lavrando+a+terra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="147" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-WTNgjTH6U9k/TwWAhQB-7mI/AAAAAAAAAJQ/irfenhTxu5Y/s200/Mulher+lavrando+a+terra.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Mulher lavrando a terra&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mCEhR1dzh7E/TwWA0oimYPI/AAAAAAAAAJc/d0U55rwX-z4/s1600/Homem+lavrando+a+terra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="152" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-mCEhR1dzh7E/TwWA0oimYPI/AAAAAAAAAJc/d0U55rwX-z4/s200/Homem+lavrando+a+terra.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Homem lavrando a terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bacon, aproveitou a poesia de Virgílio sobre a agricultura para definir a aprendizagem humana como uma geórgica do espírito. A cultura do espírito equivale à cultura da terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cultivo da natureza e o cultivo do espírito formam o homem civilizado. O camponês que não lavra a terra é um servidor do caos. Que é o digitalizador que ara a tela com as dez relhas de suas mãos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra sem pá lavra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relha é pá lavrante,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um coração de dez dedos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É língua sem boca falante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-aJ-zlGJehgA/TwWCk6cwxHI/AAAAAAAAAJo/v5K6BrOzGIs/s1600/Dedos+falantes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-aJ-zlGJehgA/TwWCk6cwxHI/AAAAAAAAAJo/v5K6BrOzGIs/s320/Dedos+falantes.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mãos sem boca falantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-8851074663479667523?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/8851074663479667523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/as-georgicas-do-espirito-por.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8851074663479667523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8851074663479667523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/as-georgicas-do-espirito-por.html' title=''/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-BZJZlu5zXuY/TwV-8xXRQJI/AAAAAAAAAJE/f0agGIfFRsc/s72-c/Virg%25C3%25ADlio%252C+Ge%25C3%25B3rgicas%252C+III+1-48.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-7238464056983338679</id><published>2012-01-04T05:33:00.000-08:00</published><updated>2012-01-04T05:33:02.579-08:00</updated><title type='text'>120104 - Meu texto de um quarto de mil palavras</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;O escrever em estado de aprendência&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou também conhecido por este dizer: “o aprender não precisa de recompensa, pois que ele já é ela”. Durante os anos de ensino e todos os anos de minhas aprendizagens que ainda não se encerraram, sempre fiquei surpreso com as chamadas “aprendizagens hipotecadas”. Com elas, o estudante visa nota, isto é, valor ilusório, conferido pelo professor. Não aprende para a vida: aprende para a escola. O professor se rege pelo princípio: “Ensinei, quero salário!” O estudante rege-se por este outro: “Estudei, quero nota!” O professor é assalariado, isto é, um proletário. O estudante nem é assalariado, é um subprobletário. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A aprendizagem nas criancinhas, desde os primeiros dias de vida, é como a respiração: não para. Frequentemente manifestada em forma de curiosidade é considerada gracinha pelos pais e professores, até mais ou menos o segundo ou terceiro ano de escola primária. Então, o espírito de porco se instala: o aprender passa a ser o cultivo do pedagogicamente correto para alcançar boas notas. Poucos de nós continuamos com a curiosidade da criancinha: aprender por aprender, porque é felicidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrever é atividade aprendente. É praticar. É prática como a respiração. Enquanto aprendência, o escrever não precisa de recompensa, pois que ele já é ela. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O colisteiro hipotecado como aluno de escola de qualquer grau deve se sentir muito infeliz na CCC (Caon Comunidade Cultural) não inexiste espaço para esse baixo subproletário que se não espera por nota, espera por reconhecimento ou leitura de seu texto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-7238464056983338679?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/7238464056983338679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/120104-meu-texto-de-um-quarto-de-mil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/7238464056983338679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/7238464056983338679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/120104-meu-texto-de-um-quarto-de-mil.html' title='120104 - Meu texto de um quarto de mil palavras'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-8260183361402623587</id><published>2012-01-03T05:18:00.000-08:00</published><updated>2012-01-03T05:18:26.636-08:00</updated><title type='text'>Quero meus olhos de volta</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um gênio lhe apareceu e lhe concedeu a graça de realizar três desejos. O primeiro desejo que quis ver efetivado seria o de trocar os próprios olhos pelos olhos da mãe. Depois, pelos do pai. E, finalmente, pelos olhos de alguém que jamais conhecera.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De fato, trocou, primeiramente, os próprios olhos pelos olhos da mãe. Mas, diferentemente do que esperava, nada aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trocou então os olhos dela – agora eram os olhos da mãe – pelos olhos do pai. E novamente nada aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, os olhos dela estavam no rosto da mãe; os da mãe no rosto do pai e os olhos do pai estavam no rosto dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Restava-lhe uma chance. Com quem trocaria ela os olhos paternos? Viu na televisão, a notícia de que uma jovem se lançara do 25º andar de um edifício de 35 andares. A televisão mostrava, amontoado no chão, o corpo dessa jovem. Todavia, os olhos estavam intactos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Correu e chegou em tempo ao lugar onde muitos curiosos se acotovelavam para chegar perto daquele monturo de carne e ossos. Com muito esforço, conseguiu abrir espaço e chegar perto daquelas carnes. Entre puxões e empurrões, não percebera que a bolsa lhe fora afanada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegou perto daquilo que uma vez fora corpo de jovem e no descuido dos guardas que seguravam a corda de isolamento, aproximou-se daqueles dois olhos pedintes. E a mágica funcionou mais uma vez: trocou os olhos paternos pelos olhos da suicida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora sim algo começou a acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-8260183361402623587?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/8260183361402623587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/quero-meus-olhos-de-volta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8260183361402623587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8260183361402623587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/quero-meus-olhos-de-volta.html' title='Quero meus olhos de volta'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-6619610780109197436</id><published>2012-01-02T12:51:00.000-08:00</published><updated>2012-01-02T12:51:05.371-08:00</updated><title type='text'>O que é um colisteiro</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Colisteiro é um amante da escrita e do ato de escrever. Enquanto tal, ele é leitor. A maioria dos leitores são servos: leem sem amor à escrita. Esse leitor é como escriba: amanuense antigo ou taquígrafo moderno. Escreve para ganhar dinheiro ou por ofício. O leitor serviçal lê porque ninguém lhe lê. Uns escrevem sem ser pensadores; outros leem como alto-falantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A empresa do colisteiro para se tornar escrevinhador ou leitor é viável, mas nada fácil. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes da imprensa, os pensadores ditavam aos amanuenses. Poucos praticavam a escritura. Carlos Magno era analfabeto: http://www.confrariadasideias.com.br/Background%20(magno).htm&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois da imprensa pensadores e literatos ainda ditam suas obras a taquígrafos. Dostoievsky casou com a taquigrafa dele. (http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2005/02/o-jogador-de-dostoievskili-bastante.html)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A escrita, expressão do próprio punho, agora é também digital: o triunfo da subjetividade, pessoalidade, diferencialidade. Enquanto ler e escrever não se tornarem derivativos poderosos da pulsão ou do desejo, vão será o esforço do colisteiro em sair da ignorância e do gozo dessa ignorância. A prática da virtude é prática de escrita e de leitura. Mas, não é prática serviçal, feita vez por outra. É prática de vida, incorporada na existência sensual de vivente; na existência cultural de cidadão, como escovar os dentes após as refeições. Ao adormecer, quem se lembra que não escovou os dentes, incontinenti se levanta e vai escovar os dentes. Não dormiria sem escovar os dentes. Dormiria sem ter lido os e-mails, sem ter escrito uma linha, segundo o sábio lema antigo: nulla die sine línea?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-6619610780109197436?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/6619610780109197436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/o-que-e-um-colisteiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/6619610780109197436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/6619610780109197436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/o-que-e-um-colisteiro.html' title='O que é um colisteiro'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-8273862604064780877</id><published>2012-01-02T12:28:00.000-08:00</published><updated>2012-01-02T12:34:36.423-08:00</updated><title type='text'>Três em uma</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Três em uma&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, a abertura do ano foi abertura do mês (01/12) e abertura da semana (01/52). “Apertura Psicoanalítica” é agremiação de psicanalistas argentinos, da qual participa o hermano Alfredo Eidelzstein (http://www.apertura.org.ar/).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abertura, francês “Ouverture”, inglês, “Overture”, inicialmente, era a introdução instrumental a uma peça coral ou dramática. Atualmente é forma de composição musical independente: http://pt.wikipedia.org/wiki/Abertura_(m%C3%BAsica) .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Youtube, há aberturas executadas por excelentes orquestras. Uma abertura célebre é a “Abertura 1812”, por Tchaikovsky. Nela se usam canhões como instrumento musical: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=_tq2kFff-6Q&amp;amp;feature=related&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Ut2uOKGQyRw&amp;amp;feature=related&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=VbxgYlcNxE8&amp;amp;feature=fvsr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abertura de Carmen, por Bizet:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=PQI5LtRtrb0 é bem agitada, mas muito agradável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A de Candide, por Bernstein, ele mesmo conduzindo a orquestra, apresenta muitas variações: http://www.youtube.com/watch?v=422-yb8TXj8&amp;amp;feature=fvwrel &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abertura de “Il turco in Italia”, por Rossini, oferece gostoso solo de trompa: http://www.youtube.com/watch?v=__lfbkzQuWI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trompas? Um concerto de trompas é algo inusitado, mas muito vigoroso e ao mesmo tempo melodioso: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=jnFl1q0IYTA&amp;amp;feature=related &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, nada mais melodioso que uma tuba:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=fYOsNp4O7AU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trompa, tuba ou eufônio lembram a voz baritoníssima do solista de “Cantores de Ébano”, cantando Uirapuru: http://www.youtube.com/watch?v=VEZqe6u4Ycc&amp;amp;feature=fvst&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Uirapuru, uirapuru,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Seresteiro, cantador do meu sertão,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Uirapuru, ô, uirapuru,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Tens no canto as mágoas do meu coração.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;A mata inteira, fica muda ao teu cantar,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Tudo se cala, para ouvir tua canção,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Que vai ao céu, numa sentida melodia,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Vai a Deus, em forma triste de oração.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Se deus ouvisse o que te sai do coração,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Entenderia, que é de dor tua canção,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;E dos seus olhos tanto pranto rolaria,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Que daria pra salvar o meu sertão.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-8273862604064780877?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/8273862604064780877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/tres-em-uma-por-jlcaonterra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8273862604064780877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8273862604064780877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2012/01/tres-em-uma-por-jlcaonterra.html' title='Três em uma'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-6363616198057200176</id><published>2011-12-22T09:24:00.000-08:00</published><updated>2011-12-22T09:24:37.708-08:00</updated><title type='text'>Um conto de Natal sem encantos</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Um conto de Natal sem encantos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Papai Noel despachara-se de todos os compromissos na cidade. Deixara em ultimo lugar a entrega dos presentes às crianças de um casebre humilde sem luz elétrica, sem água encanada, enfim, muito parecido com a estrebaria onde se diz teria nascido Jesus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegado ao casebre, foi convidado a subir na sacadinha a três degraus do chão. De lá viu pela porta que estava aberta um movimento de entra e sai do quarto do casal. Era a parteira e uma ajudante que se revezavam buscando água no balde da cozinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Papai Noel, por ser estranho e homem, não podia entrar no quarto. O pai das crianças disse que a mulher estava dando à luz ao quinto filho. Papai Noel se escusou. É que no saco tinha somente quatro presentes que logo entregou a cada um dos quatro filhos do casebre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de esvaziar o saco, dando um presente a cada uma das quatro crianças, cochichou, meio envergonhado, ao ouvido do dono do casebre, que porventura se chamava José:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Andei tanto e muito depressa debaixo dessa canícula brasileira que até me esqueci de desabotoar esse pesado uniforme de inverno e pior ainda, esqueci de fazer minhas percisões. Agora estou a perigo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O senhor pode se servir aí nesse quartinho lá naquele penico. É que não temos água encanada ainda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No escuro, Papai Noel se livrou da outra bagagem pelos dois orifícios. E se limpou acertadamente apesar de estar no escuro. Mas, ao abrir a porta percebeu que ele fizera algo errado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nervoso, envergonhado, gaguejando, conseguiu responder à pergunta do José:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O senhor não se aliviou das percisões?