domingo, 7 de abril de 2013

A tragicidade é imitação, representação e prolongamento do existir do humano



    Izabel e colisteiros leitores de S06:
Nietzsche, em seus estudos "Nascimento da tragédia", mostra que a concepção de tragicidade, nos gregos, é imitação e reflexo da existência humana.
 
Essa tragicidade da existência foi primeiramente objeto dos mitos trágicos, especilamente gregos, como o Édipo, Narcisos, e, subsequentemente, objeto da arte de alguns autores trágicos, como Ésquilo.
 
A decadência dessa concepção de tragicidade já entre os gregos não desaparece, pois fica como que esquecida sob a concepção socrática, platônica e apolínea, aparecendo vez por outra, nas irrupções dionísicas, que tanto escandalizam as comunidades, mas que tanto atraem e seduzem as massas e qualquer cidadão.
 
Assassinatos espantosos, acidentes onde a hecatombe é de mais de três centos, etc., etc., são objeto de atração também explorado pelos meios de comunicação que sabem que há espectadores para tais espetáculos.
 
Entre o dionísico e o apolíneo há uma "mediador": a fala.
 
Pela fala, tanto o dionísico como o apólíneo são "representaçoes".
 
 E a representação de um gesto dionísico não é um gesto dioníscio, como a representação de um gesto apolíneo não é um geto apolíneo. A práticas de fala, como a clínica psicanalítica, colocam-se no mais avançado grau de existência de tragicidade, onde o terror e o êxtase são objeto respectivamente de sublimidades horrorosas ou extasiantes.
 
Ora, aquilo que a arte em forma de representações de tragicidade, teatro, retórica, poética, etc., não é capaz de alcançar, a prática da clínica da psicanálise pode chegar em parte, embora não de todo.
 
Isto é, o psicanalisante vive e anda na existência mais tragicamente que os artistas, pois que além de ser herói como os artistas criativos, é um herói anonimo.  Coisas de "O gênio sem ventura e o amor sem brilho!" http://www.releituras.com/olavobilac_lingua.asp

Nenhum comentário:

Postar um comentário