Izabel e colisteiros leitores de S06:
Nietzsche, em seus estudos "Nascimento da tragédia", mostra
que a concepção de tragicidade, nos gregos, é imitação e reflexo da existência
humana.
Essa tragicidade da existência foi primeiramente objeto dos
mitos trágicos, especilamente gregos, como o Édipo, Narcisos, e,
subsequentemente, objeto da arte de alguns autores trágicos, como Ésquilo.
A decadência dessa concepção de tragicidade já entre os gregos
não desaparece, pois fica como que esquecida sob a concepção socrática,
platônica e apolínea, aparecendo vez por outra, nas irrupções dionísicas, que
tanto escandalizam as comunidades, mas que tanto atraem e seduzem as massas e
qualquer cidadão.
Assassinatos espantosos, acidentes onde a hecatombe é de
mais de três centos, etc., etc., são objeto de atração também explorado pelos
meios de comunicação que sabem que há espectadores para tais espetáculos.
Entre o dionísico e o apolíneo há uma "mediador": a fala.
Pela fala, tanto o dionísico como o apólíneo são
"representaçoes".
E a representação de um gesto dionísico não é um gesto
dioníscio, como a representação de um gesto apolíneo não é um geto apolíneo. A
práticas de fala, como a clínica psicanalítica, colocam-se no mais avançado grau
de existência de tragicidade, onde o terror e o êxtase são objeto
respectivamente de sublimidades horrorosas ou extasiantes.
Ora, aquilo que a arte em forma de representações de
tragicidade, teatro, retórica, poética, etc., não é capaz de alcançar, a prática
da clínica da psicanálise pode chegar em parte, embora não de todo.
Isto é, o psicanalisante vive e anda na existência mais
tragicamente que os artistas, pois que além de ser herói como os artistas
criativos, é um herói anonimo. Coisas de "O gênio sem ventura e o amor sem brilho!" http://www.releituras.com/olavobilac_lingua.asp
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