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se me aliviei? Sim. Mas, no escuro...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Entendi, - disse José – embora quisesse dizer “cheirei”. Mas, não se avexe. Não é a primeira vez que as crianças limpam o chão desse quartinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De fato, as crianças felizes com os presentes, obedeceram imediatamente ao pai. Mas, na pressa de volta o quanto antes aos brinquedos, usaram o saco do Papai Noel, enchendo-o com o que Papai Noel deixara esparramado pelo chão do quartinho. E voltaram a seu divertimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Triste sozinho, sem dizer palavras, Papai Noel, apertou a mão do José, abanou para as crianças e pegou a estrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;José ia entrar, pois ouvira o choro de um recém-nascido. Mas antes de entrar no casebre, olhou para o céu estrelado e silencioso. Depois olhou para a estrada solitária pela qual solitário Papai Noel caminhava, subindo a colina. E não viu outra coisa senão um velho, alquebrado, ridiculamente vestido de uniforme de inverno, sem saco, subindo devagar, cada vez mais devagar até desaparecer na curva da estrada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-6363616198057200176?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/6363616198057200176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/12/um-conto-de-natal-sem-encantos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/6363616198057200176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/6363616198057200176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/12/um-conto-de-natal-sem-encantos.html' title='Um conto de Natal sem encantos'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-7484951078107225436</id><published>2011-12-03T13:21:00.000-08:00</published><updated>2011-12-03T13:21:30.471-08:00</updated><title type='text'>Caminheiros e caminhoneiros de Antônio Prado</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Caminheiros e caminhoneiros de Antônio Prado do Sul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso eu que, até agora, Antônio Prado do Sul, não fez justiça aos caminhoneiros que, com os próprios caminhões e caminhadas, ressuscitaram Antônio Prado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mais sábio dos caminhoneiros antoniopradenses foi aquele que escreveu no pára-choque traseiro do próprio caminhão: “Visite Antônio Prado antes que desapareça!”. Isso foi bem recordado por Terezinha de Oliveira Buchenbuan em http://tede.ucs.br/tde_arquivos/1/TDE-2010-12-23T114102Z-411/Publico/Dissertacao%20Terezinha%20de%20Oliveira%20Buchebuan.pdf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele brado de caminhoneiro encontrou os antoniopradenses espalhados pelo mundo, aqueles cuja infância se iniciara no cristianismo fundamentalista da Idade Média que ainda anima muitos antoniopradenses do Sistema Católico Romano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desses mestres do cristianismo medieval é incontestavelmente Dante de Alighieri que, certamente, ainda hoje, viveria de cristianismo, pois que dele sabe mais do que muito católico clericado, quase nada esclarecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que o Caminhoneiro algum dia – Antônio Prado vai trocar o canhão, essa carcaça caquética e cacaréquica? – vai ser homenageado no lugar dessa insignificância instalada na sala de visita do município. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta-se que nosso Caminhoneiro, em suas viagens dantescas, teria se encontrado com Virgílio e Dante no portal do Inferno, como se lê no Canto 03, do Inferno da CoMMedia, onde estão os dizeres: “Lasciate ogne speranza, voi ch'intrate".” Cf. http://www.italica.rai.it/scheda.php?monografia=dante&amp;amp;scheda=dante_inferno_iii&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não os acompanhou. Voltou. Trouxe a placa do Portal do Inferno. Apagou os malogrados e desesperançados dizeres e escreveu: “Visite Antônio Prado antes que desapareça”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nascidos lá, agora espalhados pelo mundo, como eu, estamos acreditando que é fora de Antônio Prado que lhe vem a salvação. Tenho dito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5v_pz-C04do/TtqStjmaphI/AAAAAAAAAIk/WkIqYNfB5UQ/s1600/Caminhoneiro+de+Ant%25C3%25B4nio+Prado.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" dda="true" height="226" src="http://3.bp.blogspot.com/-5v_pz-C04do/TtqStjmaphI/AAAAAAAAAIk/WkIqYNfB5UQ/s320/Caminhoneiro+de+Ant%25C3%25B4nio+Prado.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-7484951078107225436?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/7484951078107225436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/12/caminheiros-e-caminhoneiros-de-antonio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/7484951078107225436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/7484951078107225436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/12/caminheiros-e-caminhoneiros-de-antonio.html' title='Caminheiros e caminhoneiros de Antônio Prado'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-5v_pz-C04do/TtqStjmaphI/AAAAAAAAAIk/WkIqYNfB5UQ/s72-c/Caminhoneiro+de+Ant%25C3%25B4nio+Prado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-489443303540120044</id><published>2011-11-24T04:40:00.000-08:00</published><updated>2011-11-24T04:56:58.609-08:00</updated><title type='text'>Sein zum Todo (estar à morte, estar à deriva)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="descr"&gt;"&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Sein zum Tod" é expressão heideggeriana validamente traduzida em brasileiro por "estar à morte". É próprio da casca de amendoin lançada ao rio ficar à deriva. Estar à morte e ficar à deriva (morte) é finitude do ser humano. Finitude é corte e castração libertadora, como o corte das pálpebras dos olhos do gatinho quando não abrem: corte que liberta a visão!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sein zum Tod (estar à morte)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jW40v2oSIPc/Ts4_Dr387RI/AAAAAAAAAIY/5vrNei_annw/s1600/%25C3%2580+deriva+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="319" src="http://1.bp.blogspot.com/-jW40v2oSIPc/Ts4_Dr387RI/AAAAAAAAAIY/5vrNei_annw/s320/%25C3%2580+deriva+2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9jaUoizg_2I/Ts4-7eeMdDI/AAAAAAAAAIQ/CBINnYqy8Tk/s1600/Estar+%25C3%25A0+deriva.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-9jaUoizg_2I/Ts4-7eeMdDI/AAAAAAAAAIQ/CBINnYqy8Tk/s320/Estar+%25C3%25A0+deriva.jpg" width="250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrindo a palestra de Julian Marías, descubro que não sou único a explorar o idioma, que sempre deve ser expremido até estertorar e gotejar o que conserva nos arcanos. Em O pensamento heideggeriano da finitude e a desterritorialização do feudo metafísico, Stein é explicito como Marías quanto à expressão “sein zum Tod”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa expressão é traduzida invariavelmente por "ser para a morte". Diferentemente do alemão, no espanhol e português temos o verbo “estar”. O alemão não diz "estar" porque não têm esse verbo". Anexo depois de minhas 250 palavras passagens do texto e endereço do saite da conferência de Marias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos só vêem em melancolia o existir psicopatológico, sem ver a contribuição das pesquisas filosóficas. Mas, há que se posicionar diante das pesquisas filosófica e clínico-psicopatológica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abordagem médica, parecendo exclusiva, se ocupa preponderantemente com o SINTOMA do sujeito. O médico é também doutor (douto), pelo menos debaixo do jaleco. Quando emprega um tempinho nas curtas sessões a que é submetido pelo ainda pouco humanitário sistema de nossa saúde publica, ele pode ouvir também o SUJEITO do sintoma e não apenas ficar auscultando e apalpando, quando de fato ausculta e apalpa. O isolamento da abordagem clínico-psicopatológica de filosófica deve desaparecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queira ou não, o médico é um douto na arte da medicina e na arte de viver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, mutatis mutandis, o que fazemos os psi? Por quê outros motivos, nos atemos exclusivamente ao SINTOMA do sujeito e não ao SUJEITO do sintoma? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JULIAN MARÍAS: Mas, claro, ser é ser ou estar. Os livros de gramática - em geral - dizem que "ser" é o essencial, o fundamental, o permanente, enquanto que "estar" é o passageiro, o transitório, ou que se trata de um estado momentâneo... Eu me pergunto se quando rezamos o Pai Nosso e dizemos: "Pai nosso, que estás no céu...", queremos dizer que está lá passando as férias? Parece-me que não, se há algo permanente é justamente esse estar no céu. Como podem ver, "estar" tem um sentido radical, real, muito real. Eu tenho feito uma observação empírica, sem maior importância, mas que é bastante iluminadora: quando se diz a uma mulher que ela é muito bonita, ela agradece, mas agradecerá mais ainda se lhe disserem que “está muito bonita”: ao lhe dizer que “é muito bonita”, elogia-se a sua beleza, a sua qualidade estética; mas quando se diz a uma mulher "você está muito bonita", isso significa que "estou me deparando com o fato de que você é realmente muito bonita", o qual é algo concreto, real, eficaz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a preposição zu não quer dizer "para", mas "a". Isto é, a expressão "sein zum Tod", poderia ser traduzida por "estar à morte (estar a la muerte)". Qual é a condição dos homens - e das mulheres, evidentemente - não somente quando nos atropela um caminhão ou quando temos pneumonia dupla? O homem está à morte sempre, está na possibilidade de morrer, está em potência próxima de morrer, está exposto à morte: e é isso justamente o que quer dizer "sein zum Tod", estar aberto à morte, estar nessa possibilidade próxima, real, eficaz. Quero dizer portanto que a tradução, que me parece incorreta, de "sein zum Tod" como "ser para a morte" deve-se não tanto a que o tradutor não saiba bem o alemão, mas que não sabe bem espanhol: o que é muito mais grave. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.hottopos.com/harvard4/jmshdg.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-489443303540120044?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/489443303540120044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/11/sein-zum-todo-estar-morte-estar-deriva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/489443303540120044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/489443303540120044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/11/sein-zum-todo-estar-morte-estar-deriva.html' title='Sein zum Todo (estar à morte, estar à deriva)'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jW40v2oSIPc/Ts4_Dr387RI/AAAAAAAAAIY/5vrNei_annw/s72-c/%25C3%2580+deriva+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-2881134694627151879</id><published>2011-11-21T13:52:00.000-08:00</published><updated>2011-11-21T13:52:47.439-08:00</updated><title type='text'>Identidade entre ser, verdade ôntica e verdade ontológica, ou congelamento da geometria euclidiana</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Identidde entre ser, verdade ôntica e ontológica: congelamento da geometria euclidiana.Texto de apoio à discussão sobre finitude na "Melancolia", por Stein. De hoje, 21 de setembro até 27 de novembro, será proposta uma das oito secções que compõem o ensaio de BACCA. Além de ser enviado, anexado a e-mail, será também lançado em ARQUIVOS, na CCC CAON COMUNIDADE CULTURAL. Aguardo suas observações e perguntas. Está recheado de observações minhas redigidas entre os sinais =[ ] Att. jlcaon&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;SECÇÃO 01: ÉPOCA DE LA TRIPLE IDENTIDAD O UNICIDAD ENTRE SER. VERDAD ÓNTICA Y VERDAD ONTOLÓGICA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Pues bien: CUATRO han sido, para reducirlas a un mínimo, las actitudes que a lo largo de la historia de la ciencia occi[10]dental ha tomado la inteligencia frente a las proposiciones científicas, y en general, frente a toda afirmación con pre¬tensiones de verdad.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;PRIMERA: ÉPOCA DE ENTREGA TOTAL A LA VERDAD, SUPONIÉNDOLA UNITARIA. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;La verdad, en cada orden de cosas, no puede ser sino una, y la función intelectual consiste en hacerse de alguna manera y lo más posible tal verdad. Es la fórmula aristoté¬lica de que el alma es de alguna manera todas las cosas; es decir, que, sobre todo en el conocimiento, el plan vital de la mente consiste en llegar a "ser" su objeto, en una IDENTIFICACIÓN con él, identificación que se dirá pertenecer al orden intencional-real y no al real físico pura y simplemente. En esta actitud el centro del conocimiento se halla en los objetos, y el ser y las maneras de ser se supone son "de" ellos, algo que no ponemos al conocer sino que lo suponemos para conocer. Desde nuestro punto de vista actual de vi¬sión y de vivencia del fenómeno del conocer, esta manera de sentir el conocimiento nos parece ya ENTREGA y RESIG-NACIÓN a los objetos, actitud de exteriorización de la vida, de vacío interno, de ausencia de intimidad. La verdad en cada orden de cosas – figuras, números, esencias de cosas reales... - puede SER UNA, porque la verdad es propiedad del ser, y el ser de cada cosa es UNO, y el conocer es un iden¬tificarse con ese UNITARIO ser de las cosas, cuando tal ser nos está patente o manifiesto. Aplicando todo esto al presente orden de cosas - las figuras, resultará que la UNICIDAD de la geometría euclidea, su convicción de que el sistema de ver¬dades geométricas sólo puede ser de UNA manera se apoya en los siguientes postulados generales del orden del cono[11]cimiento en cuanto tal: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;.a) las cosas o seres geométricos, - diversas figuras y sus propiedades - sólo pueden ser la que son de una manera, ni más ni menos; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;.b) el modo como las cosas geométricas pueden descu¬brirse o manifestar sus propiedades, - la manera como la circunferencia muestra al descubierto que es curva cerrada, el modo como la elipse muestra que tiene dos focos, la manera como el triángulo deja ver que tiene tres ángulos cuya suma total es de dos rectos... - es también UNITARIA; y esta en doble sentido, primero: las cosas geométricas TIENEN QUE manifestar lo que son, sus propiedades, de modo que la circunferencia tiene que ostentar sin remedio ni ocultación posible que es cerrada y con un centro, y la elipse tiene que dejar ver, sin robo posible, que posee dos focos...; segundo: no sólo las cosas geométricas, y todas las demás, tienen que manifestar y estar haciendo patente la que son, sino que no pueden cambiar el TIPO DE MANIFESTACIÓN, cual ciertos cuerpos que pueden cristalizar en diversos sistemas - o con un ejemplo más vulgar, como el agua que tiene que tener un estado u otro, pero PUEDE ESTAR EN DIVERSOS - en sólido, líquido o gaseoso-. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;La unicidad de las cosas geométricas es tal en la geo-metría griega y clásica que las cosas GEOMÉTRICAS TIENEN QUE MANIFESTAR o estar haciendo patente lo que son, y ade¬más sólo PUEDEN ESTAR EM UN ESTADO geométrico: su verdad es unitaria, su tipo de manifestación es único.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A unidad en el tipo de ser, unidad en el tipo de verdad entitativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;En el orden físico, las cosas pueden estar en general en [12] diversos estados, siendo su SÉR el mismo; y esta unicidad en el SÉR y variedad en los ESTADOS hace posible ese tipo de cambios físicos que es real sin llegar a creación o ani¬quilación. De ahí que para el físico griego la verdad sobre lo físico se resienta de ese grado de indeterminación que afecta al SÉR mismo por poder cambiar de estado a estado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Las verdades geométricas, por el contrario, son unitarias pues el ser de los objetos geométricos no puede estar en diversos estados, y de consiguiente la manera como ostenta y manifiesta lo que es su verdad, es también necesariamente unitaria. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;@Para el geómetra c1ásico no hubieran tenido sentido alguno frases y procedimientos como los modernos de "TRANSFORMACIONES".- métricas generales y topológicas -, por las que se DEFORMAN las figuras; la única transformación permitida era la del grupo de TRASLACIONES LINEALES, pues tenían la idea de que el movimiento puro y simple, unifor¬me y rectilíneo, no alteraba las propiedades, ni las físicas ni las geométricas, y no altera las geométricas porque ni siquiera altera las físicas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Pero todas estas consecuencias, que tanto restringen el contenido y los métodos de la geometría griega, eran a su vez la consecuencia de un prejuicio acerca de la verdad de las cosas: QUE LAS COSAS SÓLO PUEDEN SER DE UNA MANERA Y QUE DE SÓLO UNA MANERA PUEDEN OSTENTAR LO QUE SON. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;UNICIDAD DEL SÉR Y DE LA VERDADE DEL SÉR. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;c) El modo como las cosas se hacen patentes o mani-fiestan al conocimiento, sobre todo al inteligible, es tam-bién UNITARIA; el sér sólo puede ser de una manera lo que [13] es, el sér sólo puede ostentar de una manera lo que es (VERDAD ÓNTICA), y el sér sólo puede mostrar lo que es al entendimiento y mostrárselo de una sola manera (VERDAD ONTOLÓGICA CLÁSICA).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;ESTA TRIPLE UNICIDAD: DEL SÉR, DE LA VERDAD ÓNTICA Y DE LA VERDAD ONTOLÓGICA CARACTERIZA AL TIPO MENTAL QUE CONSTRUYÓ LA GEOMETRIA GRIEGA. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Y se refuerza esta unicidad por el modo como el grie¬go notaba por dentro el conocer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Aristóteles, en frase ya clásica, dirá que el entendimiento es cual tablero escolar en que nada hay naturalmente escrito, en que todo lo escrito se puede borrar, en que lo escrito no transforma realmente el tablero, no es propiedad real de él, sino tan sólo transitoria y superficial afección o pasión. Esta falta de espontaneidad creadora mental, de pa¬sividad receptora pura, - tanta que según él el entendimien¬to activo no era propio de ningún hombre individual, sino algo separado, como la luz que a todo vuelve visible, mas que no es de cosa alguna concreta - es otro motivo transcendental de que proviene la UNICIDAD de la geometría, el hecho de que el griego no encontrase sino una sola, y fuese vitalmente incapaz de hallar más de una. Que en efecto, si el entendimiento de cada hombre se siente pasivo frente al sér y a la verdad de las cosas, y éstas no le presentan sino un solo tipo de verdad óntica, es decir: sólo se le manifies¬tan de sí de una sola manera, el entendimiento no podrá ver sino una sola y al formularla, sólo nos dará un sistema de proposiciones básicas o axiomas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;El procedimiento de CONSTGRUCCIÓN en geometría griega, como veremos, es tan limitado que reduce su ACCIÓN a re[14]producir las mismas cosas que directamente están dadas a la intuición contemplativa de los objetos,- construir rectas iguales a otras dadas, construir figuras, ángulos iguales a otros dados... -; y así la recta y el círculo, la regla y el com¬pás fueron sus naturales instrumentos para las construc¬ciones geométricas, mejor, para la servil copia de lo real dado inmediatamente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Mientras en la historia de la vida intelectual humana se note el conocer como PASIÓN o RECEPCIÓN,- y se sosten¬ga, fundándose en esta sensación radical interna, que "EL ENTENDIMIENTO ES PASIVO" - la geometría de tales épocas históricas será única.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Así sucede hasta que con el racionalismo subjetivista, - Descartes, Leibniz... -. se crea un ambiente mental nuevo que nota ya el conocer como ACCIÓN, que identifica el entendimiento agente o activo con el alma misma (Descartes), que elimina totalmente del orden intelectual la pasividad esencial al entendimiento pasivo, que era para la filosofía anterior, griega y escolástico-tomista, la esencia misma del entendimiento. Y en efecto: cuando el racionalismo subjetivista de los siglos XVII. XVIII hubo creado el ambiente de acción y espontaneidad intelectual, en el que el entendi¬miento podía él descubrir, así en activo, las cosas y darles él otra nueva manera de manifestarle lo que son, surgió poco a poco la nueva geometría, la de Gauss, Lobatscheswky, no cual crítica de la euclídea, ni tampoco como intentos de demostrar dentro de la geometría euclídea lo que a matemáticos de mente euclídea fundamentalmente les pa¬recía aún no bien demostrado, sino como intento de discu¬tir esa exigencia básica de ser la única geometría posible racionalmente. [15]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Ya decía sutílmente Áristóteles que no se puede desa¬tar al que no cae en cuenta que está atado y al que no puede hacerse caer en cuenta de que lo está. Hasta el racionalismo subjetivista no cayó en cuenta el hombre occi¬dental de que la geometría euc1ídea, por sus pretensiones luminosas de ser la única posible, constituía una atadura para el entendimiento, para la actividad mental. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Y el hombre occidental de esta época notó, al preten-der evadirse de esa cárcel euclídea, que la geometría misma tenía o había dejado un cabo suelto: LA INDEMONSTRABILIDADE DEL AXIOMA DE LAS PARALELAS, indemostrabilidad que los geómetras de los siglos anteriores habían considerado como un DEFECTO CIENTÍFICO, cuando era precisamente EL PUNTO DE ESCAPE PARA LA LIBERTAD MENTAL, para la espon¬taneidad de la vida intelectual. =[Igualmente, tomar o ato falho como uma novidade e potência e não como um defeito!] De modo que todos los intentos para DEMONSTRAR este postulado, hechos en los si¬glos anteriores, tenían en rigor el sentido de ENCERRARSE más y más y perfectamente en la cárcel euclídea, de cerrar esa escapatoria científica que la estructura de las cosas ha¬bía dejado, no para que el entendimiento de tipo esc1avo y pasivo, - griego y escolástico-, la taponase, sino para que pudiera evadirse por él del dominio de las cosas geomé¬tricas, dejando al entendimiento dueño de sí, de sus actos, de su espontaneidad. Por el contrario: desde Lobatschewsky no se pretende demostrar, fuera de algunos esclavos men¬tales que quedan por ahí cual bichos raros y retrasados espirituales, el postulado de las paralelas, sino al revés MOSTRAR QUE NO SE PUEDE DEMOSTRAR, pues a dejar así abierta e inconclusa, al parecer, la geometría. se la deja propiamente en potencia para que sea múltiple, para que haya haya [16] muchas, y pueda el hombre decidir, espontánea, activamen¬te, la que quiera construir. De esta manera se consigue la riqueza en geometrías y la libertad mental. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Entre la manera como Saccheri o Lambert entienden y sienten por dentro el problema de demostrar el axioma de las paralelas y tratar los postulados geométricos y el mo¬do como ha notado Hilbert estos mismos problemas hay la misma distancia que entre un esc1avo mental y un libre. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;UNIDAD DEL SÉR, - de la manera como cada cosa es sér -, UNICIDAD DE LA VERDAD ÓNTICA, - de la manera como cada cosa descubre y está poniendo al descubierto lo que es -, y UNICIDADE DE LA VERDADE ONTOLÓGICA, - pasividad del entendimiento, incapaz de hacer que las cosas se le descu-bran a él de una manera original, propia para el entendimiento -, son los postulados implícitos que rigen la historia de la geometría desde los griegos hasta la fundación de las geometrías no euc1ídeas por Lobatschwesky, Bolilla, Gauss... Y los intentos de demostrar el postulado V, (hasta el advenimiento del subjetivismo racionalista,) poseen un sen¬tido vital inverso al moderno: ganas de esclavizarse dentro de un sistema perfectamente cerrado, frente a planes de liberación del dominio monopolizador de una sola verdad. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Designemos brevemente esta época mental por "época de la unicidad del sér, verdad óntica y verdad ónto¬lógica". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Época de las tres unicidades. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;De esta triple unicidad se siguen algunas consecuen-cias que permiten explicar vitalmente ciertos hechos científicamente inexplicables en la historia de la geome[17]tría, - que es a la que preferentemente nos circunscribimos, a pesar de que las consideraciones anteriores resultan vá¬lidas para la historia de todas las ciencias y de la filosofía inclusive. De todo ello hablaremos cuando en el párrafo siguiente hagamos detenida aplicación de estas ideas a la geometría euclídea. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-2881134694627151879?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/2881134694627151879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/11/identidade-entre-ser-verdade-ontica-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/2881134694627151879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/2881134694627151879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/11/identidade-entre-ser-verdade-ontica-e.html' title='Identidade entre ser, verdade ôntica e verdade ontológica, ou congelamento da geometria euclidiana'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-4711773651845621719</id><published>2011-11-20T09:23:00.000-08:00</published><updated>2011-11-20T09:23:38.023-08:00</updated><title type='text'>A finitude discutida por Stein e por Bacca...</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Texto de apoio à discussão sobre finitude na "Melancolia", por Stein. De hoje, 20 de setembro até 27 de novembro, será proposta uma das oito secções que compõem o ensaio de BACCA. Além de ser enviado, anexado a e-mail, será também lançado em ARQUIVOS, na CCC CAON COMUNIDADE CULTURAL. Aguardo suas observações e perguntas. Att. jlcaon&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Texto de apoio à discussão sobre finitude na "Melancolia", por Stein. De hoje, 20 de setembro até 27 de novembro, será proposta uma das oito secções que compõem o ensaio de BACCA. Além de ser enviado, anexado a e-mail, será também lançado em ARQUIVOS, na CCC CAON COMUNIDADE CULTURAL. Aguardo suas observações e perguntas. Att. jlcaon&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ENSAIOS SOBRE GEOMETRIA EUCLIDIANA,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;GEOMETRIA ANALÍTICA E GEOMETRIAS MODERNAS (TOPOLOGIA, ETC.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;INDICE GERAL:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Notícia sobre esse autor: http://es.wikipedia.org/wiki/Juan_David_Garc%C3%ADa_Bacca&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PRIMEIRO ENSAIO: INTRODUCCIÓN FILOSÓFICA A LOS ELEMENTOS DE GEOMETRÍA DE EUCLIDES - Por Juan David García BACCA&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PARTE PRIMERA: SIGNIFICADO DE LA AXIOMÁTICA PARA LA VIDA INTELECTUAL. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SECÇÃO 00: INTRODUÇÃO ÀS OITO SECCÕES.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SECÇÃO 01: Época de la triple identidad o unicidad entre ser. verdad óntica y verdad ontológica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SECÇÃO 02: Sistema de la doble identidad o unicidad entre ser y verdad óntica. Separación &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;de la verdad ontológica. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SECÇÃO 03: Sistema de la triple separación entre ser. verdad óntica y verdad ontológica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SECÇÃO 04: Sistema de subordinación entre verdad óntica y verdad ontológica. con separa ción de la cosa en si. Geometría transcendental. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PARTE SEGUNDA: EL MUNDO EUCLIDEO. SU FIGURA FRENTE AL UNIVERSO DE LAS COSAS GEOMÉTRICAS. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SECÇÃO 01: De cosas geométricas a objetos geométricos euclideos. Postulado helénico básico: delimitación y finitud.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SECÇÃO 02: La significación euclidea de Postulado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SECÇÃO 03: La significación de las nociones comunes en Euclides. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SEGUNDO ENSAIO: FUNDAMENTOS DE LA GEOMETRIA - Por el Dr. Davidd HILBERT. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;NOTA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;FÓRMULAS LÓGICAS.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;REGALS DE DEDUCCIÓN LÓGICA. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ADVERTENCIAS TÉCNICAS PARA LAS DEMONSTRACIONES.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;TERCEIRO ENSAIO: ELEMENTOS DE GEOMETRÍA DE EDUCLIDES – Por Euclides.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SIGLAS.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;DEFINICIONES.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;POSTULADOS.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;NOCIONES COMUNES.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;TEOREMAS: LIBRO PRIMERO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;DEFINICIONES: LIBRO SEGUNDO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;TEOREMAS: LIBRO SEGUNDO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;NOTAS.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;INTRODUCCIÓN FILOSÓFICA A LOS ELEMENTOS DE GEOMETRÍA DE EUCLIDES - POR Juan David García BACCA&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PARTE PRIMERA: SIGNIFICADO DE LA AXIOMÁTICA PARA LA VIDA INTELECTUAL. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SECÇÃO 00: INTRODUÇÃO ÀS OITO SECCÕES.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;\01/ Las discusiones sobre el valor, significado y alcance ideológico de los diversos sistemas de Axiomas en geome¬tría y análisis sobre todo, han oscilado y oscilan aún, entre dos posiciones extremas: una interpretación pragmática o positivista - el convencionalismo puro y simple - y una interpretación idealista. =[BACCA se refere às exposições convencionais, canônicas ou catequéticas, escolares dos livros didáticos. Ele oferece uma exposição construtivista e subjetiva para todas as geometrias.]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;\02/ Dado un sistema de axiomas que cumpla las condiciones de no contradicción e independencia pueden, al arbi¬trio construirse tantos modelos de ciencias cuantas sean las combinaciones que se puedan hacer con los axiomas, tomando unos, dejando otros, dando a unos forma negativa, a otros positiva, puesto que la propiedad de "independen¬cia" entre ellos permite 1) o dejar uno o varios sin que se resienta de contradicción alguna el nuevo sistema reducido, 2) o dar a uno o algunos la forma negativa, sin que tal forma en unos traiga consigo, al unirlos con otros, una contra¬dicción de tipo "A y no A", puesto que son indepen[09]dientes entre si. =[Uma combinação de axiomas que pertencem a um conjunto dado não é única, mas pode haver mais do que uma. Todavia, há que manter eles, os axiomas, nessa nova combinação, as condições de NÃO CONTRADIÇÃO e de INDEPENDÊNCIA. A axiomática lacaniana –como sobejamente já foi exposto por Alfredo Edelszetin, passa por esse teste e se garante na independência em relação à axiomática freudiana.]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;\03/ El primer caso histórico anda ya por las historias de la ciencia como caso de escarmiento contra los apriorismos y contra las prohibiciones apresuradas: el de las paralelas. =[Trata-se do Postulado 05, por Euclides, que, no presente, ficou demonstrado que não goza da condição de demonstrabilidade. Esse cochilo euclidiano, tipo ato falho, permitiu o advento de outros sistemas de geometria diferentes do sistema de Euclides]. Se pueden construir geometrías perfectamente coherentes tanto que se admita 1) que respecto de una linea en un plano no cabe sino una paralela, 2) como que se admita no caber ninguna o 3) que pueda darse más de una. Los nombres de Euclides, Lobatschewski y Riemann van unidos a este des¬cubrimiento ideológico, desconcertante aún para los de¬fensores de la unicidad de la Verdad en cada orden de objetos. =[Sabemos, hoje, que o “problema das paralelas euclidianas” foi historicamente o pivô de toda uma revolução nas pesquisas conceptuais do espaço.]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pero las interpretaciones filosóficas que de este hecho científico se han dado por filósofos y por matemáticos se resintieron de la limitación de sus puntos de vista filosófi-cos, que, por más que se atribuya a la filosofía eso de ser el más universal punto de vista posible al entendimiento hu¬mano, con todo la verdad es que la amplitud y horizonte de la mirada filosófica están condicionados, en el mejor de los casos, por el horizonte que el tipo de mentalidad y la época histórica abran al entendimiento. [Se o leitor não concordar com essa noção de que a filosofía é o mais universal ponto de vista possível da razão humana, então debe parar por aqui. É claro que as concepções filosóficas epocais lidam diferentemente com a filosofía: todavía, a filosofía enquanto tal é filosofía pura e simplesmente filosofía.] La amplitud del ángulo de visión intelectual es una función del tiempo his¬tórico =[Zeitgeist de cada época]. del calendario de fechas que fijan la evolución de la vida humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-4711773651845621719?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/4711773651845621719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/11/finitude-discutida-por-stein-e-por.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/4711773651845621719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/4711773651845621719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/11/finitude-discutida-por-stein-e-por.html' title='A finitude discutida por Stein e por Bacca...'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-1895518973425340965</id><published>2011-11-19T13:26:00.000-08:00</published><updated>2011-11-19T13:26:55.569-08:00</updated><title type='text'>El vin del Caon que cura qualquer caonite (em um quarto de mil palavras, como aconselha Carlos Fernando Karnas)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;El vin del Caon cura de qualquer caonite&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sufixo –ite, de origen grega, significa inflamação: bronquite, apendicite, gastrite, caonite. Caonite, inflamação mental, é doença, “malatia” como se diz em vêneto, que não se encontra na lista das doenças médicas. Caonite não passa de uma inflamação mental. Os que dela padecem ou padeceram referem ardências no rosto e especialmente nos olhos; fisgadas relampejantes no interior do crânio; tremuras generalizadas, calorões, etc. Esse mal-estar nunca vem acompanhado de febre, às vezes, sim, de palpitações e nó no gogó. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheci os primeiros portadores desse mal: eram colegas de escola. Depois, houve outros na Universidade e também ainda os há no campo profissional. Porém, nunca me dera conta que até gente Caon veio a padecer e alguns ainda padecem de caonite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns desses pacientes relatam que caonite é como lepra. Uma vez contaminado, o sujeito não se livra tão facilmente. Há pacientes, inclusive da gente Caon, que acham que fui eu que passei a caonite, essa lepra terrivelmente incapacitadora, mutilante e limitadora. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia, o Estafermo, meu amigo filosofante, me esclareceu sobre esse embroglio e mal-entendido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perguntou-me: “Será que alguém transmite lepra sem ser leproso?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respondi: “Certamente que não.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estafermo: “Você já sofreu ou está sofrendo de caonite”?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respondi-lhe: “Nunca sofri. Nem de joselite nem de luizite.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, Estafermo, meu alter ego filosofante, me ponderou: “É impossível que alguém transmita lepra se não for leproso. Caonite é mal que se contrai por si mesmo. Não dá febre. Conheço alguns doentes de caonite que se trataram e ficaram bem. Mas, não digo o nome.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu curioso: “Mas, como é que conseguiram? Com que remédio eles se curaram?” &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estafermo: “Com el vin del Caon”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cá comigo com meus botões e borbotões: “Deve ser por isso que eu nunca contraí a caonite, pois sempre tomo umas boas taças do el vin del Caon.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-U2DzkwZr4Cs/Tsgemd_y6XI/AAAAAAAAAH8/5_k7E3diPz4/s1600/Estafermo+em+preto+e+branco.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="258" src="http://2.bp.blogspot.com/-U2DzkwZr4Cs/Tsgemd_y6XI/AAAAAAAAAH8/5_k7E3diPz4/s320/Estafermo+em+preto+e+branco.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dpGeER1xc2w/Tsgew4G_qXI/AAAAAAAAAIE/R3kzHuY8Eso/s1600/Estafermo+filosofante+e+espanta+corvos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/-dpGeER1xc2w/Tsgew4G_qXI/AAAAAAAAAIE/R3kzHuY8Eso/s640/Estafermo+filosofante+e+espanta+corvos.jpg" width="426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-1895518973425340965?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/1895518973425340965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/11/el-vin-del-caon-que-cura-qualquer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/1895518973425340965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/1895518973425340965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/11/el-vin-del-caon-que-cura-qualquer.html' title='El vin del Caon que cura qualquer caonite (em um quarto de mil palavras, como aconselha Carlos Fernando Karnas)'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-U2DzkwZr4Cs/Tsgemd_y6XI/AAAAAAAAAH8/5_k7E3diPz4/s72-c/Estafermo+em+preto+e+branco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-5699720284969994068</id><published>2011-11-12T06:23:00.000-08:00</published><updated>2011-11-12T06:23:37.083-08:00</updated><title type='text'>Comentáios de Carlos Karnas</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Caon. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Identifiquei iniciativa tua com referência ao meu livro "Um Quarto de Mil". Fui ao teu blog conferir. Alegrou-me. Tentei postar comentário e não consegui. Vale somente para os participantes. As minhas palavras foram estas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sou surpreendido por esta postagem, pois nela há a indicação do meu livro "Um Quarto de Mil". Trata-se de generosidade do Caon. Há mais de um quarto de século eu e ele não nos olhamos nos olhos, não praticamos a fala direta, não nos escutamos e não nos afagamos num aperto de mãos ou abraço. Nossa prática dos sentidos é distante, um com o outro; a dos sentimentos provavelmente não. Caon, ao propor à sua comunidade o exercício que pratiquei -- dos textos de exatas 250 palavras -- sugere algo instigante, de síntese, mas que dá margem para o pensamento, para a locução e interlocução, para o discorrimento completo ou incompleto e muito provavelmente questionador. A pontuação e o corte. Fica naquele espírito do meu livro: quero que o leia, ele o fará pensar. Caon sugere neste blog o texto, a escrita e o pensar para dizer. Parece-me. E ele ao pontuar a sua proposta, espelhada num ato de criação meu concluído em livro, me massageia e me satisfaz. Obrigado. Há exato um ano (12/11/2010) estava em Porto Alegre lançando e autografando o "Um quarto de Mil" na Feira do Livro. A confraria reunida à minha volta foi alegre, providencial nas falas e escutas, recheadas de afagos e saudades que me emocionaram. Surpreendo-me agora com esta proposta do Caon. Quem a abraçar, exercitará o imponderável. Carlos Karnas - Vale do Paraíba - SP &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Fernando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----Mensagem Original----- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De: Alertas do Google &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para: carlos.karnas@gmail.com &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enviada em: sábado, 12 de novembro de 2011 09:14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assunto: Alerta do Google - "Um Quarto de Mil"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-5699720284969994068?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/5699720284969994068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/11/comentaios-de-carlos-karnas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/5699720284969994068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/5699720284969994068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/11/comentaios-de-carlos-karnas.html' title='Comentáios de Carlos Karnas'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-4775052051294762546</id><published>2011-11-11T17:31:00.000-08:00</published><updated>2011-11-11T17:31:34.592-08:00</updated><title type='text'>Interlocuções por e-mail inscreva-se caon-subscribe@yahoogrupos.com.br</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;PEQUENO ENSAIO QUE CABE NUM QUARTO DE MIL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;jlcaon@terra.com.br &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://jlcaontextos.blogspot.com/?zx=ee8ec9a5c19d62df&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro “Um quarto de mil”, por Karnas, contém textos com 250 palavras. Os textos que proponho são ensaios pequenos. Não precisa alcançar 250 palavras. Devem ser lançados a público mesmo com somente uma única proposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma conversação só pode ser dialogada. O diálogo aristotélico propõe que, a uma proposição, o interlocutor responda com refutação drástica e radical. Seja a proposição: “Lula deve tratar o câncer no SUS”. A réplica mais drástica e radical seria: “Lula não deve tratar o câncer no SUS”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, eu oponho o seguinte: “Lula pode tratar o câncer no SUS”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que Lula, ex-presidente, pode tratar o câncer noutro hospital e que somente um ressentido utilizaria um argumento que caberia à classe pobre brasileira que somente nesses últimos anos tem acesso ao SUS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula honra a medicina brasileira não se tratando em Cuba, Estados Unidos ou Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto direita ressentida padecemos do mal conhecido como ignorância crassa, também chamado de idiotice. Essa direita crassamente ignorante e cancerosa em sua dignidade não encontraria nem no SUS tratamento para esse mal de que padece...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, tratar-se no SUS não é para quem quer, é para quem pode. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula pode se tratar no SUS e pode se tratar num bom hospital do Brasil e não em Cuba, Estados Unidos ou Europa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma direita crassamente ignorante pode se tratar no hospital onde Lula se trata? Não quero passar de 250 palavras. E aqui paro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-4775052051294762546?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/4775052051294762546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/11/interlocucoes-por-e-mail-inscreva-se.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/4775052051294762546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/4775052051294762546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/11/interlocucoes-por-e-mail-inscreva-se.html' title='Interlocuções por e-mail inscreva-se caon-subscribe@yahoogrupos.com.br'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-4038352964621974349</id><published>2011-11-11T16:32:00.000-08:00</published><updated>2011-11-11T16:32:49.180-08:00</updated><title type='text'>Um texto em construção</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;OS CORPOS: &lt;span style="font-size: x-small;"&gt;SEUS TOQUES, GESTOS, MARCAÇÕES, FALAS,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: x-small;"&gt;ESCRITURAS AFONÉTICAS E SUA PODEROSA ESCRITURA FONETIZADA&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O corpo goza da capacidade de tocar o corpo pelo qual é tocado. Essa capacidade é também conhecida como comunicação pele a pele. A lista das variantes dessa capacidade continua aberta e ilimitada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O corpo goza também da capaciade da gestualização que, como o rubor, comunica algo para alguém, ou que, como o aceno, transmite também algo a alguém. Entendo que a gestualização pode ser tanto uma mudança na pele ou um movimento dos membros do corpo, dos olhos, da boca, etc. Qualquer gestualizçao de nada serve no escuro. Todavia, se os odores e ruídos de um corpo forem considerados um tipo especial de gestualização, então essa capacidade não fica anulada no escuro e apesar do escuro continuará a ser percebida por outro corpo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O corpo deixa marcas no ambiente, que são como acréscimos, por exemplo, os excrementos, ou como escavações, por exemplo as pisadas. Podemos dizer que o corpo escreve, no dizer davinciano, tanto na categoria “da porre” como na “da levare”. Os desenhos mais primitivos são escrituras que pertencem a uma ou a outra ou a ambas essas categorias. Nesse sentido, a escritura enquanto pintura (da porre) ou escultura (da levare), precede a fala.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O corpo produz a voz. Boa parte dessa voz pode ser articulda em forma de fala; outra perdura como ruído. Até o presente um ruído especial, o clique, continua sendo tratado mais como curiosidade do que como elemento a ser estudado. Freud apontou um ruído vozeiro curioso de um paciente mais como curiosidade do que como enigma a ser estuado e pesquisado. E assim em geral procedem os psicanalistas!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A escritura, que inicialmente é um desejo, pintado ou esculpido, fica redimensionada quando ela se torna um sistema, como a escritura chinesa ou a escritura fonetizada. Deixo de lado, a escritura chinesa e parecidas, e detenho-me na escritura fonétizada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chamo de oralidade à voz articulada em fala e chamo de escrituralidade à escritura fonetizada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A oralidade é a transmissão presencial e vozeira de estados mentais, percepções atuais, conhecimentos memorizados, etc., que vivenciamos em nossas alma. Chamo a atenção para a expressão “transmissão presencial e vozeira” que se dá através do meio comum daquele que fala e daquele que escuta, meio esse repleto de ar e de luz ou somente de ar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o meio compartido simultanea e presencialmente pelo orador e pelo escutador, isto é, pelos dois dialogantes, estiver repleto de ar e de luz ou só de ar, a oralidade pode ser substituída ou prolongar-se pelo toque do corpo noutro corpo, pela gestualidade do orador e visibilidade do escutador, pela marcas produzidas pelo corpo. De fato, há toques que são palavras, gestos, ruídos e odores do corpo que falam, marcas que dizem. Todvai, o escuro é limitante. O meio comum dos dialogadores pode carecer de luz, mas jamais de ar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A situação psicanalítica de tratamento dá-se presencialmente, sendo que o meio repleto de ar e luz é comum para o psicanalista e para o psicanalisante. A situação psicanalítica de tratamento não desaparece caso venha a faltar luz natural ou artifical. Todavia, faltando luz natural ou artifical, o psicanalista convencional dependente de relógio cujos ponteiros ou algarismos não são luminosos teria que necessariamente interromper a sessão, pois que somente trabalha em tempo astronômico medido pelo relógio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes do advento da escrita não-fonetizada, a memória gestual, oral, auditiva e visual eram recursos de que dispunham as culturas gestuais e orais para o armazenamento e a transmissão do conhecimento às futuras gerações. A inteligência e memorização se equivaliam e os anciões eram os mais sábios graças à longa experiência e o conhecimento acumulado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O advento da escrita não-fonetizada dispensava e substituía a presencialidade tanto do desenhador como do visualizador. Todavia, a transmissão num momento dado pelo desenhador e a recepção noutro momento dado pelo visualizador ficavam e ficam muito limitadas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a fonetização da escrita e consequente legibilidade, o emissor não precisa mais estar presente diante do outro no ato da confecção e redação da escrita fonetizada e o visualizador que agora é legedor não precisa estra presente nem no espaço nem no tempo. A presencialidade transitória desaparece, ou melhor, ela se torna ubíquia e sempre presente. Assim, o tempo que antes era tempo astronômico, agora toma outra natureza ou essência, torna-se tempo de linguagem: presente, passado, futuro com suas combinações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As técnicas e os artifícios modernos, como telefone com e sem fio, as diferentes formas oferecidas pela internete, como chat, e-mail, webcam, etc., por mais que aproximem os dialogadores, às vezes, instantanemente, como se estivesse presentes fisicamente, modificam essencialmente o dialogo que se costuma chama “de bouche à oreille” (de boca a orelha). Toda técnica, seja telefone ou via internete, decodifica a mensagem emitida por um dialogador a qual é codificada tecnicamente e novamente decodificada para somente então ser codificada pelo outro dialogador. Assim, quando assisto a uma entrevista na televisão, não estou ouvindo a fala do entrevistado, mas a gravação da fala do entrevistado. Ora, fala e fala gravada não são a mesma coisa. A fala goza da transitoriedade e irrepetibilidade. A fala gravada perde essa qualidade, ficando engessada e perenizada. Aqui se encontra radical e fundamentalmente a exisgência da presencialidade transitória e irrepetível que, na situação psicanalítica de tratamento, permite o ato psicanalítico. Essa essa peresencialidade é condição de possibilidade, conditio sine qua non, para que se dê a situação psicanalítica de tratamento e conseguentemente o ato psicanalítico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, para que serve essa maravilhos invenção do chat e e-mails? Prestanm-se para a prática de diálogos? Penso que sim, pois que tanto o chat como os e-mails permitem que se fale ao outro, contanto que as cordas vocais sejam substituídas pelos dedos gestando a digitalidade. A incapacidade dos dialogadores se entregarem a conversação por meio de falas em presencialidade instantânea e transitória fica mais desmascarada no ambiente virtual dos chats e e-mails. De fato, a incapacidade de dialogicidade virtual acusa e revela uma incapacidade primeira, radical, fundamental, uma arquincapacidade: a incapacidade da conversação dialogada presencial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Esse texto que aqui fica provisoriamente interrompido demanda e clama por interlocuções em era de existência digital. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-4038352964621974349?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/4038352964621974349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/11/um-texto-em-construcao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/4038352964621974349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/4038352964621974349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/11/um-texto-em-construcao.html' title='Um texto em construção'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-6756143680819015475</id><published>2011-11-10T11:07:00.000-08:00</published><updated>2011-11-10T11:07:17.124-08:00</updated><title type='text'>O texto "Anatomia comparada dos anjos" de Fechner</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Depois que aprontei parte do texto "Da anatomia comparada dos anjos" de&amp;nbsp;Fechner, um dos fundadores da psicologia científica, nos séculos 19 e 20, encontrei um belo ensaio sobre Fechner, por&amp;nbsp;William James.&amp;nbsp;Freud apreciava Fechner pelo fato de esse ter-lhe mostrado que na psíque há outra cena que não podemos acessar diretamente como acessamos a cena que compartimos com os outros. Fechner acessava essa outra cena pela via da analogia e Freud inventou o método da escuta psicanalítica aprimorado atualmente com as pesqusias psicanalíicas de Lacan e lacanianos. Così la nave va. jlc&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-6756143680819015475?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/6756143680819015475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/11/o-texto-anatomia-comparada-dos-anjos-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/6756143680819015475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/6756143680819015475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/11/o-texto-anatomia-comparada-dos-anjos-de.html' title='O texto &quot;Anatomia comparada dos anjos&quot; de Fechner'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-7628538641271100780</id><published>2011-09-21T05:46:00.000-07:00</published><updated>2011-09-21T05:46:55.500-07:00</updated><title type='text'>Primeiro as coisas primeiras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;PRIMEIRO AS COISAS PRIMEIRAS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;21set2011&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;O fundamental é a vivência. Vivência ou é vivência do absolutamente novo ou vivência do que já nos é familiar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Chamo de experiência à vivência de vivências. Toda experiência é vivência, mas, enquanto vivência é vivência de vivência (isto é, do já vivido, o familiar).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Entendo que não se deve chama de experiência àquilo que vivemos como degustação, experimentação, apalpação, provação. Por exemplo, provar uma bebida para a gente sentir e estimar o gosto dela, pode ser uma experimentação, um experimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Quando voluntária ou involuntariamente submeto meus órgãos dos sentidos (percepção) como quem prova algo, então estou fazendo uma experimentação, por meio de uma vivência. Essa experimentação por meio de vivência se torna experiência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Essa vivência pela experimentação pode ser levada em consideração, no momento em cima do lance, ou depois. Mas, se não for levada em consideração perde-se como quando se faz um buraco na água?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Não bastaria viver vivências? As vivências levadas em consideração em cima do lance ou depois se transformam em aprendizagens. Já nas antigas sabedorias se diz que o tolo aprende com o sofrimento (com as vivências dos sofrimentos). Mas, tolo que aprende com o sofrimento já é um pouco sábio. Todavia, essa aprendizagem, mesmo com sucesso transitório do tolo, não é para sempre...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Repetindo: não basta ter vivências. Se as vivências não forem levadas em consideração não se tornarão experiências, ou aprendizagens. E mesmo que se tornem experiências e aprendizagens, são experiências e aprendizagens temporárias, isto é, o tolo que deixou de ser tolo por ter aprendido com o sofrimento ou com o sucesso, pode voltar a ser tolo e não tirar proveito do que aprendeu. Não é isso que se passa com a maioria de nós na maior parte de nossas vidas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Assim como a percepção é levada a efeito por meio de muitos órgãos dos sentidos, assim também a intelecção também é levada a cabo por muitos órgãos da inteligibilidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Dá para se ver, desde já, que uma das vias de que nos servimos para aprender é a senso-percepção. Outra é a intelecção ou inteligibilidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Mas, desde crianças, antes de nos concebermos como gente, lançamos mão de uma outra via que me parece bem diferente tanto da senso-percepção como da intelecção ou inteligibilidade. Trata-se daquilo que em hebraico primitivo se chama de “emunah”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;(http://www.adventistas-bereanos.com.br/2005janeiro/emunahaletheiaveritasemeiasverdades.htm (Em 21set2011)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;É aquilo que os latinos chamamos de fidúcia, confiança. Confiamos em nossa mãe, nosso pai e amigos de nossa mãe e nosso pai e assim por diante. Daí, para confiar em entes não acessados pelos nossos órgãos dos sentidos ou pelos nossos órgãos da inteligibilidade, não é muito difícil. Crenças, crendices, fé e processos mentais parecidos todos têm como denominador comum a confiança, a fidúcia. A transferência psicanalítica pertence ao gênero da confiança ou não?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Se revisares o que foi lido até agora perceberás que dá para a gente se situar dentro de um triângulo: um desses lados é a senso-percepção com seus órgãos; outra a intelecção com seus órgãos; outra a fidúcia, com seus órgãos. Mas, não é difícil identificar os órgãos da senso-perçepção e da intelecção. Mas, que órgãos podemos supor para a confiança ou fidúcia? Isto fica para outra vez que pode ser agora contanto que alguém se ponha a fazê-lo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-7628538641271100780?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/7628538641271100780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/09/primeiro-as-coisas-primeiras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/7628538641271100780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/7628538641271100780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/09/primeiro-as-coisas-primeiras.html' title='Primeiro as coisas primeiras'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-3739061101848133033</id><published>2011-08-01T06:49:00.000-07:00</published><updated>2011-08-01T06:49:32.868-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>POR QUE O TEXTO DO PARADISO DA COMMEDIA DE DANTE É DEIXADO DE LADO INCLUSIVE PELOS CRISTÃOS ESPECIALMENTE PELAS CATÓLICOS?&lt;br /&gt;jlcaon@terra.com.br &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sobejamente sabido de todos que dos três poemas da CoMMedia de Dante, o que menos atrai aos leitores em geral é o Paradiso.&lt;br /&gt;Primeira razão que há tempo descartei: os não-crentes no cristianismo aceitam os textos do Inferno e do Purgatório, pois que trata da experiência sofrente de cada dia, uma psicopatologia da vida cotidiana transposta em imagens muito fortes e muito tocantes. Qualquer leitor crente ou não-crente se sente à vontade, tem experiência desses padecimentos, “conhece esse filme”. Os não-crentes não se sentiriam à vontade com o texto do PARADISO porque, descrentes, não acompanham nem entendem a fé cristã de Dante.&lt;br /&gt;Mas, essa não é a razão, pois que muitos crentes no cristianismo, especialmente católicos, em geral turrões, não gostam do texto do Paradiso de Dante. Mas, se são crentes, por que é que também não gostam do Paradiso?&lt;br /&gt;Pois, não basta ser crente para acompanhar Dante no Paradiso, é necessário conhecer a visão de mundo de Dante, que inclui também profundo conhecimento teológico, da mística e da espiritualidade cristãs. Não é por nada que se diz que a CoMMedia é considerada como uma minissuma teológica e um quinto evangelho.&lt;br /&gt;Então, para acompanhar Dante no texto do Paradiso, não basta saber o catecismo e os chavões do cristianismo, especialmente o da cristandade medieval, é preciso conhecer a teologia do monoteísmo e da economia do politeísmo. Mas, o que é essa teologia e essa economia?&lt;br /&gt;Radicalmente falando, o cristianismo, enquanto religião, não é um monoteísmo nem é um politeísmo: é algo que fica entre o monoteísmo e o politeísmo. &lt;br /&gt;A POLÍTICA de sustentabildiade para os três anéis do borromeu não apareceria sem a ECONOMIA da relação desses três anéis, uma ser se revela pela sustentabilidade e a outra, pela relação dos três.&lt;br /&gt;Até que ponto, muito do lacanismo, não seria uma política e uma economia secularizadas e, justamente por isso, se dá tão bem na teoria da clínica psicanalítica? &lt;br /&gt;Os ignorantes, enquanto crentes turrões, não desfrutam do texto do Paradiso nem do que Agamben sugere e esclarece em "L'amico". Os ignorantes, mesmo lacanianos, não combatem o espiritualismo ou mistica, mística e espiritualismo que Lacan sabia apreciar como conferir. Os ignorantes são fundamntalistas deitados não porque têm uma visão de mundo como Dante ou Lacan, mas, porque são ignorantes preguiçosos. &lt;br /&gt;O fundamentalismo ignorante, na psicanálise, é tão perverso quanto é perverso junto aos ignorantes que se dizendo cristãos, como o assassino da Noruega, não leem nem estudam a bíblia e outros textos do cristianismo. Assim como aqueles terroristas muçulmanos, que, sem lerem ou estudarem o Corão e os textos do islamismo, degolaram, em nome de Alá, os monges, como aparece no filme-documentário "Deuses e homens".&lt;br /&gt;Conclusão: penso que depois do Iluminismo tudo que não se relacionar de uma forma ou outra com o Iluminsmo (mesmo sabendo que o Iluminismo nem sempre ilumina tanto) é uma versão de nihilismo inocente, disfarçado em crença humilde, burra, fé de carvoeiro, mas muito perigoso e destrutivo. Despreza o sábio lema: “fides quaerens intellectum” (a fé que busca o entendimento).&lt;br /&gt;Depois de Aristóteles com a racionalidade e de Kant com o iluminismo, temos é claro o marxismo, a psicanálise, mas, onde marxismo e psicanálise não se enxertarem na racionaldiade e no iluminismo haverá esse consumismo psicanalítico que se presta a qualquer integração e congrassamento, mesmo que para tanto, tenha que abandonar o ferrão da racionalidade e do iluminismo.&lt;br /&gt;E così la nave va! Abr jlcaon&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-3739061101848133033?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/3739061101848133033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/08/por-que-o-texto-do-paradiso-da-commedia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/3739061101848133033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/3739061101848133033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/08/por-que-o-texto-do-paradiso-da-commedia.html' title=''/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-2146118501523602370</id><published>2011-07-28T17:05:00.000-07:00</published><updated>2011-07-28T17:05:12.085-07:00</updated><title type='text'>CoMMedia de Dante Alighier: tradução interlinear em prosa</title><content type='html'>COMMEDIA DE DANTE ALIGHIERI EM TRADUÇÃO INTERLINEAR&lt;br /&gt; Por jlcaon@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta-se que os primeiros poemas da CoMMedia de Dante circulavam um por um entre os leitores. Os poemas eram espalhadas como se fossem folhas soltas. Somente depois eram reunidos em volume. &lt;br /&gt;A redação da CoMMedia por Dante era um trabalho em andamento que os leitores acompanhavam, capítulo por capítulo, ou poema por poema. A epopéia dantesca assemelhava-se ao que hoje se faz na Internet entre blogista e seguidores que acompanham o desenrolar da jornada do blogista.&lt;br /&gt;É dessa maneira que minha tradução interlinear dos cem poemas da CoMMedia está sendo oferecida, poema por poema, para leitura, estudo e interlocuções. Embora minhas traduções dos cem cantos já tenham sido terminadas e diversas vezes revisada, não significa que estejam prontas para uma edição definitiva, meta essa que não está nos meus planos. &lt;br /&gt;Minha tradução quer captar o espírito do texto de Dante, o que não é possível sem estudos paralelos e contextualizados, muitas vezes retomados e constantemente aprofundados.&lt;br /&gt;Minha tradução é interlinear e prende-se ao sentido do parágrafo que é escandido pelo ponto final da frase, parágrafo, às vezes, composto de um verso somente, mas, via de regra, de três ou mais versos.  &lt;br /&gt;Em cada poema, o leitor pode orientar-se segundo o tempo astronômico e o lugar geográfico em que se deu a viagem além-túmulo de Dante. Todavia, além da elegância da precisão astronômica e geográfica, o leitor conta com uma surpreendente criação de imagens de um condoreirismo avant la lettre, a que se dá o nome pura e simplesmente de imagens dantescas.&lt;br /&gt;Enquanto tradutor, espero estar penetrando na mente e no coração de Dante em português brasileiro. Para tanto, sirvo-me de um vernáculo que se quer rupestre, rústico, campestre e caonicamente expressivo.&lt;br /&gt;Esta tradução interlinear está publicada provisoriamente no site http://br.groups.yahoo.com/group/caon0/ ao qual podes aceder te inscrevendo mediante pedido enviado por e-mail a  caon0-subscribe@yahoogrupos.com.br. &lt;br /&gt;Inscrito, o leitor poderá ler cada um dos cem poemas, verso a verso, na língua de Dante e no meu vernáculo, bem como penetrar em estudos que comigo estão sendo realizados por leitores que compartem essa experiência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-2146118501523602370?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/2146118501523602370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/07/commedia-de-dante-alighier-traducao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/2146118501523602370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/2146118501523602370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/07/commedia-de-dante-alighier-traducao.html' title='CoMMedia de Dante Alighier: tradução interlinear em prosa'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-8146068536931459004</id><published>2011-07-09T18:12:00.001-07:00</published><updated>2011-07-09T18:12:59.312-07:00</updated><title type='text'>Pensamentos</title><content type='html'>"On attendait le Royaume et on a eu l'Eglise" (Esperava-se o reino de Deus e acabou-se tendo a Igreja.) Alfred LOISY.&lt;br /&gt;"L'enfer, c'est d'avoir perdu l'espoir" (O inferno, é ter perdido a esperança.) A. Joseph Cronin.&lt;br /&gt;"Le sort fait les parents, le choix fait les amis" (A sorte faz os parentes; a escolha, os amigos.) Jacques Delille. &lt;br /&gt;" Il y a un autre monde, mais il est ici ". (Há um outro mundo, mas ele está aqui.) Spinoza. &lt;br /&gt;"On attendait le Royaume et on a eu l'Eglise"&lt;br /&gt;Alfred LOISY.&lt;br /&gt;"Je crois en Dieu qui a fait l'homme &lt;br /&gt;et non au dieu  que les hommes ont fait " (Eu creio em Deus que fez o homem e não em Deus que os homens fizeram.)&lt;br /&gt;Alphonse Karr.&lt;br /&gt;"Au dessus du pape en tant qu'expression de l'autorité ecclésiale, il y a la concience à laquelle il faut obéir,&lt;br /&gt;au besoin même à l'encontre des demandes de l'autorité de l'Eglise."  (Acima do papa encontra-se a própria consciência, à qual é preciso obedecer em primeiro lugar; se fosse necessário, até contra o que disser a autoridade eclesiástica.) Joseph RATZINGER, 1968.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-8146068536931459004?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/8146068536931459004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/07/pensamentos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8146068536931459004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8146068536931459004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/07/pensamentos.html' title='Pensamentos'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-4859037860510284810</id><published>2011-07-06T17:18:00.000-07:00</published><updated>2011-07-06T17:18:33.691-07:00</updated><title type='text'>Frost em brasileiro</title><content type='html'>Robert Frost (1874–1963).  Mountain Interval,  1920.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;The Road Not Taken&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;TWO roads diverged in a yellow wood, &lt;br /&gt;And sorry I could not travel both &lt;br /&gt;And be one traveler, long I stood &lt;br /&gt;And looked down one as far as I could &lt;br /&gt;To where it bent in the undergrowth;         5&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Then took the other, as just as fair, &lt;br /&gt;And having perhaps the better claim, &lt;br /&gt;Because it was grassy and wanted wear; &lt;br /&gt;Though as for that the passing there &lt;br /&gt;Had worn them really about the same,         10&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;And both that morning equally lay &lt;br /&gt;In leaves no step had trodden black. &lt;br /&gt;Oh, I kept the first for another day! &lt;br /&gt;Yet knowing how way leads on to way, &lt;br /&gt;I doubted if I should ever come back.         15&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;I shall be telling this with a sigh &lt;br /&gt;Somewhere ages and ages hence: &lt;br /&gt;Two roads diverged in a wood, and I— &lt;br /&gt;I took the one less traveled by, &lt;br /&gt;And that has made all the difference.         20&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robert Frost em brasileiro&lt;br /&gt;Por jlcaon jlcaon@terra.com.br&lt;br /&gt;06 de julho de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na frente, a montanha outonal,&lt;br /&gt;E em seu sopé dois caminhos se separam.&lt;br /&gt;Lamento não poder seguir pelos dois,&lt;br /&gt;Pois que sou apenas um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, fico olhando&lt;br /&gt;Até onde um deles&lt;br /&gt;Desaparece no verde escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pego o outro caminho todo gramado, &lt;br /&gt;Bonito e convidativo.&lt;br /&gt;Mas, quanto a isso, o chão de um dos caminhos,&lt;br /&gt;Embora pisado por muitos caminhantes, &lt;br /&gt;Não parece ser melhor que o chão do outro, &lt;br /&gt;Pois que os dois oferecem o mesmo gramado,&lt;br /&gt;Apesar das pegadas deixadas pelos caminhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, deixo o outro caminho para outra oportunidade.&lt;br /&gt;Todavia, como um caminho sempre leva a outro,&lt;br /&gt;Me decido a nunca mais vou voltar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora confesso e confidencio a ti e aos futuros leitores:&lt;br /&gt;Sempre dois caminhos se separam em minha frente.&lt;br /&gt;E eu sempre me pego pegando o menos freqüentado.&lt;br /&gt;E isso me fez e me faz diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NA INTIMIDADE DO BRETE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Luiz Caon&lt;br /&gt;jlcaon@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Two roads diverged in a wood, and I -&lt;br /&gt;I took the one less traveled by,&lt;br /&gt;And that has made all de difference." (Robert Frost, The Road Not Taken).&lt;br /&gt; ("Dois caminhos separam-se na floresta, e eu -&lt;br /&gt;  Eu peguei aquele que é menos percorrido,&lt;br /&gt;  E é isso que faz toda a diferença." (Robert Frost, O caminho não escolhido).)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1996: Para Marta, Gaspar e Glauco.&lt;br /&gt;2005: e para Luis e seus primos do século passado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre a pior estrada sobrou para mim.&lt;br /&gt;Sempre a mais triste noite me tomou nos braços.&lt;br /&gt;Mas não paro de andar. Faço de meus percalços&lt;br /&gt;Bússola e farol, estrela e trampolim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construo minha paz com os restos da guerra.&lt;br /&gt;Sempre o perdão venceu e serenou-me a alma.&lt;br /&gt;Hoje, sou Édipo que, em Colono, acho calma&lt;br /&gt;E bela a sorte de ser devolvido à Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre em retardo, tenho de ser diligente,&lt;br /&gt;Porque, no trem do meu destino, sou sozinho.&lt;br /&gt;Assim, persigo com sustos o meu caminho,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente das gentes do outro caminho&lt;br /&gt;Que, sós no fim do brete, tardissimamente,&lt;br /&gt;vêem que, quanto mais se embretam, menos se sentem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília, 31 de janeiro de 1996&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-4859037860510284810?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/4859037860510284810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/07/frost-em-brasileiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/4859037860510284810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/4859037860510284810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/07/frost-em-brasileiro.html' title='Frost em brasileiro'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-7854268786235545966</id><published>2011-06-19T17:01:00.001-07:00</published><updated>2012-01-02T12:36:58.921-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Exterioridade centrífuga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Yk9AAWvdOok/Tf6PG6saduI/AAAAAAAAAGA/QKqVkFn1Bgo/s1600/Dois+toros+simples.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" i$="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-Yk9AAWvdOok/Tf6PG6saduI/AAAAAAAAAGA/QKqVkFn1Bgo/s1600/Dois+toros+simples.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Exterioridade centrífuga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente vê na figura acima dois toros entrelaçados. Eu chamo à exterioridade que se afasta de cada um deles de exterioridade centrífuga. Mas, há dentro de cada um deles uma exterioridade não compartida com o outro e há uma exterioridade compartida pelos dois, a essa eu chamo de exterioridade centrípeta. Essa última pode se reduzir ao ponto, mas, jamais desaparecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, a natureza de cada uma dessas três exterioridades é da mesma natureza. Numa nuvem de cinza, a exterioridade que fica longe dos toros, a exterioridade que fica dentro singularmente de cada um dos toros, a exterioridade que fica dentro e é compartida pelos dois toros é da mesma natureza: cinérea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareceria que um místico, como Meister Eckart, na leitura de Lacan que também é minha, diria que a alma e a divindade formariam uma união íntima nessa exterioridade centrífuga, portanto, uma união sempre assintótica, como o beijo de duas bocas que por encostarem os lábios ao ponto de esmagá-los, jamais os lábios de uma boca se fissuram nos lábios de outra!!! Por isso, até o beijo é assintótico e não somente a curva de Gauss!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos de pesquisa psicanalítica, o toro do grande Outro (A barrado) e o toro do Sujeito ($) se enlaçam e compartem um espaço, o espaço da exterioridade centrípeta, que é uma intimidade assintótica, que na nossa topologia chamamos de “extímidade” (isto é uma intimidade assintótica e externalizada!) O que é desejo para o grande Outro é demanda (pedido de amor) para o Sujeito e o que é desejo para o Sujeito é demanda (pedido de amor) para o grande outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando dois de nós nos colocamos num duelo de demandas (pedidos de amor), enlaçamo-nos nisso que se denomina o círculo infernal da demanda, união sataníssima que nem sequer a morte conseguiria separar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR QUÊ, PELA LÓGICA, NÃO PODE HAVER JAMAIS DUELO DE DOIS DESEJOS COMO PODE HAVER DUELO DE DUAS DEMANDAS? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A extimidade é o espaço que se encontra mais perto e mais “interior” sem deixar de ser exterior. Por mais próximos que estejam desejo do Grande Outro e demanda do Sujeito, ou desejo do Sujeito e demanda do Grande Outro, a aproximação será sempre infitinamente assintótica, isto é, jamais poderá ser fechada ou anulada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse abraçamento de Sujeito e Grande Outro, tanto o Grande Outro pode ser buscado como se fosse objeto a pequeno, causa de desejo para o Sujeito, como o Sujeito pode ser buscado como objeto a pequeno, causa de desejo para o Grande Outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sujeito se vê e sente vivo transitoriamente existindo nessa inefável, inagarrável, embaucada, estupefacta, quase estúpida e insistente existência entre a extimidade do Grande Outro e a extimidade do objeto a pequeno. Quando a gente diz eu com a voz da gente, esse som de voz que acabamos de proferir já não mais está aí! É por isso que por mais que procuremos esse eu, jamais o agarramos. Apaga-se no momento que cintila. Se cada cintilação fosse concebida como uma vida, nossa vida seria uma infinita galáxia de cintilações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR MAIS ABRAÇADOS QUE ESTEJAM OS TOROS SEMPRE PERDURARÁ A EXTIMIDADE NEM QUE SEJA POR UM PONTO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-7854268786235545966?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/7854268786235545966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/06/exterioridade-centrifuga-exterioridade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/7854268786235545966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/7854268786235545966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/06/exterioridade-centrifuga-exterioridade.html' title=''/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Yk9AAWvdOok/Tf6PG6saduI/AAAAAAAAAGA/QKqVkFn1Bgo/s72-c/Dois+toros+simples.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-1650434716918694449</id><published>2011-06-16T12:18:00.000-07:00</published><updated>2011-06-16T12:18:19.924-07:00</updated><title type='text'>TOPOLOGIA PSICANALÍTICA PASSO A PASSO</title><content type='html'>Laboratório psicanalítico de aprendizagens topológicas (LPAT)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atividades propostas pelo Prof. Dr. José Luiz Caon&lt;br /&gt;jlcaon@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EXPERIMENTOS TOPOLÓGICOS 01.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em topologia, o teorema da curva de Jordan afirma que uma curva simples fechada no plano divide-o em duas partes, ou seja, que o complementar da curva simples fechada tem dois componentes conectados. Um deles fica limitado e outro ilimitado. &lt;br /&gt;Podemos considerar o plano enquanto um CONJUNTO UNIVERSO. Assim, teremos conjuntos univero limitado e conjunto universo ilimitado.&lt;br /&gt;Esse teorema deve o seu nome a Camille Jordan, mas a primeira demonstração correcta deste resultado deve-se a Oswald Veblen, em 1905. &lt;br /&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Teorema_da_curva_de_Jordan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, num plano limitado, um segmeto de uma linha reúne seu pontos extremos, então, forma-se um espaço fechado que pode ter infintas formas: círcular, quadrada, triangular, ovóide, etc. &lt;br /&gt;Comparemos o espaço fechado (limitado) com o espaço aberto (ilimitado) fazendo exercícios:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATIVIDADE 01: Dois pontos colocados a uma certa distância, primeiro colocados respectivamente dentro e depois colocados respectivamente fora do espaço fechado pela curva de Jordan vão gerar respectivamente um segmento de reta. Esse segmento de reta não corta NECESSARIAMENTE a linha que marca o  espaço fechado. Mostrar isso com desenho/s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATIVIDADE 02: Dois pontos colocados a uma certa distância, um colocado dentro e outro colocado fora do espaço fechado, vão gerar um segmento de reta. Esse segmento de reta corta NECESSARIAMENTE a linha que marca o  espaço fechado pela curva de Jordan. Mostrar isso com desenho/s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATIVIDADE 03. Um segmento de linha, ao juntar os próprios pontos extremos, uma primeira vez somente dentro e outra vez somente fora de um espaço fechado pela curva de Jorand (conjunto universo limitado), tenha esse espaço limitado a forma que tiver (circular, quadrada, triangular, ovóide,  etc.,) gera um espaço novo (conjunto universo limitado dentro de outro conjunto universo limitado). Mostrar isso com desenho/s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATIVIDADE 04:  Um segmento de reta, ao juntar os próprios pontos extremos, sendo que um ponto está dentro e outro fora de um espaço fechado, ao reunir os pontos extremos, cruzará, então, duas vezes a linha de um espaço fechado qualquer e gerará um espaço novo. Mostrar isso com desenho/s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observamos, até agora,  que esses espaços gerados podem ser figuras diferentes, MAS QUE, APESAR DE DIFERENTES, TODOS ELES  GOZAM DE UMA ÚNICA E MESMA ESTRUTURA. COMO É QUE TU DEFINES ESSA ESTRUTURA? Dica: todos eles podem encolher-se até chegar a um ponto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já dá para dizer, falando ou escrevendo com palavras próprias, ou mostrando com desenho em R-2, ou fazendo em espaço R-3, isso que se acabou de ler?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-1650434716918694449?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/1650434716918694449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/06/topologia-psicanalitica-passo-passo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/1650434716918694449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/1650434716918694449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/06/topologia-psicanalitica-passo-passo.html' title='TOPOLOGIA PSICANALÍTICA PASSO A PASSO'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-2468578585490419517</id><published>2011-05-26T06:33:00.000-07:00</published><updated>2011-05-26T06:33:20.324-07:00</updated><title type='text'>quando o que é objetivamente desafio pode ser vivido subjetivamente só como ameça.</title><content type='html'>A revista popularesca Psychology Today, http://www.psychologytoday.com/blog/the-big-questions/201105/thriving-under-criticism traz umas linhas sobre 'criticism", isto quer dizer, crítica, substantivo, para nós brasileiros.&lt;br /&gt;Crítica positiva muitas vezes não é outra coisa senão elogio, encômico, puxa-saquismo, louvor, adulação, etc. &lt;br /&gt;A crítica negativa honesta ou não, pode ser recebida como desafio, mas também como ameça. &lt;br /&gt;E quando é vivida preponderantemente como ameça, essa não deixa de ser estupim  capaz de incendiar outras ameças, frequentemente nada objetivas. &lt;br /&gt;O sujeito então não somente vive objetivamente em tormentos, mas, passa a se atormentar com esses tormentos. &lt;br /&gt;Ingênuo seria Sartre se ele acreditasse que quando diz que "o inferno são os outros", esses outros fossem os semelhantes, os sócios, os próximos. &lt;br /&gt;Esses outros SÃO OS OUTROS DA GENTE MESMO, na maioria das vezes. &lt;br /&gt;E pior ainda, quando esses outros da gente mesmo operam inconscientemente,  feitos eríneas e não eumenides (como diriam hoje pós-freudianmanete os helenos) ou feitos demônios e não anjos da guarda, como podem dizer hoje também pós-freudianamente os cristãos e congêneres. &lt;br /&gt;Esses "outros de nós mesmos", glória da literatura fantástica, cujo triunfo se iniciou no século XIX, contitnuam e continuarão a alimentar os escritores e, sem dúvida, os divãs dos psicanalistas. &lt;br /&gt;Os que vivem de mal-estar com a psicanálise como essa brasileira glosadora da francesa que também glosou os críticos do comunismo, Simone Perelson (doutora como eu por Paris VII, que aparece como psicanalista, com ou sem prática clínica?)  ou Janer Cristaldo, que mais canta de galo do que galo é,  mais padeceriam de seus outros ou realmente sabem de que estão falando? É gracioso ler e acompanhar o que eles escrvem ou falam sobre os livros negros da psicanálise (os próprios deles, certamente continuarão em segredo, pois, não seriam sequer submentidos a nenhum divã?): http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4782034U2 -  http://cristaldo.blogspot.com/ &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.psychologytoday.com/blog/the-big-questions/201105/thriving-under-criticism&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-2468578585490419517?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/2468578585490419517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/05/quando-o-que-e-objetivamente-desafio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/2468578585490419517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/2468578585490419517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/05/quando-o-que-e-objetivamente-desafio.html' title='quando o que é objetivamente desafio pode ser vivido subjetivamente só como ameça.'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-6223965925111550189</id><published>2011-05-26T05:41:00.001-07:00</published><updated>2011-05-26T05:41:40.701-07:00</updated><title type='text'>Segundo uma leitora, o livro lhe  quebrou o hímen ontológico!!!</title><content type='html'>Feminine sexuality: Jacques Lacan and the école freudienne -  Por Jacques Lacan, Juliet Mitchell             &lt;br /&gt;A psicanálise é certamente uma das áreas mais controvertidas e debatidas dentro do feminismo. O livro apresenta artigos sobre a sexualidade feminina escritos por Lacan e  membros da Escola Freudiana, a escola de psicanálise que Lacan dirigiu em Paris, de 1964 a 1980. A questão da sexualidade feminina dividiu o movimento psicanalítico desde 1920. Apesar da  oposição entre feminismo e psicanálise, um e outra rejeitam o falocentrismo de Freud. O livro afirma energicamente a importância da teoria do Complexo de Castração na obra de Freud e da teoria do Phallus na obra de Lacan, oferecendo às duas o reflexo não de teorias fundadas na supremacia masculina enquanto privilégio, mas enquanto uma fraude. A releitura lacaniana de Freud é vista aqui enquanto reveladora uma maneira que nenhuma outra releitura foi capaz de fazer: mostrar a natureza arbitrária e ficcional tanto da identidade sexual masculina quanto feminina e, especificamente, mostrar a fantasia por trás da categoria "mulher"  enquanto fetiche dominante da nossa cultura. Estes textos revelam que as mulheres sempre ultrapassam as barreiras das definições a que elas estão confinadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://books.google.com/books?id=duHBYFYxCG4C&amp;hl=pt-BR&amp;sitesec=reviews&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-6223965925111550189?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/6223965925111550189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/05/segundo-uma-leitora-o-livro-lhe-quebrou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/6223965925111550189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/6223965925111550189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/05/segundo-uma-leitora-o-livro-lhe-quebrou.html' title='Segundo uma leitora, o livro lhe  quebrou o hímen ontológico!!!'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-2986872519805878506</id><published>2011-05-11T15:18:00.000-07:00</published><updated>2011-05-11T15:18:43.232-07:00</updated><title type='text'>Foi o que enviei para Rádio FM 107.7</title><content type='html'>Senhores, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me parece que os programas de música erudita estão sendo aos poucos retomados, tanto pela qualidade como pela quantidade. Estar-se-ia restatando o que era ate quase o fim do século passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, todas as rádios transmitem música popular igual e até melhor do que a Rádio FM 107.7. A uma rádio como essa que nasceu como Rádio de música erudita competiria voltar-se a sua vocação original. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, a Rádio Universitária, cujos Arquivos de Música Erudita sem dúvida são os maiores e melhores do país, não conseguem transimitir mais com som decente o que transmite. Inclusive pela internete deixa a desejar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, o som da TV 107.7 transmite com som excelente, mas, os programs são parecidos com aa maioria das Rádios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria que o Secretário de Cultura que tantas esperanças nos acordou com suas há muito conhecidas dedicadas e inteligentes atividades organizasse também esse aspecto que é a vocação e a identidade da Rádio FM 107.07. Att José Luiz Caon (ex-professor da UFRGS).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-2986872519805878506?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/2986872519805878506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/05/foi-o-que-enviei-para-radio-fm-1077.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/2986872519805878506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/2986872519805878506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/05/foi-o-que-enviei-para-radio-fm-1077.html' title='Foi o que enviei para Rádio FM 107.7'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-576954694062360364</id><published>2011-04-08T20:31:00.000-07:00</published><updated>2011-04-08T20:31:02.806-07:00</updated><title type='text'>Proposta de tradução interlinear da CoMMedia de Dante Alighieri</title><content type='html'>COMMEDIA DE DANTE ALIGHIERI EM TRADUÇÃO INTERLINEAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta-se que os primeiros poemas da CoMMedia de Dante circulavam um por um entre os leitores. Os poemas eram espalhadas feitos folhas soltas. Somente depois eram reunidos em volume. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A redação da CoMMedia por Dante era um trabalho em andamento que os leitores acompanhavam, capítulo por capítulo, ou poema por poema. A epopéia dantesca assemelhava-se ao que hoje se faz na Internet entre blogista e seguidores que acompanham o desenrolar da jornada do blogista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dessa maneira que minha tradução interlinear dos cem poemas da CoMMedia está sendo oferecida, poema por poema, para leitura, estudo e interlocuções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha tradução quer captar o espírito do texto de Dante, o que não é possível sem estudos paralelos e contextualizados, muitas vezes retomados e constantemente aprofundados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha tradução é interlinear e prende-se ao sentido do parágrafo que é escandido por ponto final, parágrafo, às vezes, composto de um verso somente, mas, via de regra, de três ou mais versos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada poema, o leitor pode orientar-se segundo o tempo astronômico e o lugar geográfico em que se deu a viagem além-túmulo de Dante. Todavia, além da elegância da precisão astronômica e geográfica, o leitor conta com uma surpreendente criação de imagens de um condoreirismo avant la lettre, a que se dá o nome pura e simplesmente de imagens dantescas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto tradutor, espero estar penetrando na mente e no coração de Dante em português brasileiro. Para tanto, sirvo-me de um vernáculo que se quer rupestre, rústico, campestre e caonicamente expressivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta tradução interlinear está publicada provisoriamente no site http://br.groups.yahoo.com/group/caon0/ ao qual podes aceder te inscrevendo mediante pedido enviado por e-mail a caon0-subscribe@yahoogrupos.com.br. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inscrito, poderás ler cada um dos cem poemas, verso a verso, na língua de Dante e no meu vernáculo, bem como penetrar em estudos que comigo estão sendo realizados por leitores que compartem essa experiência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-576954694062360364?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/576954694062360364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/04/proposta-de-traducao-interlinear-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/576954694062360364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/576954694062360364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/04/proposta-de-traducao-interlinear-da.html' title='Proposta de tradução interlinear da CoMMedia de Dante Alighieri'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-5419015690385065117</id><published>2011-04-06T16:03:00.000-07:00</published><updated>2011-04-06T16:03:44.253-07:00</updated><title type='text'>As incontinências na CoMMedia de Dante</title><content type='html'>Os luxuriosos, no Inferno, são os que mais distantes estão de Lúcifer; no Purgatório, são os que estão mais perto do Paradiso... &lt;br /&gt;Quatro capítulos são dedicados a eles, por Dante, um do Inferno e três do Purgatório. Descendo pelo Inferno, por dentro do funil, que se estreita de cima para baixo, e subindo pelo Purgatório, um monte que se afina de baixo para cima, retomo o estudo das incontinências. O acompanhante do momento é João Ublado Ribeiro que escreveu "Luxúria: a casa dos Budas ditosos". O&amp;nbsp;livro é narrado por uma mulher sessentona, nascida na Bahia, falando de sua própria vida e de como jamais se furtou a viver - com todo o prazer e sem respingos de culpa - as infinitas possibilidades do sexo.&lt;br /&gt;O livro foi adaptado para o teatro por Domingos de Oliveira em 2004, em forma de monólogo e encenado por Fernanda Torres.&lt;br /&gt;cf &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Casa_dos_Budas_Ditosos"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Casa_dos_Budas_Ditosos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-5419015690385065117?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/5419015690385065117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/04/as-incontinencias-na-commedia-de-dante.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/5419015690385065117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/5419015690385065117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/04/as-incontinencias-na-commedia-de-dante.html' title='As incontinências na CoMMedia de Dante'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-8434965482529185515</id><published>2011-04-02T07:55:00.000-07:00</published><updated>2011-04-02T07:55:18.897-07:00</updated><title type='text'>Il dolce far niente versus tédio</title><content type='html'>Parece-me que alguns adquiriram o conhecem o livro "A filosofia do tédio" (Zahar)&amp;nbsp;que foi brevemente utilizado em algumas atividades coletivas. Seria bom que se anunciassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que notar que "o tempo livre" ou "tempo sem ocupações" é em geral empregado com atividades úteis e rendosas ou com atividades outras (todas elas ocupações). &lt;br /&gt;Essas atividades úteis ou rendosas ou atividades outras por mais significativas que sejam não são "il dolce far niente". &lt;br /&gt;O tempo desocupado poderia ser 'il dolce far niente", mas, em geral é "tédio". &lt;br /&gt;Nem sempre as atividades rendosas ou úteis ou atividades outras são remédio para o tédio. &lt;br /&gt;Apenas podem servir como distrações para o tédio, de tal forma que, deixadas de lado, o tédio retorna. &lt;br /&gt;O termo 'workaholic" do qual ainda não conheço uma tradução é realmente significativo dessa condição. Ver http://pt.wikipedia.org/wiki/Trabalhador_compulsivo&lt;br /&gt;Ab jlc&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-8434965482529185515?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/8434965482529185515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/04/il-dolce-far-niente-versus-tedio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8434965482529185515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/8434965482529185515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/04/il-dolce-far-niente-versus-tedio.html' title='Il dolce far niente versus tédio'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-1433278296574064293</id><published>2011-03-31T18:40:00.001-07:00</published><updated>2011-03-31T18:40:51.813-07:00</updated><title type='text'>Il dolce far niente</title><content type='html'>O esforço de Eco em "O nome da rosa" poderia ir mais longe? &lt;br /&gt;Convenhamos que pigrizia http://it.wikipedia.org/wiki/Pigrizia é um termo para muitas acepções. Todavia, ele obscurece, quando não oculta aquilo que a boa italianidade expressa como "il dolce far niente".&lt;br /&gt;Convenhamos que não é esse "dolce far niente" que é objeto de reprovação também por Dante. Então que preguiça é essa que é condenada ao Inferno ou lançada às duras penitências purgatoriais? Nossos índios ou estariam no Inferno ou talvez seriam os últimos a sairem do Purgatório?&lt;br /&gt;Creio que é necessário diferençar entre 1) ócio (otium), no sentido origial grego, atividade não úitl, de 2) negotium (nec-otio), atividade útil; 3) "il dolce far niente", que não é nenhuma nem outra.&lt;br /&gt;Qual seria esse nome entre os gregos, os latinos, brasileiros, etc.? Leisure, agio, loisir, lazer, Freizeit?&lt;br /&gt;É a "preguiça" feliz? Essa é bem diferente da "preguiça infeliz", como sentimos no tédio, na náusea, na agitação, na hesitação sem fim, etc. O termo "acídia" serve para designar a preguiça infeliz, coisa comum na melancolia, na mania em todas essas agitações esfusiantes que agora são cultivadas para comprar um beisteirol chocolatado ou um pedação de bacalhau. &lt;br /&gt;Fazer preguiça feliz não é para quem quer, mas só para quem pode? Abr jlcaon&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/998758944040366546-1433278296574064293?l=jlcaontextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/feeds/1433278296574064293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/03/il-dolce-far-niente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/1433278296574064293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/998758944040366546/posts/default/1433278296574064293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jlcaontextos.blogspot.com/2011/03/il-dolce-far-niente.html' title='Il dolce far niente'/><author><name>jlcaontextos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07907597256558275174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xOnFgxCpW_o/SWnV51_W5zI/AAAAAAAAACg/qxBUFasPdPI/S220/Exist%C3%AAncia+digital.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-998758944040366546.post-8230410756100916162</id><published>2011-03-24T05:18:00.001-07:00</published><updated>2012-01-02T12:36:58.925-08:00</updated><title type='text'>Mais estudos sobre costumes, hábitos e atos (Começando com o hábito da inveja)</title><content type='html'>Mais estudos sobre costumes, hábitos e atos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por jlcaon@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preguiça é a forma mais sutil e mais dissimulada com a qual o brasileiro em geral se entrega soberbamente à inveja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumes, hábitos e atos são comportamentos ou condutas que se usam em nossas relações com o mundo-ambiente, com as pessoas ou com a gente mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exames desses comportamentos ou condutas implica análises. As análises, por sua vez, implicam busca, observação e coleta de dados. Os dados coletados, enfim, implicam descrição e ordenamento numa disposição mínima tal que permita alguma classificação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso se mostra e demonstra por meio de práticas que melhormente são obtidas quando realizadas com algum método. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento, retomo uma prática que sempre exerci: a prática de esclarecer os comportamentos ou condutas humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos estudos e tratados dedicados a esse tema, há um capítulo que recolheu muitas informações e estudos do passado e se implantou, primeiramente, nos tempos da Idade Média e, atualmente, continua sendo frequentemente revisitado, aprofundado e renovado. Trata-se do “CAPÍTULO DAS PAIXÕES FUNDAMENTAIS também conhecidos como ‘CAPÍTULO DOS PECADOS CAPITAIS”. Observe-se que a expressão “pecados capitais” é apenas mais um rótulo para aquilo que sempre, bem antes dos fundamentalistas, e atualmente, os pensadores chamavam de paixões, padecimentos ou passivamentos da mente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da lista dessas paixões fundamentais é muito curiosa. Evitarei sempre o rótulo perverso “pecados capitais”, pois que as paixões humanas são energias de que dispomos e o que nos torna felizes ou infelizes é o bom ou mau uso que delas fazemos. Penso que é desmiolado identificar as paixões humanas como desregramentos, pura e simplesmente. Elas, na verdade, são como nosso energia elétrica: podemos aquecer-nos com ela no frio, refrigerar-nos com ela estio, isto é, fazer-nos bem ou mal com ela. As paixões humanas, como a eletricidade, dependem do uso que delas fazemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem antes do cristianismo, e entre os gregos podemos citar a Aristóteles, havia estudos e tratados sobre as relações com os outros, isto é, tratados sobre a civilidade ou cidadania que se chama POLÍTICA (Política é a ciência das cidade, da urbe e dos cidadãos) e PAIDEIA (Paideia é a ciência da cultura e do cultivo das nossas paixões, paixões que nos colocam em contato com o meio-ambiente, com os outros e com a gente mesmo). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses estudos e tratados foram e ainda são retomados, aprofundados, desenvolvidos e rotulados por pensadores das agremiações clericais ou laicas dos diferentes monoteísmos e também por pensadores originais e independentes. Os pensadores das agremiações clericais ou laicas dos monoteísmos comparecem com o pensamento próprio, mas, via de regra, hipotecado, fato que os mantém infantilizados, repetitivos e alienados, perante novas descobertas feitas por pensadores mais independentes, como Freud, Melanie Klein, Lacan, etc. Havermos de ver algo disso, por exemplo, no exame da paixão humana conhecida como “inveja”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pensadores passados e presentes, em geral, concebem a civilidade ou a cidadania, enfocadas sob os títulos de POLÍTICA ou PAIDEIA, como ideais dos povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, esses ideais podem e de fato são constantemente obstaculizados pelas próprias energias psíquicas ou mentais, abalando, dessa forma, o seu bom uso. Isto é, aquilo que poderia ser FELICIDADE no bom uso das paixões humanas torna-se FELICIDADE no mau uso dessas paixões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A INFELICIDADE no bom uso das paixões humanas é também freqüente, especialmente nessas propostas político-pedagógicas segundo as quais é preciso infligir-se sacrifícios, penas e sofrimentos para se obter alguma virtude! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso é a INFELICIDADE no mau uso das paixões humanas, como quando, numa certa maneira de lidar com a inveja, o invejoso se infelicita para infelicitar o outro. É o clássico exemplo daquele compadre invejoso que, tendo sido agraciado por um gênio, o qual lhe concedera a graça de realizar irrestritamente um desejo, sob a condição de que o prêmio obtido seria dado em dobro ao compadre invejado, resultou no seguinte: o compadre invejoso disse ao gênio: “Quero que me seja arrancado um olho!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As paixões fundamentais não são somente sete nem oito: são inumeráveis. Portanto, qualquer lista delas será sempre uma lista aberta. De qualquer fora, não há pessoa que não seja aquinhoada com todas essas paixões ou energias: umas sendo mais ricas num tipo, como soberba/vaidade; outras, num outro, como a ira/melancolia; outras em outro, como, a avareza/dissipação; outras, ainda em outro, como sensualidade ou luxúria; preguiça; gula, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo de uma dessas paixões básicas implica o estudo de todas as demais. Assim sendo, qualquer estudo por mais extenso e aprofundado que seja será sempre incompleto. Mas, por algum lugar e por uma delas há que se começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim podemos partir com uma dessas paixões que é considerada uma princesa – claro, isso é exagerado! – das paixões humanas. Trata-se da inveja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dante Alighieri dedicou dois capítulos, o 13 e o 14 do Purgatório, à Inveja. Como se sabe, Dante escreveu três grandes poemas: O Inferno, com 33 capítulos; o Purgatório, com 33 capítulos; o Paradiso, com 33 capítulos. E os 99 capítulos mais o capítulo único, introdutório aos três poemas, resultam em 100 capítulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Purgatório, na visão poética de Dante, é um Monte que estaria cravado no Hemisfério Sul, enquanto que a boca do Inferno estaria aberta no Hemisfério Norte. No topo do Monte Purgatório, encontra-se o Paradiso Terrestre, aquele que foi o Éden transitório do mito Adão-Eva dos quais até agora não se encontrou o túmulo... E depois do Paradiso Terrestre no topo do Monte Purgatório, abre-se o Paradiso Eterno... que Dante também visitou antes de morrer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto o Éden, do mito hebraico-cristão, como o Purgatório dos cristãos, são concebidos como transitórios. Todavia, o Éden é concebido como coisa terrena e transitória; o Purgatório, como coisa transitória, dentro da eternidade. Si non è vero è bene trovato, caro Dante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, o Monte Purgatório de Dante é repartido em três estágios: o primeiro estágio do Ante-Purgatório, Capítulo 01-09; o segundo estágio do Purgatório propriamente dito: Capítulos 10-27; o terceiro estágio do Pós-Purgatório, ou Paradiso Terrestre: Capítulos 28-33. Os giros em torno do Monte Purgatório aparecem no Purgatório propriamente dito e são sete, segundo Dante, uma para cada uma das sete paixões fundamentais listadas por ele, onde são purgadas e dissipadas as excrescências resultantes do mau uso das paixões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Dante sobe ao Primeiro Giro do Purgatório propriamente dito, o Giro dos Soberbos, ele está com sete “P (pecados), marcados na testa, marcas que um Anjo lhe escrevera ainda na subida pelo Ante-Purgatório. À medida que Dante vai passando de um Giro para outro, um dos “P”, vai sendo apagado. Imaginação simpática e poética em Dante é coisa constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sétimo e Último Giro do Purgatório propriamente dito, o Giro mais perto do Paradiso Terrestre, é o Giro onde estão os sensuais e luxuriosos, os que estão mais próximos do Paradiso... Sabendo que os Giros do Purgatório propriamente dito estão ordenados a purgar as poluições de cada uma das sete paixões fundamentais, essas escalonadas a partir das mais graves para as menos graves, não é de se surpreender que, para Dante, a mais grave é a soberba/vaidade/arrogância, etc., e a última, a menos grave, seja a luxúria, a sensualidade, enfim, a sexualidade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim do século passado e atualmente, são muitas as iniciativas de publicações sobre as paixões fundamentais humanas. A Editora Objetiva entregou a sete escritores a tarefa de cada qual escrever respectivamente sobre uma delas. Coube a Zuenir Ventura escrever sobre a inveja, que ele também chama de “mal secreto”, título que Raimundo Correa dera a um soneto: http://www.revista.agulha.nom.br/raimun15.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo da pesquisa psicanalítica, o estudo mais extenso sobre a inveja é de Melanie Klein. Ela diferencia a inveja do ciúme e a inveja da voracidade. A inveja é diferente do ciúme, pois que no ciúme há um triângulo, isto é, o ciumento enfrenta-se com duas pessoas. A invejoso enfrenta-se somente com uma pessoa. Ora, a voracidade também. Então, em que radicalmente o voraz (edaz) difere do invejoso? O voraz apropria-se da bondade do outro até secá-lo, mas não o destrói. O invejoso não se apropria da bondade do outro: destrói a bondade do outro ou destrói o outro. Isto é, destrói os ovos da galinha dos ovos de ouro ou destrói a própria galinha com ou sem os ovos de ouro. A bondade dos outros faz infeliz o invejoso. Desgraça pouca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, se a inveja é causadora de tanta infelicidade, certamente ela, como a energia atômica, é muito poderosa. Como tirar proveito desse energia que, quando não cuidada, irrompe e desgraça a vida da pessoa, ou momentos importantes da pessoa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muito raros os textos que buscam além das manifestações desgraçadas da inveja as raízes poderosas dessa energia. Quando eu escrevi sobre o livro de Zuenir Ventura, eu o criticava por ele não ter elevado sua pesquisa jornalística ao campo do desejo. Ele evitou conceber a inveja enquanto pecado, mas não conseguiu ver a inveja a não ser como emoção ou sentimento negativos. Ficou na ideologia! Se há inveja é porque há desejo! O invejoso protege-se do próprio desejo por meio da inveja. De fato, o invejoso jamais suportaria produzir ou desfrutar a bondade que ele vê no outro. Mas, desejaria! Todavia, esse desejo lhe é tão insuportável e tão penoso que ele em ficando com a pena e o sofrimento prefere ver o desejo próprio na produção e bond
